Joanna Barnes: a atriz de “A Montanha dos Sete Abutres” e ” Operação Cupido” que virou escritora

 

Joanna Barnes (1934 – 2022) – Biografia

Joanna Barnes foi uma atriz e escritora norte-americana, conhecida pelos filmes Tia Mame (1958), Spartacus (1960) e as duas versões de Operação Cupido (1961 e 1998).

Nascida em 15 de novembro de 1934 em Boston, Massachusetts, filha de John Pindar Barnes e Alice Weston Mutch, cresceu em Hingham, Massachusetts, com duas irmãs mais novas, Alice e Judith. Estudou na Milton Academy e se formou em Inglês no Smith College em 1956, como membro da Phi Beta Kappa. Na faculdade, ganhou o prêmio de poesia – sendo a sucessora imediata de Sylvia Plath. Foi durante uma pesquisa para um artigo sobre cinema que decidiu migrar para a atuação.

Carreira na TV e no Cinema

Logo após se formar, mudou-se para Los Angeles e assinou contrato com a Columbia Pictures. Ao longo de 46 anos de atividade (1956-2002), participou de mais de 20 filmes e dezenas de séries.

Seu primeiro papel na TV foi no episódio “The Man Who Beat Lupo” de Ford Theatre. Depois fez participações em clássicos como 77 Sunset Strip, Maverick, Have Gun – Will Travel, Colt .45, Cheyenne, The Untouchables e The Beverly Hillbillies.

No cinema, seu papel de maior destaque foi como a esnobe Gloria Upson em Tia Mame (1958), que lhe rendeu uma indicação ao Globo de Ouro de Revelação do Ano. Outros trabalhos marcantes:

  • Jane em Tarzan, o Homem Macaco (1959) – foi a 13ª atriz a interpretar a personagem, ao lado de Denny Miller.
  • Claudia Marius em Spartacus (1960) – uma das jovens romanas que provoca uma rebelião de escravos.
  • Vicki Robinson em Operação Cupido (1961) – a interesseira que se interpõe entre Maureen O’Hara e Brian Keith. Curiosamente, voltou 37 anos depois no remake de 1998 com Lindsay Lohan, agora como Vicki Blake, mãe da vilã Meredith.
  • Lola em The War Wagon (1967) – faroeste estrelado por John Wayne e Kirk Douglas.
  • Participações em Hawaii Five-O, Cheers, Ilha da Fantasia e As Panteras.

Ela também foi figura frequente no programa de auditório What’s My Line? e apresentou o talk show diurno Dateline: Hollywood em 1967 na ABC.

Carreira como Escritora

A partir dos anos 1970, Barnes se dedicou à literatura. Como ela mesma disse em 1973: “Na atuação, se você ganha um Oscar você tem que agradecer a todos. Se você escreve um livro, ele é completamente seu.”

Publicou o livro de decoração Starting from Scratch e os romances The Deceivers (1970), Who Is Carla Hart? (1973), Pastora (1980) e Silverwood (1985). Foi resenhista semanal do Los Angeles Times e assinou a coluna “Touching Home”, distribuída pelo Chicago Tribune e New York News Syndicate.

Vida pessoal e morte

Casou-se três vezes: com Richard Herndon (1955-1956), com o ator e diretor Lawrence Dobkin (1961-1967) e com Jack Lionel Warner (1980-2012, até a morte dele).

Joanna Barnes morreu em 29 de abril de 2022, aos 87 anos, em sua casa em Sea Ranch, Califórnia.

Fonte: Joanna Barnes: a atriz de “A Montanha dos Sete Abutres” e ” Operação Cupido” que virou escritora

TORNOZELEIRA FOLHEADA A OURO COM CORRENTE TORCIDA

 

Tornozeleira folheada a ouro, feita com corrente torcida.

Código: TR0150

Unid.: pç

Garantia: 1 ano após a data da compra

Prazo de liberação: Até 48 horas (somente dias úteis)

Dimensões aproximadas:

-comprimento da corrente (sem extensor): 23,5 cm

-comprimento da corrente (com extensor): 30 cm

Link do produto: https://www.imagemfolheados.com.br/produto/tornozeleira-folheada-a-ouro-com-corrente-torcida/TR0150&a=97592

Fonte: TORNOZELEIRA FOLHEADA A OURO COM CORRENTE TORCIDA

Previdência Privada: vale a pena ou é só comissão? Guia completo e sem enrolação

 

Se você já conversou com gerente de banco, provavelmente já ouviu: “vamos fazer uma previdencinha?”. E logo vem a desconfiança: isso é bom pra mim ou bom pra comissão dele?

A resposta curta é: pode ser muito bom, e pode ser péssimo. Tudo depende do produto que você contratou. Vamos destrinchar.

1. O que é previdência privada, afinal?

É um fundo de investimento com “roupa” de aposentadoria e com regras próprias de Imposto de Renda. Existem dois tipos principais:

PGBL – Plano Gerador de Benefício Livre: Indicado para quem faz declaração completa do IR e contribui para o INSS. Você pode deduzir até 12% da renda bruta anual tributável. Você adia o imposto hoje, mas paga depois sobre o valor total resgatado.

VGBL – Vida Gerador de Benefício Livre: Indicado para quem faz declaração simplificada, é isento ou já atingiu os 12% no PGBL. Não tem dedução no IR. Na hora do resgate, você paga IR apenas sobre o rendimento.

Ambos podem ter tributação Progressiva (igual tabela do IR do salário) ou Regressiva (começa em 35% e cai 5% a cada 2 anos até chegar a 10% após 10 anos). Para objetivo de longo prazo, a regressiva quase sempre vence.

2. É possível perder dinheiro em previdência privada?

Sim.

Previdência privada NÃO tem garantia do FGC. Ela investe em um fundo por baixo. Se esse fundo for:

  • Renda Fixa conservadora: dificilmente vai ter rentabilidade negativa, mas pode perder para a inflação e para o CDI se a taxa de administração for muito alta.
  • Multimercado ou Ações: pode sim ter meses ou anos negativos. Um fundo de previdência com 30% em ações caiu forte em 2020 e 2022, por exemplo.

Você perde dinheiro de 3 formas:

  1. Rentabilidade negativa do fundo
  2. Taxas abusivas: taxa de carregamento de 3% a 5% na entrada + taxa de administração de 2% a 3% ao ano comem todo seu lucro.
  3. Resgate antecipado na tabela regressiva: resgatar com 1 ano paga 35% de IR sobre o lucro.

3. Previdência privada é vantajosa ou não?

Depende do seu objetivo. Ela NÃO é o melhor investimento para todos os casos, mas tem vantagens que nenhum outro investimento tem.

Quando VALE MUITO A PENA:

  • Planejamento sucessório: O dinheiro da previdência não entra em inventário. Em caso de falecimento, vai direto para os beneficiários em poucos dias, sem burocracia e sem ITCMD na maioria dos estados.
  • Planejamento tributário para longo prazo: Depois de 10 anos, você paga só 10% de IR sobre o lucro. É a menor alíquota do mercado financeiro brasileiro. Em um fundo normal você pagaria 15%.
  • Disciplina: Para quem gasta tudo que tem na conta, o débito automático ajuda.
  • PGBL para quem declara IR completo: A dedução de até 12% gera uma restituição enorme que, se bem reinvestida, turbinna o patrimônio.

Quando NÃO vale a pena:

  • Quando a taxa de administração é maior que 1% ao ano para fundo de renda fixa.
  • Quando tem taxa de carregamento ou taxa de saída.
  • Quando a rentabilidade fica abaixo de 90% do CDI consistentemente.
  • Se seu objetivo é de curto prazo (menos de 5 anos).

A regra de ouro: previdência boa é aquela que é um fundo bom disfarçado. Previdência ruim é aquela que é um produto bancário caro disfarçado.

4. Quanto rende R$ 1.000 e R$ 50.000 na previdência privada?

Não existe um rendimento único. Depende do fundo escolhido. Vamos simular 3 cenários reais de mercado hoje, com prazo de 10 anos e tabela regressiva de 10% de IR, sem taxa de carregamento:

Cenário conservador: Fundo Renda Fixa rendendo 95% do CDI. Considerando CDI a 11% ao ano.
Cenário moderado: Fundo Multimercado rendendo 110% do CDI.
Cenário arrojado: Fundo de Ações com rentabilidade média de 13% ao ano.

Quanto rende R$ 1.000 em 1 ano:

  • Conservador: R$ 1.000 vira ~ R$ 1.104,50 bruto. Líquido com 35% de IR se resgatar antes de 2 anos: ~ R$ 1.067,92
  • Moderado: ~ R$ 1.121,00 bruto / ~ R$ 1.078,65 líquido
  • Ou seja, no primeiro ano você quase não vê diferença. Previdência é jogo de longo prazo.

Quanto rende R$ 50.000 em 10 anos (com 10% de IR no final):

  • Conservador (95% do CDI): Acumula ~ R$ 134.800 bruto. Lucro de R$ 84.800. IR de 10% = R$ 8.480. Valor líquido final: ~ R$ 126.320
  • Moderado (110% do CDI): Acumula ~ R$ 160.800 bruto. Valor líquido final: ~ R$ 149.720
  • Arrojado (13% a.a.): Acumula ~ R$ 169.700 bruto. Valor líquido final: ~ R$ 157.730

Para comparação, os mesmos R$ 50.000 deixados num CDB de 100% do CDI com IR de 15% após 10 anos renderiam cerca de R$ 131.500 líquidos. A vantagem da alíquota de 10% da previdência começa a aparecer forte depois do ano 6.

5. Como escolher uma previdência que não seja furada? Checklist prático

Antes de assinar, pergunte isso ao gerente:

  1. Qual a taxa de administração? Exija abaixo de 0,8% para renda fixa e abaixo de 1,5% para multimercado.
  2. Tem taxa de carregamento? Se a resposta for sim, fuja. Hoje 90% das boas do mercado não têm.
  3. Qual o CNPJ do fundo? Jogue no site Mais Retorno ou Compara Fundos e veja se ele bate o CDI/benchmark nos últimos 3, 5 anos.
  4. É PGBL ou VGBL? Se você faz declaração simplificada e te ofereceram PGBL, é sinal de venda por comissão.
  5. Quem é a gestora? Dê preferência para previdências de gestoras independentes dentro de bancos ou corretoras (ex: Icatu, BTG, XP, Bradesco e Itaú têm fundos excelentes, mas também têm fundos péssimos na mesma prateleira).

Conclusão: Vale a pena?

Previdência privada não é vilã e nem salvadora. Ela é uma ferramenta de planejamento tributário e sucessório de longo prazo.

Ela vale a pena se você for usar por mais de 10 anos, escolher um fundo com taxa baixa, alinhado ao seu perfil, e usar a estratégia correta de PGBL/VGBL.

Ela é só comissão se for aquele produto com taxa de 2,5%, carregamento de 5% e que rende 70% do CDI que o banco empurrou no fim do ano para bater meta.

Se você já tem uma, faça agora: pegue o CNPJ e compare. Se estiver perdendo do CDI, você pode fazer portabilidade para outra previdência melhor sem pagar IR e sem ter que resgatar.

Fonte: Previdência Privada: vale a pena ou é só comissão? Guia completo e sem enrolação