RS Notícias: Governo quer auxílio rebatizado, com 3 parcelas de R$ 200 e exigência de curso

por Bernardo Caram

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BIP (Bônus de Inclusão Produtiva) seria liberado com ajuste fiscal e associado à Carteira Verde e Amarela

Pressionado a fazer novos pagamentos do auxílio emergencial, o governo prepara uma proposta que libera três parcelas de R$ 200, com foco nos trabalhadores informais não atendidos pelo Bolsa Família. A ideia é também estabelecer novas exigências para o recebimento do benefício.

 

De acordo com um membro do governo que participa da elaboração da medida, a proposta muda o nome da assistência, que deve passar a ser chamada de BIP (Bônus de Inclusão Produtiva).

Para receber o auxílio, a pessoa terá de participar de um curso para qualificação profissional. O plano também prevê que o benefício seja associado à Carteira Verde e Amarela, programa que deve ser relançado pelo governo para reduzir encargos trabalhistas e estimular a formalização de pessoas de baixa renda.

Segundo uma fonte do governo, o BIP foi elaborado para dar assistência a pessoas vulneráveis em um momento de crise, e não para ser um mecanismo de distribuição de renda, para tirar pessoas da pobreza.

O argumento é que o governo não tem recursos para seguir pagando um auxílio ampliado com valores mais altos. No formato agora estudado, o programa custaria pouco mais de R$ 6 bilhões por mês, bem abaixo dos R$ 50 bilhões mensais gastos com as parcelas de R$ 600 pagas a 64 milhões de pessoas em 2020.

A equipe econômica quer condicionar esse gasto extra com o benefício ao corte de despesas em outras áreas do governo. Para isso, vai propor a inclusão de uma cláusula de calamidade pública na PEC (proposta de emenda à Constituição) do Pacto Federativo, que retira amarras do Orçamento e traz gatilhos de ajuste fiscal.

Portanto, o novo benefício apenas seria pago se o Congresso aprovasse a PEC, que tem medidas consideradas duras. A equipe econômica quer usar esse argumento para pressionar os parlamentares a aprovar o texto.

Em um primeiro momento, o protocolo elaborado pelo governo prevê a liberação de medidas sem efeitos fiscais, como a antecipação do abono salarial (anunciada na semana passada) e do 13º de aposentados.

O segundo passo, segundo informou à Folha um membro da equipe econômica, será a inclusão no Bolsa Família das pessoas que hoje estão na fila do programa social. No fim do ano, cerca de 1 milhão de famílias estavam nessa lista de espera.

Pelo plano do governo, os beneficiados pelo Bolsa Família permanecerão no programa e não terão direito ao BIP. Portanto, o governo manteria o gasto de R$ 34,8 bilhões previsto para o programa em 2021.

O bônus será destinado às mais de 30 milhões de pessoas classificadas pelo governo como invisíveis, aquelas que estão em uma espécie de abismo entre o Bolsa Família e o mercado formal de trabalho —não têm emprego e não recebem nenhuma assistência social.

O valor de R$ 200, assim como na primeira versão do auxílio emergencial em 2020, foi pensado para ficar próximo ao benefício médio do Bolsa Família, de aproximadamente R$ 190.?

A equipe econômica afirma que um plano mais consolidado só poderá ser feito em um novo programa, fruto de uma modernização do Bolsa Família, com a fusão de programas sociais existentes hoje.

A ideia de alterar o nome do auxílio emergencial para BIP está ancorada na estratégia de mudar a visão sobre o programa, que deixaria de ser uma transferência pura de renda para se tornar um mecanismo de auxílio temporário enquanto os informais buscam um emprego.

Ao ter o benefício autorizado, o trabalhador teria de aceitar a participação em um curso de qualificação. Modelos desenhados pelo Ministério da Economia preveem parcerias com órgãos do Sistema S, que seriam responsáveis por oferecer os treinamentos.

Segundo técnicos, a ideia é ampliar o leque de oportunidades para pessoas que normalmente têm nível baixíssimo de qualificação e encontram dificuldade na busca por um emprego formal.

Para facilitar essa inserção no mercado de trabalho, o governo pretende reeditar a Carteira Verde e Amarela. O programa foi instituído no ano passado por meio de medida provisória, mas perdeu a validade sem votação no Congresso.

O modelo estabelece regras mais flexíveis, com a possibilidade de pagamento por hora trabalhada. Esses contratos teriam encargos trabalhistas reduzidos.

Para viabilizar o funcionamento de todos esses mecanismos, o ministro Paulo Guedes (Economia) aposta na aprovação do pacto federativo pelo Congresso.

O texto, que está travado no Senado desde 2019, já previa a emergência fiscal, que ativaria medidas de ajuste em momentos de dificuldade financeira de algum ente. A proposta agora passaria a prever a cláusula de calamidade, para ser ativada em situações agudas de uma crise sincronizada em todo o país, como é o caso da pandemia.

O ministro tem afirmado a interlocutores que a compensação das despesas seria a única forma de liberar a assistência aos vulneráveis. Caso contrário, ele afirma que seriam desrespeitadas regras fiscais em vigor no país, o que poderia levar ao impeachment do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Com o comando do Congresso nas mãos de Rodrigo Pacheco (DEM-MG) e Arthur Lira (PP-AL), mais alinhados ao Palácio do Planalto, Guedes acredita ser possível dar agilidade à votação do texto.

Apesar do discurso otimista, o governo deve encontrar dificuldades à frente. Isso porque, além de haver resistência de parlamentares ao texto, as medidas de ajuste podem não ter o efeito fiscal desejado a curto prazo.

Mesmo em caso de aprovação da PEC, não haveria uma garantia do pagamento do BIP, o que dependeria da calibragem dada pelo Congresso.

Na avaliação da equipe econômica, se o programa de vacinação surtir efeito e reduzir fortemente a taxa de mortalidade por Covid-19, não será necessário acionar a cláusula de calamidade e liberar o benefício. Isso seria feito apenas se o número de mortes diárias continuasse acima de mil.

O que foi o auxílio emergencial

Assistência paga a trabalhadores informais durante a pandemia em 2020, com parcelas de R$ 600, depois prorrogadas no valor de R$ 300. Mulheres chefes de família recebiam o benefício em dobro

O que seria o BIP

Governo formula o Bônus de Inclusão Produtiva, com três parcelas de R$ 200, pagas a mais de 30 milhões de trabalhadores informais

Como ficaria o Bolsa Família

O governo quer zerar a fila de espera do programa. Beneficiários continuariam no Bolsa Família e não receberiam o BIP

Exigência para receber o BIP

Para ter acesso ao bônus, a pessoa teria de aceitar fazer um curso de qualificação profissional. O programa ainda seria associado à Carteira Verde e Amarela, que flexibiliza regras trabalhistas e reduz encargos para trabalhadores de baixa renda

Programa depende de ajuste fiscal

O gasto com os benefícios seria condicionado ao corte de despesas em outras áreas do governo. A ideia é incluir uma cláusula de calamidade pública na PEC do Pacto Federativo, que retira amarras do Orçamento e traz gatilhos de ajuste fiscal

R$ 293 bilhões

Foi o custo do auxílio emergencial em 2020

R$ 18 bilhões

É o custo estimado do BIP, com três parcelas de R$ 200. Governo ainda seguiria com a despesa de R$ 34,8 bilhões prevista para o ano com o Bolsa Família

Fonte: Folha Online – 07/02/2021 e SOS Consumidor

Fonte: RS Notícias: Governo quer auxílio rebatizado, com 3 parcelas de R$ 200 e exigência de curso

RS Notícias: Petróleo volta ao pré-pandemia; Redenção do Softbank; Volta às aulas no Brasil

A semana começa com o petróleo no maior patamar desde janeiro de 2020, resultados positivos do Softbank e novas estreias na B3. A Desperta destaca ainda o resultado da eleição no Equador, os debates sobre a vacina da AstraZeneca na África do Sul e os recordes de Tom Brady no Super Bowl. Boa leitura.
Vacinação na Indonésia: bolsas globais voltam a subir nesta segunda-feira com otimismo diante da vacinação e controle da covid-19 | REUTERS/Willy Kurniawan
1 – PETRÓLEO EM ALTA

As principais bolsas internacionais sobem nesta segunda-feira, com investidores otimistas com a recuperação econômica e queda de novos casos de coronavírus no mundo. No radar, seguem os avanços para a aprovação do pacote de estímulo americano de 1,9 trilhão de dólares. Após o Senado americano aprovar resolução orçamentária que permite a aprovação do estímulo por maioria simples, o índice Dow Jones chegou a seu melhor desempenho semanal desde novembro. Nesta manhã, os índices americanos sinalizam novos recordes para esta sessão. Em meio ao bom humor global, o petróleo brent retomou a marca dos 60 dólares por barril pela primeira vez desde janeiro de 2020. No Brasil, além da agenda de balanços que segue agitada, atenções estarão voltadas para as ações da Jalles Machado (JALL3) e Focus Energia (POWE3), que estreiam na B3 hoje. Leia mais.

2 – REDENÇÃO DO SOFTBANK?

O conglomerado japonês SoftBank divulgou resultados otimistas na manhã desta segunda-feira. Em parte puxado pelo rali global com as empresas de tecnologia das quais é sócio, o Softbank teve lucro recorde no quarto trimestre, de 8 bilhões de dólares, alta de 5% ante o trimestre anterior – e muito melhor do que há um ano, quando o grupo vinha a público reportar que o lucro caíra 99% e envolto em desconfiança crescente sobre as startups investidas. Além de nomes como a Uber, que viram a ação quase dobrar de valor no acumulado do último ano, o Softbank se beneficiou de investidos como o app de entregas DoorDash e o Opendoor, de venda de imóveis, que abriram capital. Para 2021, a expectativa é que a onda de IPOs continue. Uma das empresas na fila é a Didi Chuxing (dona da 99 no Brasil). Leia mais.

3 – VOLTA ÀS AULAS

Uma série de redes de ensino recomeçam as aulas presenciais nesta segunda-feira em todo o Brasil, como Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro, Tocantins e Maranhão. Estados como o Mato Grosso voltarão somente com modelo online por hora. Em São Paulo, que tem a maior rede do país, a Apeoesp, sindicato dos professores, convocou greve sanitária a partir de hoje, apontando 147 casos de covid-19 em escolas que tiveram algum tipo de atividade presencial. Já a rede particular e escolas municipais no estado têm autonomia para voltar presencialmente em outros dias: a maioria das escolas particulares voltou na semana passada; nas escolas públicas municipais, o cenário é diverso, e algumas prefeituras adiaram a volta presencial para março (na capital paulista, o ensino presencial volta em 15 de fevereiro). Leia mais.

4 – ABERTO DA AUSTRÁLIA

O Australian Open, o primeiro dos quatro Grand Slam de tênis no calendário, tem duas marcas: as altíssimas temperaturas durante os dias de jogo e a velocidade da bola nas quadras sintéticas. Neste ano, o Aberto da Austrália, que começou nesta segunda-feira, será conhecido também como o torneio do confinamento. Os principais jogadores do mundo, como Naomi Osaka e Rafael Nadal, passaram de 20 dias isolados, assim como mais de 600 pessoas envolvidas que tiveram de se isolar antes de ir à Austrália. O país, como a vizinha Nova Zelândia, tem retomado as atividades presenciais diante do controle da covid-19, mas aplica política rigorosa de entrada em seu território (o pedido de Novak Djokovic para reduzir a quarentena, por exemplo, foi recusado). Esportivamente, a semana anterior ao torneio foi ainda marcada por confusão, com uma série de torneios preparatórios espremidos. Leia mais.

A África do Sul suspendeu o uso da vacina de AstraZeneca/Oxford até que se tenha mais detalhes sobre a eficácia contra a nova variante do coronavírus encontrada no país. Estudos preliminares na semana passada mostraram que a vacina é eficaz contra a variante britânica, mas deve perder eficácia contra a sul-africana. Novos dados devem ser divulgados hoje.

Especialistas envolvidos no estudo afirmaram também que está sendo desenvolvida uma nova versão da vacina eficaz contra a variante sul-africana, a ficar pronta nos próximos meses. A tendência é que a vacina no formato atual, no entanto, ainda reduza a ocorrência de casos graves da covid-19.

Em uma eleição com 16 candidatos, o economista de esquerda Andrés Arauz foi o mais votado no Equador neste domingo. Arauz, herdeiro do “correismo”, teve cerca de 35% dos votos, ante 21% do ex-banqueiro de direita Guillermo Lasso. Os dois seguem ao segundo turno.

Milhares de pessoas foram às ruas em Mianmar em protestos contra o golpe de Estado no país, que derrubou o governo da então líder Aung San Suu Kyi. Foram as maiores manifestações desde 2007. O acesso à internet no país foi bloqueado nos últimos dias e voltou parcialmente.

A China divulgou novas regras antimonopólio neste domingo, que incluem limites ao uso de dados e a acordos de fidelidade com vendedores no marketplace, um recado claro às grandes empresas de tecnologia. A mudança vem após os embates recentes com Jack Ma, da Alibaba.

O Brasil planeja doar ao Haiti 1 milhão de testes para covid-19 que estão perto da validade, segundo informa o Estadão. Os testes fazem parte do mesmo lote de 5 milhões de exames encalhados em um armazém no ano passado.

Como esperado, o segundo dia do Enem digital teve outro recorde de abstenção, com ausência de 71% dos participantes. E o Enem ainda não acabou: candidatos que faltaram por terem sintomas de covid-19 poderão fazer a prova em 23 e 24 de fevereiro.

E após a polêmica com os preços das ações da Gamestop, o app do fórum Reddit teve o melhor mês de sua história em número de downloads. Foram 6,6 milhões de downloads no mundo, alta de 128% ante janeiro do ano passado.

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HOJE | Xangai / +1,03%
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SEXTA | Ibovespa / +0,82%
S&P 500 / +0,39%
Dólar / 5,38 reais (-1,20%)

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Um dos maiores eventos esportivos (e de marketing) do mundo, a final da liga de futebol americano, o Super Bowl, teve sua 55ª edição na noite deste domingo. Com participação de The Weeknd e da poetisa da posse de Joe Biden, Amanda Gorman, o jogo teve vitória do Tampa Bay Buccaneers de Tom Brady contra o Kansas City Chiefs. Brady, em seu 10º Super Bowl e aos 43 anos, foi ainda eleito o melhor da partida.
Tom Brady (à dir.): eleito melhor jogador do Super Bowl | Foto: Mark J. Rebilas-USA TODAY Sports/Reuters

Fonte: RS Notícias: Petróleo volta ao pré-pandemia; Redenção do Softbank; Volta às aulas no Brasil