1 – MODERNA APROVADA?
A FDA, órgão regulador de medicamentos dos Estados Unidos, se reúne para avaliar o uso emergencial da vacina da americana Moderna. A vacina de Pfizer/BioNTech, que também usa RNA mensageiro, foi a primeira aprovada e já começou a ser aplicada nesta semana nos EUA. No Brasil, a atenção é pela informação de que o Ministério da Saúde vai comprar ainda nesta semana 45 milhões de doses da chinesa Coronavac, segundo afirmou o governador do Pará, Helder Barbalho. O Ministério ainda não confirmou. Ontem, o governo divulgou mais detalhes do plano de imunização no Brasil, que deve durar 16 meses, os quatro primeiros para os grupos prioritários, mas ainda sem datas. Também nesta quinta-feira, a Câmara deve discutir a MP das Vacinas, liberação para compra das vacinas da Covax Facility, da ONU. A MP não deve incluir a ideia do presidente Jair Bolsonaro da assinatura de um termo de responsabilidade por parte do paciente. Leia mais.
2 – AGORA VAI?
Nos mercados, o tom é de otimismo com o pacote de estímulo americano cada vez mais próximo de uma aprovação, com valor em torno de 900 bilhões de dólares. O líder republicano no Senado, Mitch McConnell, que já foi um entrave para um acordo bipartidário, passou a articular a favor da medida — afirmando que ela pode aumentar a popularidade dos republicanos em tempo do segundo turno do Senado na Geórgia, em janeiro, que vai definir a maioria na Casa. Os índices europeus e asiáticos passaram a madrugada em leves altas, após máximas históricas nos EUA ontem, puxadas também por discurso do Fed de que seguiria injetando estímulos na economia. No Brasil, onde o Ibovespa fechou em alta de 1,47%, estreiam hoje na bolsa as ações da Neogrid e a Vale tem uma nova audiência sobre indenizações de Brumadinho. Leia mais.
3 – FUNDEB VOLTA À CÂMARA
Da lista de pendências do Congresso para o fim do ano, a quinta-feira deve trazer na Câmara um veredicto sobre o Fundeb, fundo da educação básica. O Senado barrou os destaques que autorizavam uso dos recursos por instituições privadas sem fins lucrativos, como escolas religiosas e sistema S. Essas possibilidades foram incluídas pela própria Câmara, mas houve pressão popular para que o Senado retirasse os termos. A leitura é de que os recursos atuais para a educação já são insuficientes para a rede pública, que atende 80% dos alunos brasileiros no ensino básico. O uso de recursos por instituições privadas pode tirar do Fundeb quase 16 bilhões de reais, o equivalente a tudo que a União colocou no fundo no ano passado. Leia mais.
4 – ECONOMIA NO FUTURO
A Organização pela Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), clube de nações desenvolvidas do qual o Brasil quer fazer parte, promove nesta quinta-feira um debate virtual para divulgar os resultados de seu relatório anual sobre a economia brasileira. O texto projeta que o PIB brasileiro cairá 5% neste ano, e traz também o que a organização avalia serem reformas necessárias, como tributária e administrativa, para o país acelerar o seu desenvolvimento – e, de quebra, ingressar na Organização. A OCDE defende, por exemplo, que não existe no Brasil uma rede universal de segurança social efetiva: isso porque tanto o FGTS quanto o seguro-desemprego, que custam cerca de 1% do PIB, são limitados aos trabalhadores do setor formal. O webinar acontece às 14h30. Leia mais e veja como assistir.