RS Notícias: Reabertura em dúvida; O balanço da Positivo; Protestos no mundo

Os protestos que marcaram o fim de semana podem continuar reverberando no cenário político nesta segunda-feira, no Brasil e no exterior. A Desperta destaca ainda o recuo da reabertura no Distrito Federal, que mostra o desafio de reabrir o Brasil em meio à pandemia. Boa leitura.

Manifestantes no Brasil: protestos em várias cidades no domingo | Diego Vara/Reuters

1 – PROTESTOS

Depois de um fim de semana marcado por protestos contra o racismo nos Estados Unidos e no mundo, nesta segunda-feira, 8, milhares de americanos devem participar da despedida final de George Floyd. O corpo do americano, morto pela polícia em Minneapolis no dia 25 de maio, será velado em cerimônia aberta ao público em Houston, no Texas. Será o terceiro e último velório de Floyd. Também nesta segunda-feira, o pré-candidato à presidência, Joe Biden, fará uma rara viagem em meio à pandemia para se encontrar com a família do jovem. Os protestos antirracistas chegaram ontem a seu 13º dia seguido nos EUA, com algumas das maiores manifestações até então. Atos também aconteceram na Europa e no Brasil – onde o lema do “Vidas Negras Importam” se juntou à pauta de oposição ao presidente Jair Bolsonaro. Cidades como Rio, São Paulo e Porto Alegre tiveram protestos ontem.

2 – RECUO NO DF

Em contraste com outros países, que começaram a reabrir a economia depois de observar uma redução no número de casos de covid-19, o Brasil iniciou esse processo sem ter indícios de que a pandemia já tenha atingido o pico. Algo que acontece no Distrito Federal, que, a partir desta segunda-feira, 8, terá fechamento do comércio em algumas regiões. Desde a flexiblização da quarentena, em 27 de maio, o número de casos no DF dobrou, para quase 16.000. No interior de São Paulo, também há relatos de cidades que optaram por manter a quarentena mais rígida, apesar da decisão estadual de flexiblização. No Rio de Janeiro, a prefeitura anunciou ontem que vai manter a reabertura em fases, apesar de a lei estadual ser mais flexível. A pandemia do coronavírus bateu ontem à noite a marca de 7 milhões de casos confirmados no mundo, além de mais de 402.000 óbitos. O Brasil segue sendo o terceiro em mortes, com mais de 36.000 óbitos e 691.000 casos.

3 – HOME OFFICE DA POSITIVO

Em todo o mundo, as empresas de tecnologia são as que estão se saindo melhor na crise do novo coronavírus. Há poucas representantes do setor na bolsa brasileira, mas uma das mais importantes divulga nesta segunda-feira, 8, após o fechamento do mercado, seus resultados relativos ao primeiro trimestre do ano: a paranaense Positivo, que produz computadores e celulares. Desde 23 de março, quando atingiu o menor valor do ano, a ação da Positivo já avançou 146% (ante 51% do Ibovespa). Os analistas do mercado de ações apontam que o otimismo sobre o desempenho da Positivo vem primeiro da situação financeira confortável que a empresa exibia antes da pandemia e pelo domínio de seu mercado-alvo de computadores, o de notebooks até 1.200 reais – mercado no qual a Positivo tem 89% de participação.

4 – TELEJOGO NO SENADO

O Senado Federal deve analisar nos próximos dias a Medida Provisória 923/2020 que autoriza emissoras de televisão, rádios e organizações da sociedade civil a realizar o chamado telejogo. Comuns na década de 1990, eles foram proibidos por decisão judicial em 1998. O retorno do telejogo é para promover ações de marketing que envolvam sorteio de prêmios, distribuição gratuita de brindes, concursos ou operações semelhantes. O texto prevê que os sorteios podem ser feitos por telefone, sites e aplicativos de celular. Aprovada pela Câmara dos Deputados na semana passada, a proposta proíbe ações que configurem jogo de azar ou bingo. Sorteios e brindes gratuitos de até 10.000 reais mensais poderão ser realizados. Caberá ao Ministério da Economia autorizar e fiscalizar os sorteios.

O Ministério da Saúde divulgou dois balanços diferentes para a covid-19 neste domingo, 7. Primeiro, foram 1.382 novos óbitos em 24 horas (um recorde para um domingo). Depois, o governo atualizou o site oficial com 525 novos óbitos. A pasta ainda não explicou a diferença.
Antes disso, o Ministério Público Federal pediu no fim de semana esclarecimentos à Saúde sobre a demora em divulgar os dados e a decisão de não mostrar o total de casos acumulados. Entenda o caso.
O empresário Carlos Wizard desistiu de integrar o Ministério da Saúde. Wizard virou centro da polêmica sobre recontagem de casos ao acusar os estados de estarem “inflando” o número de mortes por covid-19.
Nos protestos no Reino Unido no domingo, 7, manifestantes chegaram a derrubar uma estátua de um traficante de escravos em Bristol. Veja o vídeo.
No mundo farmacêutico, uma possível união entre a vacina e o remédio: a AztraZeneca, que pesquisa uma vacina para o covid-19, e a Gilead, dona do remdesivir, discutem informalmente uma fusão, segundo a Bloomberg.
A Nova Zelândia disse nesta segunda-feira que o coronavírus foi “eliminado” do país e que todas as restrições terão fim, menos o controle das fronteiras.

O Dia dos Namorados será muito mais caseiro neste ano. Descubra nesta pesquisa do Google o que os brasileiros pretendem fazer (e comprar).
O dólar voltou a ficar pouco abaixo de 5 reais na sexta-feira, mas ainda segue acima de patamares vistos há alguns anos. Nesta matéria, a EXAME ouviu dezenas de especialistas e empresários para entender por que o dólar a 3 reais pode ser “coisa do passado”.
De colaboração entre empresas (mesmo as concorrentes) a capacidade de adaptar o negócio, seis aprendizados das empresas para o pós-pandemia.
Bill Gates recomenda quatro ferramentas que usa para aprender. Veja as dicas.
Nem a crise do coronavírus impediu o crescimento do mercado de carros esportivos. Confira os mais vendidos até agora.

Lives

18h30 – André Esteves, do BTG Pactual, entrevista David Rubenstein, co-fundador do The Carlyle Group (veja no YouTube)

Bolsa

HOJE | Xangai / +0,24%
Tóquio / +1,37%
Londres / +0,19% (às 7h)
SEXTA | Ibovespa +0,86%
S&P 500 / +2,26%
Dólar / 4,99 reais (-2,80%)

O britânico Antony Cauvin estava há pelo menos dois meses sem abraçar a avó quando criou uma “tecnologia” para tal: uma espécie de cortina separadora, incluindo espaço para as mãos, que permitiu o abraço. Neste vídeo, a BBC ouviu a história da família e mostrou como funciona a invenção (em inglês).

Abraço de plástico: o britânico Antony Cauvin inventou o equipamento que o permitiu abraçar a avó | BBC/Reprodução

Fonte: RS Notícias: Reabertura em dúvida; O balanço da Positivo; Protestos no mundo

Deixe um comentário