1% da população mundial está no espectro autista. Só no Brasil, são 2 milhões de pessoas. É impossível reduzi-las a um diagnóstico só: elas têm sintomas variados, em intensidades diferentes. Agora, a genética começa a desvendar esse quebra-cabeça. Texto: Guilherme Eler | Ilustração: Estevan Silveiro | Design: Juliana Caro | Edição: Bruno Vaiano Greta Thunberg é autista. Mas isso é irrelevante para o seu trabalho. “Eu tenho Asperger, e isso significa que, às vezes, sou um pouco diferente do padrão”, escreveu a ativista no Twitter. “Não fico falando em público sobre meu diagnóstico porque quero escondê-lo, mas porque sei que muitas pessoas ignorantes ainda encaram isso como uma doença, ou algo negativo.” Os discursos que a sueca de 16 anos deu na abertura da Cúpula do Clima da ONU, em setembro – e na COP24, em dezembro de 2018 –, foram ocasiões históricas: uma pessoa autista foi ouvida pelo mundo de igual para igual ao abordar um assunto que não fosse o próprio autismo.