A crise do coronavírus gerou uma nova competição no mercado: a corrida para saber qual país irá receber primeiro a vacina para imunizar pacientes da covid-19. Nas últimas semanas, governos de Estados Unidos, Japão, China, além de potências europeias e o próprio Brasil deram novo passos para garantir o fornecimento de uma terapia de imunização para seus cidadãos.
Os países que estão se saindo melhor na pandemia do novo coronavírus são os que aprendem mais rápido — e essa capacidade de aprender vai ser essencial no futuro. A visão é do venezuelano Ricardo Hausmann, ex-ministro do Planejamento de seu país e atual gestor do laboratório de crescimento do centro de desenvolvimento internacional da Universidade Harvard. Segundo ele, a América Latina foi pouco eficiente em adotar medidas de isolamento social que combatam a pandemia.
O estado de São Paulo já realizou mais de 1,78 milhão de testes para identificar a presença do coronavírus. De acordo com o coordenador do comitê de saúde, Paulo Menezes, no começo da pandemia, em março, o estado realizava uma média de 900 testes por dia. Atualmente esta capacidade está em 21.000. Do total, a maior parte, 60%, foi do tipo RT-PCR que identifica a presença do vírus ainda ativo dentro do organismo.
Com mais de 91 mortes por coronavírus no Brasil, um dado “silencioso” ecoa no país. 77% das mortes maternas por covid-19 registradas no mundo estão no Brasil, segundo a revista médica International Journal of Gynecology and Obstetrics. Apesar deste ser um levantamento parcial, onde existe a possibilidade de subnotificações, pesquisadores estimam um salto sem precedentes na taxa de mortalidade materna brasileira em 2020.
Crianças com idades abaixo de cinco anos têm entre 10 a 100 vezes mais material genético do novo coronavírus em seus narizes em comparação a crianças mais velhas ou adultos, diz um estudo publicado no periódico JAMA Pediatrics. Segundo os autores, isso significa que crianças mais novas são importantes vetores da covid-19 nas comunidades, algo que faz sentido no cenário observado desde o início da pandemia.