Midori Arimoto – A atriz nipo-americana que marcou Hollywood nos anos 60 e 70

 

Midori Arimoto é o nome artístico de Dianne Midori Arimoto, atriz americana nascida em 29 de janeiro de 1941, no Condado de Monterey, Califórnia, EUA. Conhecida também apenas como Midori, ela foi uma das atrizes nipo-americanas mais ativas em Hollywood entre as décadas de 1960 e 1970.

Vida e início

Nascida em uma família de origem japonesa na Califórnia, Midori começou a trabalhar no cinema e na TV americana no início dos anos 60, período em que pouquíssimas atrizes asiáticas tinham espaço em produções mainstream. Por isso, grande parte de seus primeiros papéis foram creditados como não-creditados ou com arquétipos da época, mas que abriram caminho para outras atrizes.

Carreira e momentos importantes

A carreira de Midori Arimoto é marcada por uma transição entre grandes superproduções de aventura e filmes de ação e suspense.

1. Krakatoa, East of Java (1968) – O grande destaque
Seu papel mais conhecido internacionalmente. No épico de desastre da Cinerama, ela interpreta Midori, uma das sobreviventes do vulcão Krakatoa. O filme foi indicado ao Oscar de Melhores Efeitos Visuais e se tornou um clássico cult dos anos 60.

2. O período de ouro em Hollywood (1967-1971)
Entre 1967 e 1971 ela emplacou uma sequência de trabalhos importantes:

  • The War Wagon (1967) e Gunn (1967) – western e filme policial onde apareceu como figurante de destaque
  • The Boatniks (1970) – comédia da Disney com Robert Morse
  • McCloud (1970) – série policial de grande sucesso nos EUA
  • The Andromeda Strain (1971) – clássico de ficção científica de Robert Wise, onde viveu Bess, técnica de laboratório

3. Filmes de gênero e blaxploitation (1970-1977)
Na fase final da carreira, Midori migrou para produções mais adultas e de ação:

  • Hangup (1974) como Sally – seu último papel de destaque no cinema
  • Kill the Golden Goose (1977) – seu último registro em longa-metragem antes de se afastar das telas

Ao todo são 9 créditos oficiais entre cinema e TV, incluindo participações em Gilligan’s Island, Blood Voyage e The Andromeda Strain.

Legado

Midori Arimoto faz parte da primeira geração de atrizes asiático-americanas citadas na história da representatividade em Hollywood. Ela é lembrada em listas sobre pioneiras ao lado de Nancy Kwan, por ter mantido uma carreira regular em um período onde papéis para atrizes orientais eram extremamente estereotipados e escassos.

Após 1977, ela se afastou da vida pública e do meio artístico, mantendo uma vida reservada.

Fonte: Midori Arimoto – A atriz nipo-americana que marcou Hollywood nos anos 60 e 70

Imagem Folheados – Conheça o brinde desta semana

 

 

 

Faça qualquer compra na Imagem Folheados, acima de R$ 160,00 e ganhe esta linda Gargantilha Minnie folheada a ouro, acompanhando a caixinha em acrílico!

Link da loja: https://www.imagemfolheados.com.br/?a=97592

Fonte: Imagem Folheados – Conheça o brinde desta semana

A MENTIRA JÁ TRABALHOU – 28.09.26

A mentira política brasileira melhorou muito de produtividade. Eles são especialistas nisso. Ela já não precisa durar; precisa chegar antes da verdade.
É outra coisa.
A história de que Flávio Bolsonaro pretendia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil é falsa. Ele não disse, não propôs, e não apoiou. O projeto usado para dar alguma roupa à história era de outro deputado.
Deu? Pronto? Claro que não.
A CNN, por exemplo, informou que integrantes da campanha petista viram a repercussão da notícia falsa como positiva. O episódio obrigou Flávio a gastar tempo desmentindo aquilo que jamais disse.
Eis mais uma inovação brasileira. A mentira não precisa mais sobreviver ao desmentido.
Antigamente dava trabalho. O sujeito mentia e depois precisava cuidar da mentira. Apareciam documentos, datas, testemunhas. Uma trabalheira. A realidade, essa criatura desagradável, insistia em pedir comprovação.
Agora ficou muito mais fácil.
Solta-se a falsidade. Ela corre. O acusado corre atrás, e quando a verdade finalmente chega, encontra a casa vazia.
A mentira já saiu para trabalhar.
Minha tradição judaica me ensinou reverência diante do divino, não o uso da fé para fabricar medo. Daí o espetáculo ganhar um sabor especialmente tenebroso.
Marx, coitado, perdeu essa. O homem associado à célebre formulação da religião como “ópio do povo” dificilmente imaginaria descendentes ideológicos descobrindo, em plena reta final eleitoral, tamanha devoção por Nossa Senhora Aparecida!
Marx também escreveu que a história se repete, primeiro como tragédia, depois como farsa.
O Brasil aperfeiçoou Marx.
Inventou a farsa com pesquisa eleitoral.
Seria saudável julgar qualquer político pelo que diz e faz. A vida real já fornece material abundante. Ficção é desperdício.
Mas, quando a repercussão de uma falsidade entra na contabilidade política como notícia positiva, a mentira ganha departamento.
E KPI.
Imagino a reunião. Alcance, ótimo. Engajamento, excelente. Medo, funcionando. Verdade? Indicador descontinuado.
Do ópio do povo ao KPI da fé, foi uma longa caminhada…
A urna produz milagres ideológicos.
A mentira antiga precisava esconder a verdade. A moderna pode até esperar tranquilamente por ela.
Quando a verdade chega, o expediente já terminou faz tempo.
Claro! A essa altura, a mentira já trabalhou.
No Brasil, até a mentira descobriu como bater meta.

Pontocritico.com

Fonte: A MENTIRA JÁ TRABALHOU – 28.09.26