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RS Notícias: O BRASIL E O ESPECTRO DE ROMA – 22.05.26
Por Dagoberto Lima Godoy – Empresário
Há comparações históricas que, tomadas literalmente, mais confundem do que esclarecem, mas há outras que funcionam como advertência. A analogia entre a degenerescência político-moral do Brasil e a queda do Império Romano pertence a essa segunda categoria. Não porque o Brasil esteja destinado a repetir Roma, nem porque os estados da federação sejam equivalentes às antigas províncias imperiais, mas há um ponto de contato inquietante: quando a autoridade central perde legitimidade moral, capacidade administrativa e força simbólica, a unidade política pode continuar existindo formalmente enquanto, por dentro, se enfraquece.
É aqui que a comparação com o Brasil ganha sentido. O risco brasileiro talvez não seja uma queda espetacular, uma ruptura súbita, uma dissolução imediata da federação. O risco mais plausível é mais insidioso: uma degradação por acomodação. O país não se desmancha porque todos querem destruí-lo, mas porque muitos aprenderam a sobreviver — e até a prosperar — dentro de sua disfunção. Todos criticam os privilégios, desde que não sejam os seus. Todos condenam a corrupção, mas muitos toleram a pequena vantagem, a proteção corporativa, a exceção conveniente, o favor político, a esperteza administrativa. O resultado é uma decadência sem dramaticidade: uma lenta perda de energia moral.
A degenerescência brasileira manifesta-se na substituição do interesse público por pactos de sobrevivência, na captura do orçamento por grupos organizados, na transformação do adversário em inimigo moral, na judicialização excessiva da política e na percepção de que a lei é rigorosa para alguns, negociável para outros e irrelevante para os mais poderosos. Essa situação não equivale ainda ao colapso. Mas produz algo talvez mais perigoso: a normalização do anormal.
Ainda assim, nenhuma comparação histórica deve servir apenas ao pessimismo. Roma é advertência, não sentença. A reforma do prédio ainda é possível se as rachaduras da estrutura ainda não chegam à falência. O Brasil não está condenado, embora já não possa se permitir a ilusão de que suas fissuras são superficiais.
A reabilitação nacional exigirá recomposição moral e institucional: restauração da responsabilidade, recuperação do sentido republicano, reforma do federalismo, reconstrução da educação como projeto civilizacional, enfrentamento da ilegalidade organizada e da ilegalidade tolerada, além de uma linguagem pública capaz de distinguir adversário de inimigo.
A pergunta, portanto, não é se repetiremos Roma. É se teremos lucidez suficiente para reconhecer os sinais de exaustão antes que eles se convertam em normalidade definitiva. Um país não se salva apenas por indignação contra sua decadência. Salva-se quando transforma a indignação em responsabilidade, a crítica em reforma e a esperança em ações eficazes.
Pontocritico.com
Fonte: RS Notícias: O BRASIL E O ESPECTRO DE ROMA – 22.05.26
RS Notícias: MATRIZ ECONÔMICA BOLIVARIANA: O RETORNO
A VELHA MATRIZ MACROECONÔMICA
Não foram poucas as vezes que alertei o quanto o presidente LULA se mostra decidido a reeditar, ao seu modo e prazer, a destruidora MATRIZ MACROECONÔMICA -BOLIVARIANA- adotada pela ex-presidente Dilma Rousseff, sob a condução do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega. Para quem não lembra, a IDEIA PETISTA se resumia, e volta a se resumir no GOVERNO LULA, em -ESTIMULAR O CRESCIMENTO DO PIB E DO INVESTIMENTO VIA CONCESSÃO DE ABUNDANTE CRÉDITO -SEM ANÁLISE SUFICIENTE- PELO BNDES-.
RECESSÃO BRUTAL
Mais do que sabido e sempre relembrado, a estúpida POLÍTICA ECONÔMICA, que consistia em FORTE EXPANSÃO DOS GASTOS PÚBLICOS, PERDA DO CONTROLE FISCAL E AUMENTO DA INFLAÇÃO, RESULTOU NUMA ÓBVIA E BRUTAL -RECESSÃO ECONÔMICA-. Sem fugir minimamente da LÓGICA, aquela manobra -MUITO BEM FABRICADA- POR DILMA E MANTEGA, que frequentemente é chamada de -GRANDE RECESSÃO BRASILEIRA- foi marcada por DUAS QUEDAS SUCESSIVAS E HISTÓRICAS DO PIB NACIONAL: -3,5% em 2015 e -3,3% em 2016.
FALTA DE INVESTIMENTOS
Pois, nesta manhã, ao ler -no site INFOMONEY-, a opinião do economista-chefe da G5 Partners, Luís Otavio Leal, percebi que não sou apenas eu quem vê o BRASIL MERGULHADO NUM POÇO DE ÁGUA CALMAS ONDE A ECONOMIA BRASILEIRA MOSTRA DIFICULDADE PARA RESPIRAR. Segundo Luis Otavio, o Brasil vive um -EQUILÍBRIO FANTASIOSO-. Está há bastante tempo sob uma economia que opera com juros restritivos e uma inflação com viés de alta que pode fechar o ano em 5%. Para ele, o resultado desta equação é uma nação que se destaca entre os emergentes, mas não conseguirá se desenvolver substancialmente pela FALTA DE INVESTIMENTOS.
VIVENDO UMA ILUSÃO
Diz mais: sobre a superfície da água, parece que está tudo bem: CRESCIMENTO ACIMA DE 2%; e TAXA DE DESEMPREGO NA MÍNIMA HISTÓRICA. Só que estamos com JUROS ALTOS projetados até o fim do ano em 13,5%; INFLAÇÃO PRÓXIMA DE 5%; e uma TAXA DE JURO REAL ALTÍSSIMA, de 8% a 10%. Isso HIPOTECA O NOSSO CRESCIMENTO FUTURO PORQUE INIBE O INVESTIMENTO PRODUTIVO DE LONGO PRAZO. “Se eu fosse resumir diria que estamos VIVENDO UMA ILUSÃO. O Brasil parece um lago: a superfície está calma, mas você não sabe o que está acontecendo por baixo.
Pontocritico.com
RS Notícias: Semana é a última para declarar IRPF
RS Notícias: FRASE DO DIA
A classe política é constituída, em sua grande maioria, de indivíduos que são semianalfabetos. Aí, a senhora dirá: Mas não há exceções? Há ! São os completamente analfabetos.
Fonte: RS Notícias: FRASE DO DIA
