Passados mais de cinco meses dos primeiros casos da pandemia do novo coronavírus reportados publicamente na China, um vizinho do país asiático onde o vírus começou a se espalhar não registra mortes pela doença. É o Vietnã, país com pouco mais de 95 milhões de habitantes. Graças a medidas tomadas no combate à covid-19, o país registra hoje somente 369 casos. O Vietnã chega a passar dias sem registro de um novo caso.
A biofarmacêutica americana Gilead Sciences anunciou nesta sexta-feira dados adicionais sobre o antiviral experimental remdesivir, primeiro tratamento promissor na luta contra o novo coronavírus. Entre eles está o fato de que o remédio apresentou uma redução de 62% no risco de mortalidade de pessoas com a doença, dado que ainda precisa ser confirmado em estudos clínicos.
O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou nesta sexta-feira o maior plano de flexibilização das medidas de isolamento desde o início da pandemia da covid-19. Por causa da desaceleração nos índices da doença, a nova atualização do Plano São Paulo vai colocar 83% da população paulista nas fases mais brandas de flexibilização das medidas de isolamento. Esta é a sexta atualização do plano e valerá de 15 a 30 de julho.
A capital modernista foi a primeira cidade brasileira a adotar medidas de distanciamento social para conter a pandemia e estava indo bem até que a retirada prematura das restrições de quarentena provocou um aumento nos casos, segundo especialistas em saúde. Entre os pacientes da cidade está o próprio presidente Jair Bolsonaro, que afirmou na última terça-feira ter resultado positivo para o novo coronavírus.
Um novo surto de doença respiratória, potencialmente mais letal que a covid-19, pode estar começando na Ásia. A embaixada chinesa no Cazaquistão alertou ontem seus cidadãos sobre uma “pneumonia desconhecida”. Segundo a China, no primeiro semestre deste ano 1.772 pessoas morreram da doença, 628 delas apenas em junho. Cerca de 100.000 pessoas já teriam sido contaminadas.