RS Notícias: Cavalo Caramelo ganhará monumento em Canoas

Escultor visitou universidade para conhecer o animal símbolo das enchentes

A Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), em Canoas, na Região Metropolitana, recebeu nesta terça-feira, a visita do escultor Ranilson Viana, responsável pela criação de uma obra em homenagem ao cavalo Caramelo, símbolo das enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em maio de 2024.

O artista esteve no campus para conhecer de perto o animal que inspirará a escultura monumental, prevista para ter quatro metros de altura. A peça será instalada próxima da BR-386, no município de Estrela, e a expectativa é de que fique pronta nos próximos meses.

Durante a visita, o escultor acompanhou a rotina de Caramelo, que atualmente vive sob cuidados do Hospital Veterinário da Ulbra, onde recebe acompanhamento especializado desde o resgate. O artista esteve acompanhado da prefeitacde Estrela, Carine Schwingel.

Caramelo ganhou destaque nacional ao permanecer ilhado sobre um telhado durante as enchentes em Canoas, em uma imagem que mobilizou o país e passou a representar a resistência e a resiliência do povo gaúcho diante da tragédia climática. Após o resgate, o cavalo foi acolhido pela Ulbra e, desde então, tornou-se um dos principais símbolos do período.

Além do cuidado veterinário, o animal passou a integrar o cotidiano da universidade, recebendo visitas guiadas e conquistando milhares de pessoas também pelas redes sociais (@cavalocaramelo.oficial), onde sua rotina é compartilhada em conteúdos que mostram sua qualidade de vida no campus.

A visita do escultor reforça o impacto que a história de Caramelo segue tendo dois anos após as enchentes, transformando o cavalo em um símbolo permanente de superação, solidariedade e memória coletiva do Rio Grande do Sul.

Correio do Povo

Fonte: RS Notícias: Cavalo Caramelo ganhará monumento em Canoas

RS Notícias: Adjetivos gentílicos estrangeiros

Afeganistão: afegão

África do Sul: sul-africano

Argélia: argelino ou argeliano

Bagdá: bagdali

Bálcãs ou Balcãs: balcânico (prefira a pronúncia em que a sílaba tônica é bál)

Bélgica: belga

Bogotá: bogotano

Buenos Aires: portenho

Bulgária: búlgaro

Cabo Verde: cabo-verdiano

Cairo: cairota

Camarões: camaronês

Caracas: caraquenho

Catalunha: catalão

Congo: congolês

Costa Rica: costa-riquense, costa-riquenho ou costa-ricense

Croácia: croata

El Salvador: salvadorenho

Estados Unidos: norte-americano, estadunidense ou americano

Etiópia: etíope

Filipinas: filipino

Galícia: galego

Genebra: genebrino

Guatemala: guatemalteco

Guiné: guinéu

Honduras: hondurenho

Iêmen: iemenita

Índia: indiano

Iraque: iraquiano

Israel: israelense

Lima: limenho

Madri: madrilenho

Milão: milanês

Mônaco: monegasco

Mongólia: mongol

Nigéria: nigeriano

Nova Zelândia: neozelandês

País de Gales: galês

Panamá: panamense ou panamenho

Patagônia: patagão

Pequim: pequinês

Porto Rico: porto-riquenho ou porto-riquense

Rio da Prata: platino

Romênia: romeno

Somália: somali

Tunísia: tunisiano

Veneza: veneziano

Vietnã: vietnamita

Zaire: zairense

Agência Senado

Fonte: RS Notícias: Adjetivos gentílicos estrangeiros

RS Notícias: Decisão da Anvisa sobre Ypê vira polêmica: entenda por que faz mal ingerir detergente

Consumir detergente ou outro produto de limpeza causa danos à saúde; doses elevadas podem levar à morte

 

Na última semana, uma decisão técnica da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ganhou repercussão política e rendeu protestos e memes nas redes sociais. A fiscalização detectou possíveis falhas no controle de produção de uma fábrica da Ypê em Amparo (SP) e constatou a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa.

O microrganismo, comum no ambiente, é conhecido por causar infecções principalmente em pessoas com a imunidade comprometida. A contaminação levou a Anvisa a suspender a fabricação, comercialização e distribuição de detergentes, sabões líquidos e desinfetantes da marca com lotes de numeração final 1.

A decisão levou em conta fatores novos, mas também o histórico de problemas com contaminação da empresa, que já enfrentou problemas semelhantes em 2024 e 2025.

A empresa recorreu e levantou a suspensão. Mesmo assim, a agência mantém o alerta de risco sanitário e orienta os consumidores a não usar 23 itens com lotes de final 1 afetados pela decisão.

O que era apenas uma decisão técnica ganhou contornos surpreendentes nas redes sociais bolsonaristas, tornando-se bandeira política da direita.

Diversos perfis publicaram vídeos em que pessoas aparecem supostamente bebendo detergente Ypê diretamente da embalagem, outros utilizam o produtos para lavar as mãos ou tomar banho – incentivando o consumo dos produtos, apesar das recomendações sanitárias.

Afinal, por que faz mal ingerir detergente?

Produtos de limpeza não são indicados para o consumo humano e, portanto, não passam pelos testes de segurança necessários para esta finalidade. Os riscos trazidos pela ingestão de detergente incluem reações gastrointestinais, vômitos e diarréia.

As manifestações dependem da dose ingerida. Em doses muito pequenas, as reações tendem a ser leves. Mas a ingestão de doses elevadas de detergente pode levar à morte, afirma Rafael Linden, doutor em Biologia Celular e Molecular e professor titular da Universidade Feevale.

“Esses produtos contêm tensoativos, sequestrantes, corantes e conservantes que podem provocar reações gastrointestinais severas, com lesões na mucosa, náuseas, vômitos e diarréia. Doses elevadas podem gerar lesões erosivas no trato gastrointestinal e o vômito associado a esta ingestão pode causar quadros de pneumonite química”, explica o professor.

O desconforto gástrico pode se manifestar em poucos minutos. Em caso de ingestão – acidental ou proposital – a recomendação é procurar atendimento médico rapidamente. Forçar o vômito não é indicado.

“Não são indicadas medidas como indução de vômito pelo risco de complicações, como aspiração pulmonar”, afirma Linden.

“Anvisa não tem lado partidário”

Em um dos vídeos, um homem entorna um frasco de detergente Ypê e faz um gesto obsceno direcionado a “petistas”. Em outro vídeo, o deputado federal Sargento Fahur (PL-PR) aparece lavando o bigode com o produto.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, se manifestou nessa segunda-feira,11, em defesa da agência. “A Anvisa não tem lado partidário, o único lado que a Anvisa tem é o da saúde das famílias brasileiras”, afirmou Padilha.

O ministro destacou a participação de órgãos ligados ao governo de São Paulo, comandado pelo bolsonarista Tarcísio de Freitas, na ação que fiscalizou a fábrica da Ypê. Padilha citou ainda que o diretor responsável pela área técnica da Anvisa, Daniel Meirelles Fernandes Pereira, “foi indicado no governo Bolsonaro, atuou no Ministério da Saúde naquele período e hoje cumpre uma função técnica dentro da agência”.

O caso chegou até a Procuradoria-Geral da República (PGR). O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) anunciou que pedirá à PGR uma investigação contra a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o senador Cleitinho (Republicanos-MG) por incentivarem o uso de produtos da marca Ypê mesmo após alertas sanitários emitidos pela Anvisa.

Independente da orientação política e ideológica de cada um ou da marca de detergente de preferência, ingerir detergente ou outros produtos de limpeza faz mal à saúde e, em doses elevadas, pode até levar à morte.

Correio do Povo

Fonte: RS Notícias: Decisão da Anvisa sobre Ypê vira polêmica: entenda por que faz mal ingerir detergente