Categoria: Sem categoria
RS Notícias: Cabo Verde: um arquipélago atlântico de alma portuguesa e coração crioulo
A 600 quilômetros da costa noroeste da África, Cabo Verde é aquele país que cabe no mapa, mas transborda em cultura. São 10 ilhas espalhadas pelo Atlântico formando a República de Cabo Verde, com a cidade da Praia como capital e cerca de 562 mil pessoas chamando esse pedaço de terra de casa.
Língua e história que se misturam
Cabo Verde fala português, herança dos quase 500 anos sob domínio de Portugal que terminaram só em 1975. Mas é no crioulo cabo-verdiano que o dia a dia acontece. O crioulo nasceu do português misturado com línguas africanas e virou a língua do afeto, da música e das conversas na esquina. Falar crioulo é quase um abraço sonoro.
Geografia de vulcão, vento e mar
O arquipélago é todo banhado pelo Atlântico. O clima é seco, chove pouco, e o sol reina quase o ano inteiro. O relevo tem cara de vulcão: montanhas imponentes em algumas ilhas, como o Pico do Fogo, e terrenos mais planos em outras. A vegetação é resistente. Predominam campos e estepes que ficam verdes só quando a chuva resolve aparecer.
Gente que está dentro e fora das ilhas
Dos 562 mil cabo-verdianos, a maioria vive nas cidades. Praia, Mindelo e Espargos concentram trabalho, estudo e movimento. Só que tem tanto cabo-verdiano vivendo fora quanto dentro. A diáspora é gigante: Portugal, Estados Unidos, Holanda e Brasil viraram segunda casa para muita gente que saiu em busca de oportunidades, mas nunca deixou de ser “filho das ilhas”.
Economia: turismo, comércio e muita criatividade
Cabo Verde ainda é um país em desenvolvimento. A economia gira em torno de comércio e serviços. O turismo é a grande estrela: praias de água azul-turquesa no Sal e na Boa Vista, trilhas em Santo Antão e a morna de Cesária Évora ecoando no Mindelo atraem gente do mundo todo. Pesca e agricultura existem, mas o clima seco limita. Por isso, remessas de dinheiro enviadas por quem mora fora também ajudam muito a economia a respirar.
Um país pequeno com cultura enorme
Cabo Verde é pequeno no tamanho, mas gigante na identidade. É o país da morna, do funaná, do batuque. É onde “sodade” virou palavra universal. É um lugar de gente que aprendeu a fazer muito com pouco, a transformar vento em energia, distância em música e saudade em conexão.
Se você procurar Cabo Verde no mapa, vai achar dez pontinhos no Atlântico. Se procurar na vida real, vai achar um povo acolhedor, bilíngue e orgulhoso de ter transformado isolamento geográfico em ponte cultural entre África, Europa e as Américas.
Fonte: RS Notícias: Cabo Verde: um arquipélago atlântico de alma portuguesa e coração crioulo
RS Notícias: Frio perde força no RS e quarta-feira será de sol em todo o Estado
RS Notícias: Clinical Research Summit aponta para futuro da pesquisa médica
RS Notícias: MP de Santa Catarina diz que cão Orelha não foi morto por adolescentes
Órgão pediu o arquivamento do caso
Após análise de quase 2 mil arquivos, vídeos e laudos técnicos, o Ministério Público de Santa Catarina concluiu que o cão Orelha não foi morto após ser agredido por um grupo de adolescentes, mas sim devido a uma “condição grave e preexistente”. O órgão divulgou nesta terça (12) sua decisão e pediu à Justiça o arquivamento do caso.
A morte do animal, que aconteceu em janeiro deste ano, teve grande repercussão nacional. As investigações da Polícia Civil de Santa Catarina revelaram na época que Orelha, um cachorro comunitário, havia morrido após ser agredido cruelmente, por volta das 5h da manhã na praia onde morava, por um grupo de adolescentes.
As autoridades pediram a internação de um dos jovens que teria atacado o cão.
Segundo a análise feita pela promotoria, os adolescentes e Orelha “não estiveram juntos na praia no período da suposta agressão”. O órgão afirma que a morte do bicho – que foi submetido à eutanásia – aconteceu devido a uma “condição grave e preexistente, e não à agressão”.
A promotoria protocolou sua manifestação, que tem 170 páginas, no Juízo de Direito da Vara da Infância e Juventude da Comarca da Capital na última sexta-feira (8). O órgão afirma que o documento analisou quase dois mil arquivos digitais como vídeos, mensagens de celular e fotos.
Reconstituição
A reconstituição da cronologia dos fatos feita pelo MP foi decisiva para a mudança do veredito, segundo informa o órgão. Na versão da Polícia Civil, o adolescente que seria o principal agressor teria permanecido na praia junto com o animal durante cerca de 40 minutos. Após a análise do material, a promotoria concluiu que há “inconsistências temporais que modificaram substancialmente a narrativa”.
O órgão afirma que após a análise minuciosa dos vídeos foi identificada uma “defasagem de aproximadamente 30 minutos entre os horários registrados. As câmeras do condomínio registram horário adiantado em cerca de 30 minutos em relação aos horários registrados nas câmeras do sistema [de câmeras privadas]. Essa diferença de horário é nitidamente perceptível pelas condições da luminosidade solar”.
A análise da promotoria diz ainda que não existe nenhum registro da presença de Orelha na orla da Praia Brava, local onde teria sofrido a agressão. Testemunhas ouvidas na investigação confirmaram que o animal não foi visto na praia no início da manhã em que teria sido atacado.
Além disso, as análises do MP indicam que enquanto o jovem estava na praia, o animal estava “a cerca de 600 metros de distância”.
“Dessa forma, não se sustenta a tese de que ambos tenham compartilhado o mesmo espaço por aproximadamente 40 minutos, como afirmado nos relatórios policiais”.
O órgão vai além e afirma que, pelas imagens analisadas, há a constatação “que o cão mantinha plena capacidade motora e padrão de deslocamento normal quase uma hora após o horário em que a investigação presume a ocorrência do ato da suposta agressão, afastando a tese de que ele teria retornado da praia já debilitado por ‘agressões’ recentes”.
Exumação
Laudos periciais e depoimento do médico-veterinário que atendeu o animal também foram decisivos para a conclusão do Ministério Público.
Através desses elementos, afastou-se a hipótese de maus-tratos a Orelha. Segundo análise pericial feita após a exumação do cachorro, comprovou-se que não havia fraturas ou lesões compatíveis com ação humana.
O que se comprovou é que o cão tinha “sinais de osteomielite na região maxilar esquerda – uma infecção óssea grave e crônica – possivelmente relacionada a doenças periodontais avançadas, evidenciadas pelo acúmulo de cálculos dentários”.
Imagens do crânio de Orelha revelaram ainda “uma lesão profunda e antiga, com perda de pelos, descamação e inflamação compatíveis com infecção de evolução prolongada. A localização da ferida, abaixo do olho esquerdo, é compatível com o edema observado pelo médico veterinário que atendeu o animal”.
O cão tinha apenas “um inchaço acentuado na região esquerda da cabeça e ocular”.
O MP diz ainda que o exame de imagem não mostrou nenhum outro sinal de violência.
Arquivamento
Além de solicitar à Justiça o arquivamento do caso principal, também foi arquivado o inquérito que investigava coação dos familiares dos adolescentes a supostas testemunhas da agressão.
O MP de Santa Catarina solicitou ainda o envio de cópia dos autos à Corregedoria da Polícia Civil de Santa Catarina para análise de possíveis irregularidades na investigação.
Também pediu à 9ª Promotoria de Justiça da Comarca da Capital a “apuração de possível infração administrativa relacionada à divulgação de informações sigilosas à imprensa, com referência nominal a adolescente investigado”.
Polícia Civil
A Polícia Civil de Santa Catarina informa que concluiu as investigações relacionadas ao caso e realizou, oportunamente, a divulgação oficial das medidas adotadas no âmbito do inquérito policial.
Após a conclusão do procedimento, os autos foram encaminhados ao Ministério Público de Santa Catarina, órgão constitucionalmente responsável por eventual oferecimento de denúncia ou arquivamento.
A Polícia Civil de Santa Catarina e o Ministério Público de Santa Catarina atuam de forma independente, dentro das atribuições previstas na legislação. Assim, eventuais manifestações sobre a decisão de arquivamento do caso competem exclusivamente ao Ministério Público.
Agência Brasil e Correio do Povo
Fonte: RS Notícias: MP de Santa Catarina diz que cão Orelha não foi morto por adolescentes
RS Notícias: Caso Tairone: ex-PM deixa unidade militar e é conduzido à PECAN
RS Notícias: Pré-lista do Paraguai para Copa do Mundo tem dois jogadores do Grêmio e dois ex-Inter
RS Notícias: Cabo Verde: a história e a alma de um país feito de mar, vento e mistura
Onde fica e como é
Cabo Verde é um país-arquipélago no meio do Atlântico. São 10 ilhas vulcânicas, 9 delas habitadas, espalhadas numa área de 4.033 km². Ficam entre 600 e 850 km da costa do Senegal, bem na ponta oeste da África. Junto com Açores, Canárias, Madeira e Selvagens, faz parte da Macaronésia.
As ilhas se dividem em dois grupos que todo cabo-verdiano conhece de cor:
- Barlavento, ao norte: Santo Antão, São Vicente, Santa Luzia – desabitada -, São Nicolau, Sal e Boa Vista.
- Sotavento, ao sul: Maio, Santiago, Fogo e Brava.
O ponto mais alto do país é o Pico do Fogo, um vulcão ainda ativo com 2.829 m. A última erupção foi em 2014. A paisagem muda muito: de salinas enormes no Sal e Maio, a montanhas verdes cortadas por ribeiras em Santo Antão e Santiago, até praias de areia branca na Boa Vista.
Clima: sol, vento e pouca chuva
Cabo Verde tem basicamente duas estações: “as-águas”, de agosto a outubro, quando pode chover – mas a chuva é irregular e às vezes nem aparece; e “as-secas”, de dezembro a julho, tempo das brisas. A Corrente das Canárias deixa a temperatura agradável o ano todo: entre 20°C e 25°C. A água do mar varia de 21°C em fevereiro a 25°C em setembro. O vento é constante. Quando vem o harmatão do Saara, traz a “bruma seca” e até fecha aeroportos.
De onde vem o nome
O nome não nasceu nas ilhas. Em 1444, navegadores portugueses avistaram o Cabo Verde, no Senegal. Anos depois, quando acharam o arquipélago, batizaram com o mesmo nome. Desde 2013, a ONU usa só “Cabo Verde”, sem traduzir.
História: do vazio à independência
Até o século XV, ninguém morava ali. Os portugueses chegaram por volta de 1460 e começaram a povoar Santiago e Fogo. A localização era perfeita: no meio das rotas do Atlântico. A Ribeira Grande, em Santiago, virou um grande entreposto do comércio de pessoas escravizadas. Isso trouxe riqueza nos séculos XVI e XVII, mas também piratas e corsários.
Quando o tráfico foi proibido em 1876, a economia desabou. Veio a pobreza, a fome. Entre 1941 e 1948, as secas mataram mais de um terço da população e Portugal não ajudou. Muita gente emigrou.
A luta pela independência se juntou à da Guiné-Bissau. Em 1956 nasceu o PAIGC, com Amílcar Cabral na liderança. Diferente da Guiné, não houve guerra em Cabo Verde. A pressão foi política. Depois da Revolução dos Cravos em Portugal, em 25 de abril de 1974, o processo acelerou. Em 5 de julho de 1975, Cabo Verde virou independente, na cidade da Praia.
De 1975 a 1990, o PAICV governou sozinho. Em 1991, vieram as primeiras eleições multipartidárias. Desde então, o país é uma das democracias mais estáveis da África.
Quem é o povo cabo-verdiano
São cerca de 550 mil pessoas vivendo nas ilhas, mas há mais cabo-verdianos fora do que dentro. Estados Unidos e Portugal têm as maiores comunidades da diáspora. O povo é resultado da mistura: africanos, europeus – principalmente portugueses -, e também judeus do Norte da África. Não existem etnias em Cabo Verde. O que existe é crioulo, cultura própria.
A população é jovem: 40% tem menos de 14 anos. A expectativa de vida é a mais alta da África continental junto com Tunísia e Líbia – 75 anos no geral, 79 para mulheres e 71 para homens. A mortalidade infantil caiu de 110‰ em 1975 para 20‰ em 2004.
Fé, língua e identidade
72,5% são católicos. Mas tem Igreja do Nazareno, Adventistas, Mórmons, Testemunhas de Jeová, muçulmanos, bahá’ís e judeus. A liberdade religiosa é total.
A língua oficial é o português – usado na escola, no governo, nos jornais. Mas a língua do coração é o crioulo cabo-verdiano, o “kriolu”. Cada ilha tem seu jeito de falar. O crioulo está sendo padronizado para virar segunda língua oficial. Francês e inglês também são ensinados nas escolas.
Como o país se organiza
Cabo Verde é uma república semipresidencialista. O presidente é eleito por 5 anos. O primeiro-ministro comanda o governo. A Assembleia Nacional tem 3 partidos principais: MpD, PAICV e UCID. Em 2012, ficou em 26º no Índice de Democracia mundial.
São 22 concelhos espalhados pelas 9 ilhas habitadas. Praia, em Santiago, é a capital e maior cidade. Mindelo, em São Vicente, vem em segundo e é considerada a capital cultural.
Economia: sem recursos, mas com criatividade
Cabo Verde não tem grandes riquezas minerais. Sofre com seca crônica. A agricultura só cobre 10% do que o país consome. Então, a saída foi o setor de serviços: 80% do PIB vem dali. Turismo é o que mais cresce, principalmente no Sal e na Boa Vista.
Pesca, café, banana e cana-de-açúcar também ajudam, mas em pequena escala. As remessas dos emigrantes são vitais. Portugal é parceiro chave: ajudou a indexar o escudo cabo-verdiano ao euro.
Em 2007 entrou na OMC. Em 2008, deixou de ser considerado “subdesenvolvido” e passou a “renda média”. Santiago responde por mais de metade do PIB. Depois vem São Vicente e Sal.
Infraestrutura que conecta ilhas
Para vencer o mar entre as ilhas, Cabo Verde investiu pesado em aeroportos. São 4 internacionais: Amílcar Cabral no Sal, Nelson Mandela na Praia, Aristides Pereira na Boa Vista e São Pedro em São Vicente. Barco também rola, mas avião é mais usado. Dentro das cidades, tem autocarros e táxis.
Na saúde, são 6 hospitais regionais e vários centros de saúde. A taxa de HIV é baixa. Na educação, o ensino primário é obrigatório e gratuito dos 6 aos 14 anos. 90% dos adultos são alfabetizados. A Universidade de Cabo Verde é a principal instituição de ensino superior.
Cultura: o terceiro elemento
Cabo Verde não é África + Europa. É outra coisa. Uma cultura nova, nascida da mistura de 500 anos.
Música
É o que o país tem de mais famoso. Morna, coladeira, funaná, batuque. Cesária Évora, a “diva dos pés descalços”, levou a morna para o mundo. Bana, Ildo Lobo, Travadinha são outros nomes gigantes. Hoje, Mayra Andrade, Lura e Sara Tavares continuam o legado. O Carnaval de Mindelo é tão forte que chamam a cidade de “Brazilim”.
Comida
A base é milho, feijão, arroz e peixe. O prato nacional é a cachupa: um cozido lento de milho, feijão, carne ou peixe. O pastel, recheado, é o aperitivo de todo dia. Fruta tem sempre: banana, papaia, manga na época.
Desporto
Basquetebol é o que mais deu alegria: bronze no Afrobasket de 2007. Walter Tavares chegou à NBA e hoje brilha no Real Madrid. Futebol também cresce: os “Tubarões Azuis” já foram a 4 Campeonatos Africanos e sonham com a Copa do Mundo de 2026. E tem o mar: windsurf e kitesurf são tradição. A ilha do Sal recebe etapa da Copa do Mundo de Kite-Surf. Mitu Monteiro foi campeão mundial em 2008.
Cinema
O documentário “Tchindas”, sobre o Carnaval de São Vicente, ganhou prêmio no Outfest de Los Angeles em 2015.
Cabo Verde hoje
É um dos países mais desenvolvidos e democráticos da África. Sem grandes recursos naturais, apostou nas pessoas, na estabilidade e na cultura. Tem problemas, claro: seca, dependência de importação, desemprego. Mas tem também uma diáspora forte, um crioulo que une todo mundo e uma música que ninguém esquece.
Como dizem por lá: Cabo Verde não é um país pobre. É um país sem recursos, mas rico de gente.
Fonte: RS Notícias: Cabo Verde: a história e a alma de um país feito de mar, vento e mistura
RS Notícias: Ator de “Ted Lasso” jogará profissionalmente por clube dos EUA
RS Notícias: Cavalo Caramelo ganhará monumento em Canoas
Escultor visitou universidade para conhecer o animal símbolo das enchentes
A Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), em Canoas, na Região Metropolitana, recebeu nesta terça-feira, a visita do escultor Ranilson Viana, responsável pela criação de uma obra em homenagem ao cavalo Caramelo, símbolo das enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em maio de 2024.
O artista esteve no campus para conhecer de perto o animal que inspirará a escultura monumental, prevista para ter quatro metros de altura. A peça será instalada próxima da BR-386, no município de Estrela, e a expectativa é de que fique pronta nos próximos meses.
Durante a visita, o escultor acompanhou a rotina de Caramelo, que atualmente vive sob cuidados do Hospital Veterinário da Ulbra, onde recebe acompanhamento especializado desde o resgate. O artista esteve acompanhado da prefeitacde Estrela, Carine Schwingel.
Caramelo ganhou destaque nacional ao permanecer ilhado sobre um telhado durante as enchentes em Canoas, em uma imagem que mobilizou o país e passou a representar a resistência e a resiliência do povo gaúcho diante da tragédia climática. Após o resgate, o cavalo foi acolhido pela Ulbra e, desde então, tornou-se um dos principais símbolos do período.
Além do cuidado veterinário, o animal passou a integrar o cotidiano da universidade, recebendo visitas guiadas e conquistando milhares de pessoas também pelas redes sociais (@cavalocaramelo.oficial), onde sua rotina é compartilhada em conteúdos que mostram sua qualidade de vida no campus.
A visita do escultor reforça o impacto que a história de Caramelo segue tendo dois anos após as enchentes, transformando o cavalo em um símbolo permanente de superação, solidariedade e memória coletiva do Rio Grande do Sul.
Correio do Povo
Fonte: RS Notícias: Cavalo Caramelo ganhará monumento em Canoas



