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RS Notícias: Guerra com robôs
O uso de máquinas em conflitos está em fase de transição acelerada, deixando de ser ficção científica para se tornar realidade operacional
Por Jurandir Soares
Em decorrência do expansionismo demonstrado por Vladimir Putin, a Alemanha está convencida de que muito em breve poderá entrar em guerra com a Rússia. O ministro da Defesa, Boris Pistorius, chegou a definir uma data: 2029 é o limite estipulado para que isso venha a ocorrer. Por consequência, o governo alemão está convocando homens de 18 a 45 anos para se alistarem no Exército.
O chamado, entretanto, enfrenta grande contestação entre os jovens do país. Herdeiros de uma nação que tanto massacrou quanto foi massacrada em guerras, eles não querem se envolver em novo conflito. Diversos protestos têm sido registrados contra a convocação.
NÚMEROS
Estimativas independentes e de agências de inteligência indicam que a Rússia contabilizou até agora cerca de 325 mil soldados mortos, enquanto a Ucrânia registra entre 55 mil e 140 mil militares mortos. O número total de baixas – que inclui feridos, mortos e desaparecidos – aproxima-se de 1,2 milhão de russos e até 600 mil ucranianos.
Esses dados dão ideia do pavor da guerra. Atualmente, o conflito se tornou cada vez mais tecnológico, com uso predominante de mísseis e drones, o que teoricamente reduziria o número de mortos. O diferencial na guerra da Ucrânia é a invasão terrestre, que gera combates diretos entre soldados – quase um corpo a corpo.
INOVAÇÃO
Chama atenção um artigo publicado no The New York Times pelo jornalista Andrew E. Kramer em parceria com o ministro da Defesa da Ucrânia, Mykhailo Fedorov, um jovem de 35 anos. Kramer relata que, durante visita a um local com armas modernas, se deparou com um dispositivo enorme e desajeitado: um drone com braços musculosos de fibra de carbono, cada um com quase 2,5 metros de extensão. Tinha hélices em formato de foice, fios, antenas salientes e tiras de velcro.
O drone é apontado como capaz de substituir um obus de 155 milímetros, transportando projéteis até os alvos. “O futuro da guerra está sendo escrito na Ucrânia, e Fedorov, entusiasta da tecnologia, que está no cargo há quatro anos, é um de seus protagonistas”, escreveu Kramer.
MÁQUINAS
A visão de Fedorov coincide com a dos jovens alemães que rejeitam a convocação do governo de Friedrich Merz: a guerra deve ser feita cada vez mais por máquinas. “O mundo precisa de segurança, e apenas armas autônomas podem garanti-la”, disse Fedorov em entrevista no Ministério da Defesa. “Armas autônomas são as novas armas nucleares. Os países que as possuem estarão protegidos”, acrescentou.
A Europa observa com surpresa a capacidade ucraniana de desenvolver armamentos enquanto está em guerra. O secretário-geral da Otan, o holandês Mark Rutte, afirmou que o continente deveria não apenas apoiar a Ucrânia no conflito atual, mas também colaborar na produção de armamentos. A Alemanha já concretizou isso: o ministro Pistorius assinou acordo para produção conjunta de equipamentos militares.
FUTURO
O uso de robôs em conflitos está em fase de transição acelerada, deixando de ser ficção científica para se tornar realidade operacional, com a Ucrânia como exemplo pioneiro. Essas máquinas são projetadas para substituir humanos em missões de alto risco, reduzir baixas e aumentar eficiência.
Para mostrar que o tema não é exclusividade ucraniana, há outros desenvolvimentos em andamento. Começando pelos robôs humanoides: startups como a norte-americana Foundation Future Industries criaram modelos como o Phantom-01, com 1,80 metro de altura e capacidade de identificar alvos de forma autônoma. Drones VANTs são sistemas consolidados, variando de veículos aéreos de combate capazes de lançar mísseis a drones kamikaze, como o Shahed-136, com alcance de até mil quilômetros . Há ainda sistemas terrestres e aquáticos, incluindo cães-robôs armados e lanchas robóticas carregadas de explosivos, usadas com sucesso para paralisar frotas navais. Assim, quem sabe, até 2029 os jovens alemães estejam dispensados de enfrentar os russos diretamente.
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MAIS SOBRE INVESTIR NO PARAGUAI
Face ao interesse manifestado por inúmeros leitores quanto às sugestivas declarações feitas pelo ministro de Indústria e Comércio do Paraguai, Marco Riquelme, em recente evento do grupo Mercado&Opinião, em São Paulo, com pedidos de mais informações sobre as reais vantagens de INVESTIR NO PARAGUAI, que foram alvos do editorial de ontem, 25 , com o título – PARAGUAI – A PASÁRGADA LATINO-AMERICANA-, eis aí o que o governo do nosso país vizinho está oferecendo, por exemplo, às pessoas físicas:
INVESTOR PASS
Para começar, como bem refere Rafael Balago, repórter internacional da Exame, em abril o PARAGUAI lançou NOVAS MODALIDADES DE VISTO DE RESIDÊNCIA PARA INVESTIDORES. Neste modelo, chamado de INVESTOR PASS, quem abrir um negócio ou investir no país GANHA DIREITO A UM DOCUMENTO DE RESIDENTE PERMANENTE, O QUE PERMITE PAGAR MENOS IMPOSTOS. O programa possui QUATRO CATEGORIAS DE INVESTIMENTO, que exigem A PARTIR de US$ 70 mil (R$ 350 mil na cotação atual).
QUATRO CATEGORIAS DE INVESTIMENTOS
1- INVESTIMENTO EM NEGÓCIOS COMERCIAIS OU INDUSTRIAIS – Para tanto se faz necessário empregar ao menos cinco cidadãos paraguaios.
2- INVESTIMENTO FINANCEIRO – O interessado precisa investir ao menos US$ 200 mil (R$ 1 milhão) no mercado de ações do Paraguai, ou em outros tipos de investimento financeiro, e manter o dinheiro nele ao menos por DOIS ANOS.
3- INVESTIMENTO EM IMÓVEIS – É preciso investir ao menos US$ 200 mil (R$ 1 milhão) em um projeto imobiliário, como a compra, a construção ou a operação do imóvel, que não pode ser para uso pessoal.
4- INVESTIMENTO EM TURISMO – O estrangeiro deve investir ao menos US$ 150 mil em serviços, infraestrutura ou atividades relacionadas ao turismo. O Paraguai tem interesse especial em desenvolver o turismo em Ciudad del Este, vizinha de Foz do Iguaçu. A região já recebe fluxo intenso de turistas e compradores, e o país quer oferecer mais opções a eles, bem como aumentar seu faturamento no setor.
DIREITO OFERECIDO PELO INVESTOR PASS
Em caso de aprovação, o estrangeiro recebe um VISTO DE RESIDÊNCIA PERMANENTE -VÁLIDO POR DEZ ANOS- QUE PODE SER RENOVADO. O documento dá direito a trabalhar no país e a pagar menos impostos, na comparação com estrangeiros que não possuem o visto. A taxação de dividendos cai de 15% para 8%. A permissão vale apenas para o aplicante. Outros membros da família precisam fazer pedidos de residência temporária separadamente. Após dois anos, eles também podem pedir a residência permanente.
REQUISITOS
DETALHE: O RESIDENTE NÃO PRECISA MORAR NO PAÍS PARA MANTER O DOCUMENTO. Basta comparecer para retirar o documento. A solicitação pode ser feita online. O interessado precisa apresentar certidões de antecedentes criminais, declarar a origem dos recursos e, depois, demonstrar o andamento dos investimentos para o governo paraguaio. De acordo com o governo paraguaio, os pedidos de residência passaram de 28.000 para 47.000 em 2025, com a expectativa de atingir 80.000 em 2026. A maioria deles vem do Brasil.
Pontocritico.com
Fonte: RS Notícias: INVESTIR NO PARAGUAI: SUGESTÕES SEDUTORAS
RS Notícias: GARGANTILHA FOLHEADA A OURO COM MEDALHA SOL E MAR
Gargantilha folheada a ouro, contendo medalha Sol e Mar.
Código: G1760
Unid.: pç
Garantia: 1 ano após a data da compra
Prazo de liberação: Até 48 horas (somente dias úteis)
Dimensões aproximadas:
-comprimento do pingente: 1,5 cm
-largura do pingente: 1,5 cm
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-comprimento da corrente (com extensor): 54,5 cm
Link para comprar: https://www.imagemfolheados.com.br/produto/gargantilha-folheada-a-ouro-com-medalha-sol-e-mar/G1760&a=97592
Fonte: RS Notícias: GARGANTILHA FOLHEADA A OURO COM MEDALHA SOL E MAR
RS Notícias: Rio Grande do Sul registra uma das menores taxas de desmatamento
Segundo levantamento do MapBiomas, em 2025 o Estado reduziu em 73% a área desmatada e respondeu por apenas 0,1% do total nacional
O Rio Grande do Sul segue entre as unidades da federação com os menores índices de área desmatada do país, conforme dados do Relatório Anual do Desmatamento no Brasil (RAD 2025), divulgado na quarta-feira, 27, pelo MapBiomas.
Em 2025, foram registrados 1.089 hectares de vegetação nativa suprimida no território gaúcho, o equivalente a 0,1% da área total desmatada no Brasil, mantendo o Estado fora das regiões com maior pressão sobre a cobertura vegetal, segundo divulgação da Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Infraestrutura.
Na comparação com 2024, o resultado é ainda mais significativo: o RS apresentou redução de 73% na área desmatada, em um contexto de recuperação após os eventos meteorológicos extremos que impactaram o território. O indicador reforça a retomada das condições ambientais e a efetividade das ações de controle adotadas no período.
“O Rio Grande do Sul demonstra que é possível conciliar desenvolvimento e preservação ambiental com responsabilidade e seriedade. Temos uma atuação firme da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema) e da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) no monitoramento, na fiscalização e no cumprimento das regras ambientais, sem qualquer flexibilização ou descuido com a proteção dos nossos biomas. Ao mesmo tempo, estamos construindo uma nova lógica de desenvolvimento sustentável, que entende a preservação como parte do crescimento econômico e da geração de oportunidades para as pessoas, garantindo equilíbrio entre produção, conservação e qualidade de vida para as futuras gerações”, afirma o governador Eduardo Leite.
“O resultado reflete o fortalecimento das políticas públicas ambientais e das ações de fiscalização e monitoramento, com ampliação das operações em campo, uso de tecnologia e atuação integrada com os municípios. Também está conectado à conscientização da população e dos setores produtivos, com adoção de práticas de uso sustentável dos recursos naturais. A combinação dessas estratégias contribui para a prevenção de irregularidades e para a conservação dos recursos naturais no território gaúcho”, destaca a titular da Sema, Marjorie Kauffmann.
No ranking nacional, o Estado ocupa a 18ª posição entre as unidades da federação com maior área desmatada, consolidando-se entre os dez que menos desmatam no país. O desempenho reforça o papel do Rio Grande do Sul na proteção dos biomas Pampa e Mata Atlântica, que apresentam características ecológicas únicas e elevada importância para a biodiversidade.
Investimento contínuo
Esse cenário é impulsionado pelo investimento contínuo do governo estadual na agenda ambiental. Entre 2018 e 2025, foram aprovados 1.905 Projetos de Recuperação de Áreas Degradadas (PRADs) e aplicados cerca de R$ 43 milhões em iniciativas técnicas de Reposição Florestal Obrigatória (RFO).
No mesmo período, foram implementados 769 ações de plantio de mudas, realizadas 208 compensações por equivalência ecológica, desenvolvidos 270 projetos de certificação agroflorestal, 50 iniciativas de extrativismo sustentável e 1.220 ações voltadas ao cultivo de espécies nativas, reforçando a recuperação ambiental e o uso sustentável dos recursos naturais.
Nesse contexto, ganha destaque o Programa Estadual de Recuperação da Vegetação Nativa (Proveg-RS), instituído para qualificar as políticas públicas de restauração ecológica no RS e alinhar as estratégias estaduais às diretrizes nacionais do Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa (Planaveg).
A iniciativa estrutura ações voltadas ao monitoramento da recuperação ambiental, à restauração em áreas prioritárias, à recuperação produtiva, à conservação da biodiversidade e ao fortalecimento das cadeias da sociobiodiversidade, além de incentivar a pesquisa e a atuação em rede.
Fiscalização ambiental
Em 2025, as ações de fiscalização ambiental coordenadas pela Fepam também foram ampliadas. No bioma Pampa, as atividades somaram 60 propriedades monitoradas em 21 municípios.
Já na Mata Atlântica, uma das operações fiscalizou 55 alertas de desmatamento e 13 denúncias em 33 municípios, com uso combinado de monitoramento de campo, análises remotas e atuação conjunta com órgãos municipais de meio ambiente, incluindo a verificação da regularidade das intervenções.
O esforço foi evidenciado pela participação do Estado na Operação Nacional Mata Atlântica em Pé. A ação fiscalizou 53 alertas de desmatamento em 35 municípios e abrangeu cerca de 249,6 hectares, evidenciando o uso integrado de inteligência e atuação coordenada no combate ao desmatamento ilegal.
Sobre o MapBiomas
O MapBiomas é uma iniciativa colaborativa criada em 2015 que reúne diversas instituições para mapear anualmente o uso da terra no Brasil e monitorar mensalmente a água e o fogo desde 1985. Utilizando tecnologias como o Google Earth Engine, o projeto busca tornar acessíveis informações sobre o território, além de apoiar a conservação ambiental e o combate às mudanças climáticas.
Correio do Povo
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