Um estudo recente da Universidade King´s College reforça a suspeita já levantada por cientistas: a imunidade que as pessoas desenvolvem após contrair a covid-19 tem vida curta. Os cientistas analisaram a resposta do corpo ao vírus em 90 pacientes e profissionais da área de saúde até 94 dias depois da infecção e verificaram que os anticorpos criados pelo sistema imunológico podem ser reduzidos a ponto de a pessoa perder sua imunidade.
Esta semana começa uma maior reabertura de setores da economia de São Paulo desde o início da pandemia da covid-19. Em sete regiões do interior e duas sub-regiões da Grande São Paulo a quarentena fica menos restrita a partir desta segunda-feira. Na capital, parques e academias voltam a funcionar. A flexibilização foi anunciada na última sexta-feira pelo governador João Doria (PSDB) e só foi possível depois que o estado atingiu o que ele chamou de “platô”, ou seja, uma estabilidade no número de mortes por semana.
Um estudo conduzido pela Universidade de Edimburgo, na Escócia, descobriu que o novo coronavírus é capaz de causar alterações anormais no coração dos infectados. Em casos mais graves, a doença foi capaz de atrapalhar a capacidade do órgão de bombear sangue, o que levou algumas pessoas a ter falhas ameaçadoras no coração. A pesquisa foi feita por meio da análise de ecocardiogramas de mais de 1.200 pacientes em 69 países.
Experimentos conduzidos na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) confirmam que o novo coronavírus (Sars-CoV-2) pode ser capaz de infectar células adiposas humanas e de se manter em seu interior. Esse dado pode ajudar a entender por que indivíduos obesos correm mais risco de desenvolver a forma grave da covid-19. Além de serem mais acometidos por doenças crônicas, como diabetes, dislipidemia e hipertensão – que por si só são fatores de risco –, os obesos teriam, segundo a hipótese investigada na Unicamp, um maior reservatório para o vírus em seu organismo.
Um estudo feito no Reino Unido e publicado na revista científica Nature com mais 17 milhões de pessoas (o maior até o momento) apontou os fatores de risco do novo coronavírus. Dos 17.278.392 adultos que foram estudados nos últimos três meses, 10.926 morreram por complicações da covid-19. Segundo os pesquisadores, os homens correm mais risco de morte pela doença, bem como pessoas mais velhas, com diabetes, asma severa e outras condições médicas.