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Depeche Mode

Depeche Mode em Barcelona, Espanha (2006)
Da esq. para dir.: Peter Gordeno, Christian Eigner, Dave Gahan, Martin Gore e Andrew Fletcher

Depeche Mode é uma banda inglesa de música eletrônica formada em 1980, em BasildonEssex, na Inglaterra. A banda era inicialmente formada por David Gahan (vocalista), Martin L. Gore (tecladista, guitarrista, vocalista e compositor a partir de 1981), Andrew Fletcher (tecladista, baixista) e Vince Clarke (tecladista e compositor até 1981). Vince Clarke deixou a banda após o lançamento do álbum de estreia em 1981, tendo formado os duos Yazoo e Erasure. Foi substituído por Alan Wilder, membro de 1982 a 1995. Após a saída de Wilder, o Depeche Mode continuou a carreira como um trio.

Hoje é considerado uma enorme influência para diversos músicos e bandas de pop e rock atuais como Pet Shop BoysNine Inch NailsSmashing Pumpkins (regravou “Never Let Me Down Again”), Rammstein (regravou “Stripped“), Lacuna Coil (regravou “Enjoy The Silence“), HIM (regravou “Enjoy The Silence“), Placebo (regravou “I Feel You”), Deftones (regravou “Sweetest Perfection” e “To Have And To Hold”), Linkin ParkColdplayThe Killers e Marilyn Manson (regravou “Personal Jesus“). Além de ser bastante notória a sua grande quantidade de fãs ilustres, como os próprios Manson e Trent Reznor (NIN), Johnny Cash (regravou “Personal Jesus”), Robert Smith e Sonata Arctica (regravaram “World In My Eyes”), Tori Amos (regravou “Enjoy The Silence” e “Personal Jesus”), Scott WeilandAmy LeeShakiraLady GagaThe Ting TingsIn Flames (regravou “Everything Counts”).[2][3]

Depeche Mode teve 50 canções no UK Singles Chart e dezessete álbuns no top 10 do Reino Unido; já venderam mais de 100 milhões de gravações ao redor do mundo.[4][5] Q incluiu a banda na lista de “50 bandas que mudaram o mundo!”.[6] Depeche Mode também ficou na posição 98 na lista da VH1 dos “100 melhores artistas de todos os tempos”.[7] Em dezembro de 2016, Billboard nomeou Depeche Mode o 10º artista de clubes de dança mais famoso de todos os tempos.[8] Eles entraram para o Hall da Fama do Rock and Roll em 2020.[9]

História

Depeche Mode no fim da década de 70: De bandas de Folk ao primeiro sintetizador

A origem do Depeche Mode inclui diversas bandas e músicos. O primeiro passo foi em 1977, quando os colegas de classe Vince Clarke e Andrew Fletcher fãs de The Cure[10] formaram juntos a banda chamada No Romance in China, com Vince nos vocais e guitarra e Andrew Fletcher no baixo. Em 1978, Vince Clarke era guitarrista no The Plan, com o amigo de escola Robert Marlow nos vocais. Entre 1978 e 1979, Martin L. Gore era parte de uma dupla acústica chamada Norman and the Worms, com o também amigo de escola Philip Burdett (atualmente, um cantor de música folk) nos vocais e Martin responsável pelo violão. Em 1979, com Robert Marlow nos vocais e teclados, Martin L. Gore na guitarra, Vince Clarke e Paul Redmond nos teclados, o grupo formou a banda The French Look. Já em março de 1980, Vince, Martin e Andrew montaram a banda chamada Composition of Sound, na qual Vince era o vocalista.[11] Em junho do mesmo ano, o The French Look e Composition of Sound chegaram a tocar juntos em uma escola chamada St. Nicholas School Youth Club, em Essex.

Logo após a formação da Composition of Sound, Vince e Andrew passaram a usar sintetizadores (faziam todo tipo de “bico” possível para conseguir dinheiro para comprá-los ou conseguiam emprestados com amigos). A entrada de David Gahan no grupo em 1980 só aconteceu depois que Vince o ouviu cantando em uma jam session fazendo uma versão da canção “Heroes” do David Bowie.[12] A partir da presença de Gahan, o Depeche Mode passou a existir.

O nome da banda foi tirado da capa de uma revista francesa de moda. Depeche vem do francês dépêche, que significa “despachar” (do francês antigo despesche/despeche) mas também pode significar “reportagem”, “noticiário”; já mode significa “moda”. De acordo com Gore, o significado seria algo como “moda apressada” ou “despache de moda”.[13][14] No entanto, faz mais sentido em francês que a expressão contida na revista significasse algo entre “notícias de moda”, “atualizações da moda” ou “última moda”, dependendo do contexto.[15]

A primeira apresentação da banda ocorreu em um festival escolar em maio de 1980.[16] Já a primeira gravação da banda foi para um álbum chamado Some Bizzare Album, da gravadora independente Some Bizzare Records. O álbum, que continha canções de várias bandas em início da carreira, contava com “Photographic” do Depeche Mode na segunda faixa do lado A. Posteriormente, ela seria regravada no primeiro álbum da banda, Speak & Spell.

Nessa época, a banda fez uma fita demo. Gahan conta que eles não simplesmente enviavam a fita para as gravadoras, mas exigiam entrar e entregá-la pessoalmente ao responsável, o que muitas vezes causava desentendimentos. Mesmo assim, de acordo com Gahan, muitas grandes gravadoras fizeram ofertas antes deles se decidirem com qual assinar: a Phonogram Records, por exemplo, ofereceu uma grande quantia de dinheiro “e todos os tipos de coisas loucas, como roupas de abono.”[17]

1981-1984: Do sucesso inesperado ao industrial obscuro

Durante uma apresentação em uma casa de shows de Londres, a banda foi abordada por Daniel Miller, um músico do gênero eletrônico e fundador da renomada Mute Records, que estava interessado em gravar um single pelo seu emergente selo.[18] O resultado deste contato foi “Dreaming of Me“, lançado em 1981, que alcançou a posição nº 57 nas paradas inglesas. Encorajados pelo surpreendente sucesso, a banda gravou um segundo single chamado “New Life”, atingindo a posição nº 11 e aparecendo no Top of the Pops. Três meses depois, a banda lançou “Just Can’t Get Enough” – o primeiro que entrou nos 10 mais da parada britânica, ficando em 8º lugar. A canção título do single também fez grande sucesso no Brasil, inclusive como trilha da novela Louco Amor, da Rede Globo. Este disco foi de várias formas um marco para a banda e seu sucesso abriu o caminho para o primeiro álbum – Speak & Spell, de novembro de 1981, que também chegou ao Top 10. Segundo uma crítica no Melody Maker (jornal britânico especializado em música), era um ótimo álbum, um que teve de ser feito para conquistar novos públicos e satisfazer os que são “just can’t get enough”– simplesmente insaciável[is].[19] Já a Rolling Stone foi mais crítica, chamando o álbum de “baboseira com classificação PG” (PG é a sigla de “Parental Guidance Suggested” que faz parte da classificação indicativa de filmes usada nos EUA e significa que o conteúdo pode ser assistido por crianças, mas é sugerida uma certa orientação por parte dos pais).[20]

Durante a turnê e divulgação do Speak & SpellVince Clarke passou a declarar um desconforto com o rumo que a banda estava tomando, “não há tempo de fazer nada” [nota 1]. No fim de 1981, Clarke anunciou publicamente que estava deixando o Depeche Mode e, em seguida, se juntou a Alison Moyet para formar o Yazoo (depois, em 1985, formou o Erasure com Andy Bell). Os dois duos formados por Vince Clarke após sua saída foram grandes sucessos, sendo o Erasure mais bem sucedido que o Depeche Mode nos anos 80, mas perdeu popularidade a partir dos anos 90 em comparação ao Depeche Mode. Com a saída do principal compositor, o Depeche Mode precisava de uma nova direção. Martin L. Gore, que já havia escrito “Tora! Tora! Tora!” e “Big Muff”, assumiu a função.[17][21]

Em janeiro de 1982, a banda lançou “See You”, primeiro single sem Clarke e surpreendentemente ultrapassou os sucessos anteriores atingindo a 6ª posição nas paradas do Reino Unido. No mesmo ano, dois outros singles foram lançados, “The Meaning of Love” e “Leave in Silence”, e a banda embarcou em sua primeira turnê mundial – See You Tour. Em setembro, o segundo álbum foi lançado, A Broken Frame, com resquícios da passagem de Clarke pela banda, mas já apresentando um pouco do que a banda se tornaria nos anos seguintes.[22]

Durante o início das gravações de A Broken Frame, a banda percebeu que precisaria de um quarto membro para a turnê e outros compromissos, portanto, no fim de 1981, eles colocaram um anúncio no Melody Maker que dizia: Precisa-se de tecladista para banda bem colocada – não queremos “perder tempo”Alan Wilder, aos 22 anos, respondeu ao anúncio e, após dois testes com Daniel Miller, foi aceito como o quarto membro do Depeche Mode. Apesar disso Alan foi informado que não seria necessário para a gravação do álbum propriamente dita, já que a banda queria provar que poderia obter sucesso sem Vince Clarke. A primeira contribuição musical de Alan foi em 1983, no single “Get the Balance Right!”.

No terceiro álbum, Construction Time Again (1983), o Depeche Mode decidiu trabalhar com o produtor Gareth Jones, no John Foxx’s Garden Studios. O álbum foi uma mudança radical no som do grupo, principalmente pela combinação de Synclavier e Emulator com os synths analógicos usados previamente.[23] Um bom exemplo do novo som é o primeiro single do álbum, “Everything Counts”, com letra crítica sobre a intransigência de corporações multinacionais,[24] que chegou a 6º lugar nas paradas britânicas e também entrou nos maiores sucessos na África do SulSuíçaSuécia e Alemanha Ocidental. Essa música mostra o que seria o padrão da banda no futuro: a relação entre as “habilidades de composição de Gore combinadas com uma crescente ambição da banda como um todo”.[25]

Alan Wilder contribuiu nas faixas “The Landscape is Changing” e “Two Minute Warning”. Alan foi responsável por desenvolver muitos clássicos da banda, como o álbum Violator em 1990 e era o membro mais empenhado na produção, enquanto a vasta maioria das músicas era composta por Martin. Ele refinou os demos de “Enjoy the Silence” (composta por Martin) e Songs of Faith and Devotion em 1993, sendo esses trabalhos com maior riqueza em termos de produção.

Em 1983, a banda saiu em uma turnê chamada Construction Time Again Tour que percorreu a Europa.

Durante os primeiros anos de carreira, o Depeche Mode havia conquistado grande sucesso no Reino UnidoEuropa e Austrália, entretanto, em março de 1984 o sucesso foi ampliado para os Estados Unidos com o lançamento de “People Are People“, considerada um hino antipreconceito. Aproveitando o sucesso, a gravadora americana Sire Records (muito famosa pelo seu apoio ao movimento punk e as bandas pós-punk) lançou uma coletânea com o mesmo título. Um mês depois, o álbum Some Great Reward foi lançado com ótimas críticas e um material mais obscuro do que os trabalhos anteriores. O Melody Maker classificou o álbum como um chamado para “prestar atenção no que está acontecendo por aqui, bem embaixo dos nossos narizes” [nota 2]. Em contraste com os temas essencialmente políticos e ambientais abordados no álbum anterior, as letras de Some Great Reward tratam de temas mais pessoais, como sexo e política (“Master and Servant”), relações adúlteras (“Lie to Me”) e a arbitrariedade da justiça divina (“Blasphemous Rumours”). Também foi incluída a primeira balada com Martin Gore nos vocais (“Somebody”) – canções desse tipo se tornariam uma característica de todos os álbuns seguintes.

The World We Live In and Live in Hamburg foi o primeiro material em vídeo lançado pela banda, gravado na Alemanha durante o Some Great Reward Tour em 1984.[26]

Nessa época, a banda começou a fazer sucesso no circuito underground jovem norte-americano, sendo frequente associada à cultura gótica que surgiu no início da década de 1980. Era comum as músicas da banda tocarem em rádios universitárias e de rock moderno com viés mais alternativo. Essa recepção entre os americanos era completamente diferente da europeia, onde a banda figurava revistas adolescentes mainstream e era considerada ícone pop, mesmo com composições cada vez mais sérias e melancólicas.[27]

1985-1988: Black Celebration, Strangelove e a consagração mundial

Em 1985, após o lançamento de quatro álbuns (dois por ano), Depeche Mode dá uma pausa e lança duas coletâneas. The Singles 81-85 para o mercado europeu e Catching Up with Depeche Mode para o americano. Das duas, somente a coletânea europeia foi lançada no Brasil, com a faixa inédita “Shake the Disease“, que foi sucesso de público e crítica e é faixa obrigatória na coleção dos fãs da banda.

Em julho de 1985, a banda tocou pela primeira vez do outro lado da Cortina de Ferro, com concertos em Budapeste e Varsóvia.

A maior transformação do Depeche Mode aconteceu em 1986, com o lançamento do 15º single “Stripped” e o quinto álbum Black Celebration. As letras se tornaram mais reflexivas e a sonoridade mais complexa e mais afastada do “industrial-pop” dos dois álbuns anteriores, porém sem perder a característica do uso de samplers. O resultado foi um som sinistro, altamente atmosférico e texturizado. Os destaques ficam por conta de “Black Celebration” e “Fly on the Windscreen”. Neste álbum, uma música cantada por Martin L. Gore se tornou um grande sucesso nos Estados Unidos: “A Question of Lust”. Na edição americana foi incluída uma faixa bônus chamada “But Not Tonight”.

O videoclipe de “A Question of Time” foi o primeiro dirigido por Anton Corbijn, diretor responsável pelos vídeos da banda e que, até hoje, já dirigiu mais de 20 de seus vídeos. Além das gravações ao vivo, ele também assina as capas de álbuns e singles.[28]

Alan aproveitou o momento para trabalhar em duas demos, lançado o material como primeira realização de seu projeto paralelo que atendia pela alcunha de Recoil, o álbum recebe o título de 1+2, de 1986.

Em 1987, o álbum Music for the Masses reforça as mudanças no estilo da banda. O produtor Dave Bascombe (que produziu Tears for Fears) participou da produção e “aparentemente’ a banda havia abandonado os samplers por mais experimentação musical..[29] Embora o desempenho de “Strangelove”, “Never Let Me Down Again” e “Behind the Wheel” nas paradas tenha sido decepcionante no Reino Unido, o álbum teve uma ótima aceitação em países como Canadá, Brasil (particularmente com “Strangelove”), Alemanha Ocidental, África do Sul, Suécia e na Suíça, muitas vezes atingindo o top 10 das paradas desses países.[30]

Seguindo o Music for the Masses, o grupo fez a turnê mundial de 1987 a 1988, a Concert for the Masses Tour. Praticamente todos os ingressos disponíveis para os shows desta turnê se esgotaram e foi encerrada em um show com um público de 80 mil pessoas. Esta turnê foi documentada no vídeo 101 (agora em DVD duplo com extras). No Brasil, o álbum também foi um sucesso de vendas com excelente divulgação nas rádios, principalmente para o grande hit “Strangelove” – canção indispensável em qualquer referência aos anos 80 e até hoje pode ser ouvida em casas noturnas e eventos em todo o mundo. A revista especializada Record Mirror descreveu Music for the Masses como “o álbum mais completo e sexy do Mode até agora”.[31] Apesar do fracasso inicial no seu país de origem, o álbum fez um gigantesco sucesso no mercado americano, algo que a banda não tinha conseguido alcançar com os álbuns anteriores.

A turnê Music for the Masses Tour começou logo após o lançamento do álbum. Em 7 de março de 1988, a banda fez um show extra-oficial (uma vez que nada havia sido oficialmente anunciado anteriormente) na arena esportiva Werner-Seelenbinder-Halle, Berlim Oriental. Naquela época, o regime comunista ainda estava em vigor e o Depeche Mode seria uma das únicas bandas a conseguir tocar no lado oriental da Alemanha.[32] Por volta da mesma época, também fizeram concertos em Budapeste e Praga (1988).[33] A turnê mundial terminou em 18 de Junho 1988, com um concerto no estádio Rose Bowl em PasadenaCalifórnia, EUA, com a presença de 60.453 pagantes (o maior público em oito anos no local).[34]

1990-1994: Fé e devoção a uma das bandas mais bem-sucedidas da história

Em 1989 é a vez de Martin Gore mostrar seu trabalho solo em Counterfeit, com músicas cover de The Durutti ColumnTuxedomoonSparks, entre outros.

No meio de 1989. a banda começou a gravar em Milão com o produtor Flood. O resultado dessa sessão foi o single “Personal Jesus“, completamente diferente das gravações anteriores. Antes deste lançamento, foram colocadas mensagens publicitárias nos jornais do Reino Unido com a frase “your own personal Jesus” – ao pé da letra, seu próprio Jesus pessoal, individual – em seguida, os anúncios incluíam um número de telefone que era discado, ouvia-se a canção.[35] Existem regravações dessa faixa por inúmeros artistas, entre eles Johnny Cash e Marilyn Manson. Em 2006, ela foi escolhida com umas das melhores canções de todos os tempos através de votação pela Revista Q.

Em 1990, é a vez do lançamento do single “Enjoy the Silence“, que seria um dos mais bem-sucedidos singles da banda até o momento (chegou ao número 6 nas paradas britânicas, sendo o primeiro da banda a atingir o top 10 depois de “Master and Servant”) e posteriormente viria a se tornar um dos maiores hits de toda a história da banda. Nos Estados Unidos, o single alcançou a oitava colocação nas paradas daquele país, recebendo certificação de ouro.

O álbum Violator veio alguns meses depois, também sob a assinatura do produtor Flood (U2Erasure). Para promover o novo lançamento, a banda realizou uma sessão de autógrafos no interior de uma loja Wherehouse Entertainment em Los Angeles. O evento acabou atraindo um número muito elevado de fãs e terminou em uma confusão generalizada entre as 20 mil pessoas presentes. Algumas pessoas acabaram ficando feridas após serem pressionadas sobre o vidro da loja pela multidão e na confusão que se formou.[36] Como um pedido de desculpas aos fãs que ficaram feridos, a banda lançou uma fita cassete de edição limitada especialmente para os fãs de Los Angeles, distribuído através de estação de rádio KROQ (o patrocinador do evento na Wherehouse).

Violator chegou no top 10 das paradas tanto dos EUA quanto do Reino Unido. O álbum foi o primeiro da banda a chegar ao top 10 da Billboard 200 – ficou em sétimo lugar por 74 semanas. A banda também recebeu certificação de platina tripla nos EUA pelas 4,5 milhões de vendas do álbum por lá.[37] Violator continua a ser o álbum mais vendido da história da banda. Mais dois singles do álbum, “Policy of Truth” e “Wold in My Eyes”, também atingiram as paradas dos EUA e Reino Unido. No Brasil, “Policy of Truth” foi a faixa de maior sucesso do álbum, sendo executada em diversas rádios voltadas ao público jovem.

A World Violation Tour marcou o ponto mais alto da popularidade da banda. Nos EUA, 42 mil ingressos foram vendidos em quatro horas para o show no Giants Stadium em Nova Jérsei e 48 mil foram vendidos em meia hora para o show no Dodger Stadium em Los Angeles. Estima-se que a soma de todas as pessoas presentes nos show da turnê seja cerca de 1,2 milhões.[38]

Alan aproveita o intervalo para, em 1991, lançar mais um EP do Recoil, o Bloodline, que contava com a participação especial de Douglas McCarthy do Nitzer Ebb no vocal em uma das músicas.

Songs of Faith and Devotion é lançado em 1993 e rendeu umas das maiores turnês da história da banda, a Devotional Tour. O álbum, mais uma vez produzido por Flood, abusava das guitarras distorcidas de Martin L. Gore e da bateria acústica de Alan Wilder, e assim que chegou ao mercado, atingiu o primeiro lugar de assalto, tanto no Reino Unido como nos Estados Unidos. Com um estilo mais rock que os álbuns anteriores, o Songs of Faith and Devotion também contou com influências da musicalidade gospel na presença de duas backing vocals de vozes marcantes em “Condemnation”, “In Your Room” e “Get Right with Me”. A turnê durou cerca de um ano e meio e, em 1994, chegou ao Brasil para duas apresentações em São Paulo.

Devotional Tour também foi documentada e lançada em vídeo (Agora em DVD duplo com extras) junto com uma nova versão do álbum ao vivo, chamada Songs of Faith and Devotion Live; apesar da indicação ao Grammy de “Melhor Vídeo Longo de Show” e a sua aclamação, o álbum ao vivo foi muito mal em vendas e tomado como um dos maiores erros comerciais da banda. Em 1994, o Depeche Mode tinha atingido o patamar da elite das bandas “de estádio” do mundo, ao lado de U2R.E.MINXS e The Rolling Stones.

A longa duração da turnê, o abuso de drogas, as instáveis mudanças de comportamento de David Gahan devido seu vício em heroína e as constantes convulsões de Martin L. Gore geraram desgastes no relacionamento interno. No meio da turnê Andrew Fletcher voltou para casa com uma crise nervosa (fontes afirmam que foi também por causa do nascimento do filho de Andrew na época) e foi substituído nos shows por Daryl Balmonte, assistente da banda e que também trabalhava com o The Cure, inclusive nos shows de São Paulo. Por fim, Flood disse que devido ao inferno moral pelo qual passou dentro da banda, nunca mais trabalharia com ela (mudou de opinião depois e produziu um remix de “Freelove” em 2001).

1995-1999: A terrível queda, a dolorosa ressurreição e o reconhecimento definitivo

Em junho de 1995, Alan Wilder anunciou que estava deixando o Depeche Mode, dizendo que estava “insatisfeito com as relações internas do grupo e métodos de trabalho”.[39] Ele continuou trabalhando com seu projeto individual Recoil.

Ainda segundo a Jaakko’s Depeche Mode, Alan disse que tinha contribuído significativamente com os últimos trabalhos e que sua participação nunca recebeu o respeito e reconhecimento que merecia. Após a saída de Alan Wilder, houve inúmeras especulações se o Depeche Mode continuaria a carreira e se gravaria mais.

Os problemas do grupo eram inúmeros. Notícias que David Gahan havia tentado suicídio correram mesmo sob a negação do cantor. Outra polêmica foi uma overdose quase fatal que Gahan sofreu em sua casa em Los Angeles. Nos meados de 1996, finalmente o cantor se internou em um centro de reabilitação para combater seu vício em heroína e, atualmente, ele se declara completamente livre do vício.

Apesar dos problemas pessoais de David, Martin Gore tentou várias vezes entre 1995 e 1996 fazer a banda voltar aos estúdios. Entretanto, David não aparecia e quando ia, levava semanas para conseguir gravar qualquer linha vocal. Apesar das dúvidas sobre a continuidade da banda, inclusive por parte de Martin, após a reabilitação de David Gahan, o Depeche Mode voltou a gravar.

Em abril de 1997, a banda lança o single “It’s no Good”, maior sucesso desta nova fase. A música ficou muito bem colocada, inclusive no Brasil. Então o álbum Ultra é lançado, dessa vez produzido por Tim Simenon, que já usara a alcunha de Bomb the Bass (conjunto musical eletrônico que fez sucesso no Brasil e no mundo nos anos 80) e leva disco de ouro no Brasil. Ultra é o álbum mais pesado e “úmido” da história da banda. Outro single de grande sucesso no mundo foi “Barrel of a Gun”, a mais pesada do álbum e uma das mais fortes da banda. Apesar do sucesso dos seus singles e a estreia em primeiro lugar no Reino Unido, o álbum não foi tão bem recebido pela crítica e pela maioria dos fãs, considerando um trabalho “pobre e hermético”. Em função dos tratamentos do Dave Gahan para se livrar das drogas e dos próprios problemas da banda na turnê anterior, não houve nada além de duas pequenas apresentações, uma na Europa e outra nos Estados Unidos.

Neste mesmo ano Recoil lança o seu quarto álbum (o primeiro depois que saiu do Depeche Mode), chamado Unsound Methods. Ele contou com muitos artistas convidados, entre eles a cantora Maggie Estep, novamente o vocalista Douglas McCarthy do Nitzer Ebb e a backing vocal da turnê Devotional, a saber, Hildia Cambell.

1998 foi o ano em que o Depeche Mode lança a compilação The Singles 86-98 em CD e VHS (The Videos 86-98), que incluía um novo single, “Only When I Lose Myself” (gravada durante a produção do Ultra), de bela letra. Neste mesmo ano, a banda faz uma curta turnê chamada The Singles Tour de apenas quatro meses pela EuropaEUA e Canadá. Nos teclados, assumindo o lugar de Alan, estava Peter Gordeno. Na bateria, o austriaco Christian Eigner. Mesmo se recuperando ainda dos problemas internos e com uma curta turnê, ela atraiu um grande público, deu disco de platina a coletânea (era uma coletânea dupla) e estabeleceu o Depeche Mode como uma banda que não importa se vende bem ou não, sempre tem turnês muito bem-sucedidas (Outras bandas nesse patamar são R.E.M.The Rolling Stones e U2). Também nesse ano foi relançada a edição remasterizada de The Singles 81-85.

Ainda em 1998, chegou ao mercado um álbum tributo chamado For the Masses que continha versões de canções do Depeche Mode gravadas por bandas como Smashing PumpkinsThe CureRammstein e Deftones.

Anos 2000: Uma grande ascensão mundial

Recoil lança o álbum Liquid, em 2000, que não foi muito bem comercialmente. Exciter veio em 2001, com quatro singles: “Dream On” – inova com sua mistura de opostos (acústico e eletrônico), “I Feel Loved” – cumpre bem o papel de faixa comercial, sendo um grande sucesso nos clubes do mundo todo – “Freelove” – com a sua batida bonita, seu clima sério e seu belíssimo final – E por último, já em 2002, é lançado “Goodnight Lovers” – uma baladinha (de boa letra) que nem chegou a ser executada na Exciter Tour, o que surpreendeu os fãs, que esperavam que “The Dead of Night” ou “The Sweetest Condition” se tornasse o quarto singleAnton Corbijn, que já havia filmado o Devotional em 1993, filmou duas grandes noites da banda em Paris, tendo como resultado o mais ao vivo dos DVDs e um dos melhores da banda, o Depeche Mode: One Night in Paris, lançado em meados de 2002, também contando com a presença de Peter Gordeno e Christian Eigner no palco. A banda aproveita para descansar e trabalhar em projetos paralelos. Ainda em 2002, uma nova edição de The Videos 86-98 é lançada numa edição em DVD duplo, que incluía clipes raros como a versão original de “Strangelove”, os vídeoclipes de “One Caress”, “But Not Tonight” e “Condemnation (Paris Mix)”.

No início de 2003, Dave Gahan lança o primeiro trabalho solo, Paper Monsters, mais rock que tudo que já se viu no Depeche Mode, com influências até mesmo de blues (onde Gahan toca até gaita); “Dirty Sticky Floors”, faixa principal do disco, foi bem executada nas rádios. O álbum teve uma turnê muito bem sucedida, contando com mais quatro excelentes músicos no palco. Com composições próprias, Dave Gahan começa a reclamar o seu espaço no Depeche Mode como compositor, o que gerou muitos comentários em público. Nesse interim, é lançado um álbum de covers (que também continha um DVD) Counterfeit II, projeto paralelo de Martin Gore, que tinha o single “Loverman”. Mais eletrônico que Dave Gahan, e mais depressivo também, o disco contou com o apoio de uma curta turnê pela Europa e EUA. No palco, dois músicos, além de Martin Gore, incluindo o tecladista Peter Gordeno. Ao final de 2003, o Depeche Mode relança uma edição especial do 101 em DVD, com dois discos, e algumas faixas que não tinham no VHS original e entrevistas recentes com Martin GoreDave Gahan e Andrew Fletcher.

Em 2004, Dave Gahan lança o DVD Paper Monsters Live que incluía todas as faixas do álbum ao vivo e algumas do Depeche Mode, como: “A Question of Time”, “Never Let Me Down Again” entre outras. Todas as músicas foram também lançadas e um álbum que só foi vendido pela Internet no formato MP3Martin Gore também lança uma versão do álbum Counterfeit II com músicas ao vivo desse projeto. É lançada também nesse ano a edição especial em DVD duplo de Devotional, incluindo algum material extra, entre eles as projeções de palco e as versões ao vivo de “Halo” e “Policy of Truth“, sem falar de um documentário feito pela MTV Europa na época. Também nesse ano, é lançado o álbum duplo Remixes 81-04, com uma edição limitada contendo um terceiro disco. Mike Shinoda do Linkin Park participou de uma nova versão de “Enjoy the Silence“, que teve até um single e um videoclipe novo.

Playing the Angel, lançado em 17 de Outubro de 2005, foi precedido pelo single “Precious”. Gravado em Santa BarbaraNova York e LondresPlaying the Angel foi criado mais rápido que os dois últimos álbuns da banda e, pela primeira vez, incluiu três faixas escritas por Dave Gahan, sendo co-produzido por Ben Hillier (Some Cities, do Doves, e Think Tank, do Blur). O álbum teve um bom desempenho apesar de alguns fãs alegarem estar mal mixado. Playing the Angel representa um retorno criativo e atualizado à sonoridade dos anos oitenta, sendo um dos melhores trabalhos do grupo em toda a sua carreira.

A banda resolve dar uma pausa, depois de uma das suas melhores turnês, a Touring the Angel, que teve uma média de 40 mil pessoas por show. Em setembro de 2006, foi lançado o DVD duplo (com uma rara edição tripla) Touring the Angel: Live In Milan, com duas noites da banda e um grande show na cidade de Milão na Itália.

Em 2007 Dave Gahan lança Hourglass, seu segundo trabalho solo. Mais eletrônico e mais Depeche Mode, singles como “Kingdom” e “Saw Something” chegaram a entrar nas paradas inglesas e americanas. No mesmo ano, Gahan faz uma pequena turnê, tendo lançado também um álbum virtual do material ao vivo do novo trabalho, Live in SoHo, pelo iTunes. No mesmo ano, Dave Gahan anuncia um novo álbum com o Depeche Mode, a ser lançado em 2009.

2009-2011: Sounds of the Universe

A banda se apresentando em 2009.

No dia 15 de janeiro de 2009, o site oficial anuncia o nome do álbum, e no dia 20 de abril o álbum Sounds of the Universe é lançado, ficando em 1º lugar em 21 países e ficando durante semanas na lista dos mais vendidos na Europa, ultrapassando nomes de peso como Green Day e U2, “Wrong” foi lançado no dia 21 de fevereiro e “Peace“, seu segundo single foi lançado no mercado europeu no dia 15 de julho, e fez grande sucesso na MTV Brasil. Mais tarde lançaram apenas para os Estados Unidos o single promocional “Perfect”.

Como anunciado no dia 6 de outubro de 2008 na Alemanha, uma turnê mundial iria começar para a promoção do álbum, e iria incluir países que não foram agraciados com turnês nos últimos anos como os da América Latina principalmente, fazendo shows no ChilePeruColômbiaArgentina e Brasil.

Para a decepção de milhares de fãs, a Tour of the Universe não iria mais tocar no Brasil, no dia 22 de julho de 2009, os dois shows da turnê que seriam realizados no Rio de Janeiro e São Paulo foram cancelados. Os fãs fizeram um grande protesto no site depeche mode no brasil.net, composto por um abaixo assinado e um vídeo.

Em 30 de setembro de 2009, “Wrong” foi nomeado em ambos “Melhor Vídeo de Rock” e “Melhor Efeitos Visuais Em Um Vídeo” no UK MVA Award (uma premiação britânica).

Em 3 de dezembro de 2009, Sounds of the Universe foi indicado como “Melhor Álbum Alternativo” no Grammy Awards. Eles receberam uma segunda nomeação para o vídeoclipe “Wrong” de “Melhor Videoclipe Musical de Forma Curta”.

A banda anunciou que faria um concerto beneficente para o Teenage Cancer Trust no Royal Albert Hall em 17 de fevereiro de 2010. O concerto teve a participação de Alan Wilder, que tocou piano na apresentação da canção “Somebody” com Martin Gore nos vocais.

“Fragile Tension/Hole to Feed”, um single lado A duplo, foi lançado como terceiro single em 7 de dezembro de 2009.

Conforme relatado pela revista Billboard, a Tour of the Universe se tornou um dos 25 mais rentáveis em 2009. A lista liderada por U2 e Madonna compara faturamento duplo faturado pelos artistas que estavam em turnê entre 6 de dezembro de 2008 e 21 de novembro de 2009. Depeche Mode fica no vigésimo lugar na lista, com uma receita bruta total de $45,658,648 em 31 shows, gerando uma audiência estimada de 690.000 espectadores. Esses números são apenas para os shows realizados na América, o faturamento da Tour of the Universe em solo europeu foi muito maior.

Em Março de 2010, o Depeche Mode ganhou o prêmio de “Melhor Grupo Internacional – Rock/Pop” no ECHO Awards na Alemanha.

DVD Tour of the Universe – Live in Barcelona foi lançado em 8 de novembro de 2010. O show em Barcelona na Espanha foi gravado entre 20 e 21 de novembro de 2009. O vídeo de Tour of the Universe é o primeiro que foi lançado em formato Blu-Ray.

Como uma conclusão da relação de três anos trabalhando com a EMI, em 6 de junho de 2011, a banda lançou uma coletânea de remixes, intitulado Remixes 2: 81-11 que apresenta remixes dos ex-membros Vince Clarke e Alan Wilder. Outros envolvidos com o projeto foram Nick Rhodes do Duran DuranRöyksopp, Karlsson e Winnberg de Miike Snow, Eric Prydz, Clark e muito mais. Uma novo remix de “Personal Jesus”, de Stargate, intitulado “Personal Jesus 2011“, foi lançada como single em 30 de Maio de 2011, em apoio da compilação.

Depeche Mode tem contribuiu com uma cover de “So Cruel” (uma canção do U2) para o álbum de tributo AHK-Toong BAY-bi Covered para o 20.º aniversário de Achtung Baby, um álbum de 1991 da banda de rock irlandesa U2. O CD de compilação foi lançado pela Q Magazine no final de 2011.[40]

2012-2015: Delta Machine

Em dezembro de 2012, a banda havia confirmado que estava trabalhando em um novo álbum.[41] O disco, intitulado Delta Machine, foi oficialmente lançado em 22 de março de 2013. O álbum estreou em segundo lugar na lista dos mais vendidos no Reino Unido e em sexto nos Estados Unidos. O grupo saiu então em turnê mundial para divulgar o trabalho.[42][43]

Em março de 2014, Depeche Mode ganhou o prêmio de “Melhor Grupo Internacional – Rock / Pop” do ECHO Awards na Alemanha. Também foi indicado ao prêmio “Álbum do Ano” por Delta Machine, mas acabou perdendo.[44][45]

Em 8 de outubro de 2014, a banda anunciou o lançamento do álbum de vídeo Depeche Mode Live in Berlin, filmado durante um show no O2 World em Berlim, Alemanha, em novembro de 2013, durante a turnê do Delta Machine. Este trabalho foi lançado em 17 de novembro de 2014 e foi um sucesso de vendas.[46]

2016-presente: Spirit

Em uma entrevista feita em 25 de janeiro de 2016, Martin Gore anunciou que a banda retornaria ao estúdio em abril de 2016, com Gore e Gahan escrevendo e compondo novas canções.[47]

Em setembro de 2016, a página oficial do Depeche Mode no Facebook fez posts insinuando uma nova versão, que foi mais tarde confirmada pela banda como uma compilação de vídeo musical, Video Singles Collection, que foi lançada em 11 de novembro de 2016 pela Sony.[48][49]

Em 11 de outubro de 2016, a banda anunciou que seu décimo quarto álbum, intitulado Spirit e produzido por James Ford,[50] seria lançado na primavera de 2017. Quatro dias mais tarde, a banda anunciou o 1º leg europeu da turnê Global Spirit Tour,[49] que começará na Friends Arena de Estocolmo em 5 de maio de 2017.[51] Uma semana depois, o grupo recebeu uma indicação para o Hall of Fame de Rock and Roll em 2017.[52]

Em 3 de fevereiro de 2017 saiu o primeiro single do novo álbum, “Where’s the Revolution”. Spirit foi lançado em 17 de março do mesmo ano e foi mais um sucesso de público e crítica.[50]

Após 24 anos, a banda tocou no Brasil em 27 de março de 2018, em São Paulo.[53][54]

Em setembro de 2019, a banda anunciou que Spirits in the Forest, um documentário parcialmente filmado durante esses shows, seria lançado nos cinemas por apenas uma noite, 21 de novembro de 2019.[55][56][57]

Hall da Fama do Rock and Roll

Em 15 de janeiro de 2020, a banda foi eleita para o Hall da Fama do Rock and Roll com uma cerimônia de indução agendada para 2 de maio de 2020[58] , mas adiada devido à pandemia de coronavírus.[59]

Influência e fonte de inspiração

As bandas que influenciaram o Depeche Mode são principalmente o Kraftwerk,[60] David BowieA Flock Of Seagulls,[61] The Clash,[62] Roxy Music y Brian Eno,[63] The Velvet Underground,[64] SparksSiouxsie And The Banshees,[65] Cabaret VoltaireTalking HeadsIggy Pop,[66] e blues. A influência do Depeche Mode pode ser notada por bandas tão diferentes que fizeram um álbum de tributo ao grupo em 1998. O potencial da banda dentro do cenário musical é enorme, principalmente na música eletrônicarock industrial e pop. Abaixo, segue-se uma lista de bandas que foram influenciadas, muito ou pouco, por Depeche Mode.

Nine Inch NailsDeftonesLacuna CoilPlacebo, Camouflage, Linkin ParkSmashing Pumpkins, Red Flag, RammsteinParadise LostColdplayThe KillersFranz FerdinandHIMKeaneThe BraveryInformation Society e Pet Shop Boys. Outras menores também, como Anno Zero, The Junior Boys, The Birthday Massacre,[67] Gus Gus, Veruca Salt, God Lives Underwater, Hooverphonic, Failure, Apollo Four Forty e Monster Magnet.

Existem bandas também que são fãs de Depeche Mode e acredita-se que já trocaram influências com a banda, como é o caso do The CureFoo Fighters e Queens of the Stone Age; ou artistas como Marilyn MansonTori AmosShakira e Johnny Cash. Existem também bandas e artistas brasileiros que foram influenciadas pelo trabalho do Depeche, como Jay Vaquer, Alex Góes, o Skulk ou a banda cover Strange Mode. Os Pet Shop Boys ouviam muito o álbum Violator e o usaram como inspiração para o seu aclamado álbum BehaviourNeil Tennant disse que “Nós estávamos ouvindo o álbum Violator, que era realmente um bom álbum. Ficamos com muita inveja”; enquanto Chris Lowe disse “Eles realmente aumentaram de nível”.

Chester Bennington, principal vocalista do Linkin Park foi bastante inspirado pela banda, como pode ser visto pelos seus trajes no vídeoclipe de “What I’ve Done“. Outro membro da banda, Mike Shinoda, recentemente afirmou: “Depeche Mode é uma das bandas mais influentes de todos os tempos, e são uma grande inspiração para mim”.

Entretanto, a maior e mais criticamente reconhecida participação da banda foi definitivamente ser peça-chave na “explosão dance music” de Chicago e de Detroit, onde vários DJ’s e produtores como Derrick May, Kevin Saunderson e Juan Atkins aclamavam a banda como maior influência, principalmente depois do lançamento do Music for the Masses.

Existem muitas coisas que o Depeche Mode fez que nenhuma outra banda do mesmo gênero faz, como por exemplo ser a única banda de música eletrônica a se apresentar em estádios, ter uma base enorme de fãs dedicados por todo o mundo e sempre ter álbuns estreando no Top 10 da Billboard 200, mesmo com mais de 25 anos de carreira. Seus álbuns vendem em média mais de 3 milhões de cópias; tem 18 singles na US Hot 100, 4 singles em primeiro lugar na US Modern Rock e 7 singles na US Hot Dance/Club Play, e mais de 20 singles no total a chegar em paradas de sucesso, de um modo geral.

Em 1997, o Rammstein fez uma cover da música “Stripped“. Disponível na versão australiana, como uma faixa bônus, do segundo álbum da banda, o Sehnsucht. “But Not Tonight” ganhou uma cover feita por Scott Weiland (Stone Temple PilotsVelvet Revolver) para o filme Não É Mais Um Besteirol Americano.

Em Maio de 2007, após cálculos e contagens das gravadoras, chegou-se ao resultado de 16 milhões de cópias vendidas nos EUA sozinhos, não incluindo singles. O Depeche Mode é considerado “a banda de música eletrônica mais popular de todos os tempos” pela grande maioria da crítica e do público mundial; sendo mais famosa que grandes concorrentes, como New Order e os Pet Shop Boys.

Em Agosto de 2008, o Coldplay lançou uma versão cover do vídeoclipe de “Enjoy the Silence“, como um vídeo alternativo de Viva la Vida. O vídeo foi dirigido por Anton Corbijn nos Países Baixos.

Em Novembro de 2013, a banda sueca Ghost lançou o EP de covers “If You Have Ghost“, que contou com a produção de Dave Grohl. A quarta faixa do disco foi uma cover de “Waiting for the Night”.

Integrantes

Atuais
Ex-integrantes

 

 

Linha do tempo

Discografia

Ver artigo principal: Discografia de Depeche Mode

Ver também

Notas

  1.  Ellen, M., “A Clean Break”, Smash Hits, Fevereiro – 1982
  2.  McIlheney, B., “Greatness and Perfection”, Melody Maker, 29 Setembro de 1984

Referências

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Ligações externas

Wikipédia

Fonte: RS Notícias: Depeche Mode – História virtual

RS Notícias: Iron Maiden – História virtual – https://www.rsnoticias.top/2021/08/iron-maiden-historia-virtual.html

 

Iron Maiden
  • Em cima: Steve Harris (E), Dave Murray (D)
  • No meio: Adrian Smith (E), Bruce Dickinson (D)
  • Embaixo: Nicko McBrain (E), Janick Gers (D)

Iron Maiden é uma banda britânica de heavy metal, formada em 1975[2] pelo baixista Steve Harris, ex-integrante das bandas Gypsy’s Kiss e Smiler. O nome “Iron Maiden”, homônimo de um instrumento de tortura medieval.

Pioneiros do movimento musical que ficou conhecido como NWOBHM (Nova Onda do Heavy Metal Britânico), a banda atingiu êxito substancial no início dos anos 1980, acompanhada de uma crescente base de fãs. Mas foi com o disco The Number of the Beast, de 1982, que o Iron Maiden chegou à fama internacional, produzindo uma sequência de álbuns multi-platina que tornaram-se clássicos do gênero. O seu trabalho influenciou diversas bandas de rock e metal, das mais antigas às modernas, e são considerados um dos grupos mais importantes e influentes do estilo.

Com quatro décadas de existência, dezesseis álbuns de estúdio, seis álbuns ao vivo, quatorze vídeos e diversos compactos, a banda veio a ser uma das mais bem sucedidas da história do heavy metal, tendo vendido cerca de 100 milhões de álbuns mundialmente, coroados com diversos certificados de ouro e platina.[3][4][5] Em 2002, a banda recebeu o prémio Ivor Novello em reconhecimento do sucesso internacional como uma das melhores parcerias de composição da Inglaterra. Durante a tour americana de 2005, foi adicionada à Calçada da Fama do Rock de Hollywood.[6] Em 2011, ganharam um prêmio Grammy na categoria Melhor Performance de Metal com a canção “El Dorado“.[7] Foi, também, eleita como melhor banda ao vivo de 2009 pelo Brit Awards.

Os Iron Maiden já participaram em diversos grandes eventos, como Rock in RioMonsters of Rock em Donington, OzzfestWacken Open AirGods of MetalDownload Festival e os Festivais de Reading e Leeds.[8]

História

O início (1975-1978)

Steve Harrisbaixista, principal compositor e líder da banda.

Os Iron Maiden formaram-se no dia de Natal de 1975, logo após o baixista Steve Harris deixar o seu antigo grupo, Smiler. Depois de ter suas composições rejeitadas por várias bandas nas quais participava, por considerá-las difíceis e complicadas demais, Steve Harris decidiu criar sua própria banda. Harris atribuiu o nome Iron Maiden inspirado no instrumento de tortura de mesmo nome.[9]

Fachada do Cart and Horses Pub em Stratford, Londres. Nesse local o Iron Maiden fez algumas de suas primeiras apresentações.[10]

A primeira apresentação da banda aconteceu num lugar chamado St Nicks Hall, em Poplar (East End, Londres) no dia 1 de maio de 1976.[11] Depois disso, a banda continuou fazendo apresentações no Cart and Horses Pub em Maryland Point (Stratford, Londres). A formação original da banda juntava Steve Harris a Paul Day (vocal), Dave Sullivan e Terry Rance (guitarras) e Ron Matthews (bateria). Paul Day foi mais tarde substituído por Dennis Wilcock (grande admirador do Kiss) que usava fogo, maquiagem e sangue falso no palco e que trouxe Dave Murray para a banda, tendo como consequência a saída da primeira dupla de guitarristas. Murray permanece no grupo até hoje. Bob Sawyer entrou na banda no final de 1976 como segundo guitarrista; mas, como tinha desentendimentos com Murray, fez Dennis Wilcock se opor a Dave, e então Dennis sugeriu a expulsão dele. Bob não ficou para trás e por suas atitudes errôneas no palco (como fingir tocar a guitarra com os dentes), foi junto em julho de 77. Ron Matthews aguentou um pouco mais. Havia um guitarrista de uma banda chamada Hooker que o Maiden via tocar nos pubs: Terry Wapram. Após uma audição, a banda convidou-o para entrar e Wapram realizou alguns shows como único guitarrista. Pouco após isso, Ron saiu (não se sabe ao certo se por influência de Wilcock, como relatou no Early Days). Dave Murray juntou-se ao seu amigo Adrian Smith na banda Urchin em 1977, enquanto que os Iron Maiden passavam um mau bocado: Steve e Dennis chamaram Thunderstick (Barry Graham) (bateria) Tony Moore (teclado), mas após um concerto perceberam que o teclado não seria um bom substituto para a segunda guitarra. A banda ficou descontente e o clima foi ficando ruim até que após poucos ensaios, Moore decidiu sair. Nesse momento, Harris foi a um ensaio do Urchin para chamar Murray de volta para banda, o que aconteceu com sucesso. Mas Wapram, indignado porque perderia parte das atenções, não aceitou Murray de volta e foi convidado a sair. Com Murray de volta e apenas 4 integrantes, a banda decide marcar um show no Bridgehouse e outro no pub Green Man. O primeiro foi um fiasco, depois do baterista ter errado em várias músicas e gritar para o público se calar. Nessa época Wilcock já havia espalhado para alguns fãs que pretendia sair da banda, e o show havia gerado alguma expectativa em torno disso também. Foi o que aconteceu. No intervalo entre o Bridgehouse e o Green Man, Dennis não disse nada e não compareceu no pub. Harris foi até sua casa, mas o vocalista se negou a cantar um último show. Arrasado, Harris voltou para cumprir com o acordo e os Maiden se apresentaram como um trio em Abril de 78, com Harris, Murray e Thunderstick. Steve expulsou o baterista, já contando com Doug Sampson para o posto. Com esse novo trio, os Maiden passariam cerca de 6 meses ensaiando antes de tocar ao vivo ou arrumar qualquer outro integrante.

Primeiros lançamentos (1978-1981)

O EP The Soundhouse Tapes rendeu à banda um contrato com a gravadora EMI.[12]

Em 1978, Harris encontrou um novo vocalista: Paul Di’Anno. A banda sempre rejeitou o punk, mas com a chegada de Paul Di’anno, que era um fã de RamonesSex Pistols e The Clash e um dos poucos membros dos Maiden que tiveram cabelo curto, os Maiden precisaram abrir sua sonoridade para músicas mais rápidas e mais diretas, procurando focar no heavy metal que renascia mesmo que timidamente. Durante anos a banda foi pressionada pelas gravadoras para cortar seu cabelo e sacrificar o som do Metal (segundo elas) a favor de uma imagem mais punk. Mas com Di’Anno no microfone, a banda pôde mixar os dois estilos e fazer um próprio, juntando o metal com o punk. Eles misturavam temas clássicos, ritmos de metal empolgantes e riffs de guitarra bem Hardcore e rápidos.

Os Iron Maiden foram a sensação do circuito do rock inglês de 1978. A banda tocava sem parar havia três anos, ganhando um tremendo número de fãs; mas mesmo assim até essa época, eles nunca tinham gravado nada. No ano novo de 1978, a banda gravou uma das mais famosas demo tapes da história do rock, The Soundhouse Tapes. Com apenas três faixas, a banda vendeu todas as cinco mil cópias imediatamente, e não distribuiu a demo novamente até 1996. Cópias da versão original são vendidas hoje em dia por milhares de dólares. Duas das faixas da demo, “Prowler” e “Iron Maiden”, ficaram em primeiro lugar nas paradas de metal inglesa.

Paul Di’Anno e Steve Harris em show de 1980.

Em muitas das formações antigas dos Iron Maiden, Dave Murray era acompanhado de outro guitarrista, mas grande parte de 1977 e todo o ano de 1978, Murray foi o único guitarrista dos Maiden. Durante o ano de 1979 a banda teve vários segundos guitarristas sucessivos, tais como Paul Carns, Paul Todd e Tony Parsons. No fim do ano, o baterista Doug Sampson abandonou a banda por motivos de saúde. Em novembro de 1979, a banda assinou contrato com uma gravadora de renome, a EMI, uma parceria que se manteve até 2013, quando a banda acabou por assinar com a Parlophone Records (que até aquele ano pertenceu à EMI, mas foi adquirida pela Warner Music). Pouco antes de entrar em estúdio, Parsons foi substituído pelo guitarrista Dennis Stratton, que trouxe Clive Burr, um amigo seu, para a bateria. Murray queria trazer Adrian Smith para o grupo, mas ele estava ocupado tocando guitarra e cantando com sua banda Urchin.

Iron Maiden, o primeiro álbum da banda foi lançado em 1980 e foi um sucesso comercial e de crítica. A banda abriu os concertos do Kiss na turnê europeia do álbum Unmasked, e também abriu diversos concertos do Judas Priest e tocando ao lado do UFO no Reading Festival que ocorreu naquele mesmo ano na Inglaterra. Depois da turnê do Kiss, Dennis Stratton foi despedido da banda por questões de criatividade e diferenças pessoais. Segundo Dennis, ele fora demitido porque era muito influenciado pela músicas dos Eagles e também por George Benson, não agradando Steve Harris e companhia. Segundo relatos dados por Steve Harris, Dennis não tinha a musicalidade que a banda procurava ao compor suas músicas, além de se negar a usar roupas como as que os demais membros da banda usavam.

Com a saída de Dennis, entrou na banda Adrian Smith, que trouxe uma nova melodia ao grupo. Seu estilo meio blues meio experimental era completamente o oposto da velocidade de Murray, o que deu um aspecto interessante à banda. As duas guitarras se completavam, e com eles não existia a noção de guitarra solo e guitarra base, ambos solavam e ambos tinham notoriedade na banda, dando um aspecto harmonioso de duas conduções. Esse estilo já existia em bandas como Wishbone Ash e The Allman Brothers Band, mas ganhou um nível de destaque no Iron Maiden.

Em 1981, a banda lançou seu segundo álbum, intitulado Killers, contendo os primeiros grandes sucessos da banda. De Killers, apenas “Prodigal Son” e “Murders in the Rue Morgue” eram canções realmente novas: as outras já haviam sido escritas antes do lançamento do álbum de estreia. Com o aumento de sua popularidade, eles foram introduzidos à audiência nos Estados UnidosKillers ficou marcado como um dos álbuns mais rápidos e pesados da banda, e também foi o primeiro a ser produzido por Martin Birch, que ficaria no posto pelos próximos sete álbuns,[13] até se aposentar em 1992.

Anos dourados (1982-1985)

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“Run to the Hills” foi o primeiro single de The Number of The Beast e o primeiro lançamento da banda com Bruce Dickinson. “Run To The Hills” foi um sucesso, esteve no top dez do Reino Unido e continua a ser uma das canções mais conhecidas da banda.

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Os Iron Maiden nunca foram conhecidos por usar drogas, e eram extremamente perfeccionistas no palco e estúdio. O vocalista Paul Di’anno, por outro lado, sempre mostrou um comportamento autodestrutivo, particularmente no que diz respeito ao uso da cocaína, afetando consideravelmente suas apresentações.[14] Justamente quando a banda começava a ficar famosa nos Estados Unidos, Dianno foi demitido dos Maiden por “não ter energia e carisma no palco”.[15] Em 1982, a banda substituiu Dianno pelo vocalista dos SamsonBruce Dickinson. Bruce entrou na banda, mas exigiu ficar com cabelo comprido e disse que só iria usar as roupas que ele gostava, já demonstrando muita atitude, traço característico de sua personalidade, o que geraria alguns conflitos com Steve Harris anos mais tarde.

Dickinson mostrou uma diferente interpretação das canções da banda, dando-lhes um tom mais melódico. O álbum de estreia de Dickinson nos vocais do Maiden foi em 1982, com The Number of the Beast. O álbum tornou-se o mais aclamado da banda; obteve enorme sucesso comercial ao redor do mundo, chegando ao topo das paradas musicais inglesas,[16] e tornando-se o disco mais vendido do grupo até hoje, com dezesseis milhões de cópias mundialmente.[17] Canções conhecidas do álbum incluem os singles “The Number of the Beast” e “Run to the Hills“, bem como “Hallowed Be Thy Name“, presente em todos os shows desde seu lançamento até 2012, quando a banda parou de tocá-la na “Maiden England World Tour“, e “Children of the Damned”. Pela primeira vez, a banda saiu em uma turnê mundial, visitando os Estados Unidos, Japão e Austrália, tocando em estádios e fazendo começar a chamada Maidenmania. Foi nessa época também que alguns grupos religiosos começaram a acusar a banda de ter um cunho satânico, afirmando que as letras do Maiden estavam repletas de cantos demoníacos, invocando o demônio e vandalizando a mente da juventude. Toda essa polêmica surgiu por causa da canção “The Number of the Beast”, pois foi justamente a alusão explícita ao The Number of the Beast” (666) que fez a trilha fazer sucesso. Mas na verdade a canção foi feita a partir de um pesadelo que o baixista Steve Harris teve após ver o filme A Profecia 2.

Nessa mesma turnê, o produtor Martin Birch se envolveu em um acidente de carro com alguns fãs. O reparo do carro foi uma bizarra coincidência, contabilizado como £666, um preço que Birch se recusou a pagar, optando pelo valor de £668.[18]

Dave Murray e Adrian Smith em 1982.

Apesar das polêmicas, o ator Patrick McGoohan não se importou em permitir que uma famosa frase sua da série, The Prisoner (O Prisioneiro), da qual era o ator principal, fosse usada no início da música de mesmo nome.

Após o sucesso de The Number of the Beast, a banda adquiriu prestígio internacional, ganhando status de estrelas do rock.[19] Em dezembro de 1982, Clive Burr deixou a banda por não conseguir acompanhar o ritmo que a banda tomava e problemas pessoais. Nicko McBrain, que já era velho conhecido da banda, por abrir alguns shows com sua banda Trust, foi contratado como baterista temporário, porém Steve Harris e a banda gostaram tanto do estilo de Nicko, que o que era para ser temporário virou definitivo.

Em janeiro de 1983, pouco após McBrain se tornar parte da banda, o grupo viajou pela primeira vez para as Bahamas, onde gravariam três álbuns consecutivos no Compass Point Studios. Em março de 83 foi lançado o disco Piece of Mind, com uma pegada mais psicodélica e instrumentos com som mais abafado, trazendo os singles “Flight of Icarus” e “The Trooper“, que obtiveram grande sucesso na América do Norte com seus videoclipes, bem como canções mais progressivas como “To Tame A Land” e “Quest For Fire”. O disco estreou em 3º lugar na Inglaterra e estreou na Billboard 200 em 70º lugar. O álbum também parodiava as acusações de satanismo com uma mensagem escondida na canção “Still Life”, que possui McBrain imitando o ditador Idi Amin Dada e arrotando, tocada de trás para frente.

Após o sucesso de Piece of Mind e sua turnê subsequente, a banda lançou em setembro de 1984 o disco Powerslave. O álbum também foi sucesso de vendas, e trouxe canções que tornariam-se favoritas dos fãs com os singles “Aces High” e “2 Minutes to Midnight“, além das longas faixas “Powerslave” e “Rime of the Ancient Mariner”: esta última foi baseada no poema homônimo de Samuel Taylor Coleridge e contava com 13 minutos de duração, uma das maiores e mais épicas canções de metal feitas na época.

A digressão de divulgação de Powerslave, chamada World Slavery Tour, foi a maior turnê da história do Iron Maiden, consistindo em 193 apresentações em 28 países durante mais de 13 meses, tocando para aproximadamente 3.500.000 pessoas. Nenhuma banda havia feito, até então, uma produção de palco tão detalhada como nesta turnê, onde tinham-se sarcófagospirâmidesesfinges, pinturas até no chão e um Eddie-múmia gigante. Muitos dos shows foram tocados noites seguidas na mesma cidade, como os de Long Beach (Califórnia), onde o grupo fez quatro concertos consecutivos. Os shows gravados no Long Beach Arena renderam o VHS e LP ao vivo Live After Death, que foi aclamado pela crítica e comercialmente, chegando ao quarto lugar nas paradas inglesas e sendo considerado até hoje como um dos maiores álbuns ao vivo da história do rock.[20] O Iron Maiden fez sua primeira aparição no Brasil, onde co-estrelou o festival Rock in Rio de 1985 para um público estimado em 300 mil pessoas, além de também passar de forma inédita por Portugal, onde fizeram dois shows. A exaustão gerada pela tour levou a banda a ficar os seis meses seguintes de férias.

Experimentos (1986-1989)

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A harmonização entre as duas guitarras e o baixo “galopante” são marcas registradas da banda.

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Voltando de seu descanso, a banda optou por um estilo diferente em seu álbum de 1986, intitulado Somewhere in Time, contando, pela primeira vez na história da banda, com baixo e guitarras sintetizados para adicionar texturas e camadas ao som.[21] O álbum estreou muito bem ao redor do mundo, particularmente com o single “Wasted Years“, mas notavelmente não incluia créditos ao cantor Bruce Dickinson, cujo material não agradou o resto da banda.[22] Enquanto Dickinson focava em sua própria música, o guitarrista Adrian Smith, que tipicamente colaborava com o vocalista, estava “voltado para seus próprios negócios” e começou a escrever canções sozinho, criando “Wasted Years”, “Sea of Madness” e “Stranger in a Strange Land“, sendo que a última ficou como segundo single do disco.[22] Embora não seja conceitual, todas as suas músicas de Somewhere in Time têm uma temática relacionada a viagens, longas jornadas e tempo. A turnê Somewhere on Tour durou nove meses, com 157 shows e nova passagem por Portugal. Foi a única turnê da banda em que não houve filmagem oficial, por esse motivo não há muitos registros sobre essa turnê.

A experimentação evidente de Somewhere in Time continuou no álbum seguinte, intitulado Seventh Son of a Seventh Son, o qual foi lançado em 1988. Sendo lançado como um disco conceitual, embora que segundo Harris, a ideia inicial não era essa, que contava a história de uma criança que nasceu com dons sobrenaturais, baseado no romance “Seventh Son” de Orson Scott Card, esta seria a primeira gravação da banda a incluir teclados, tocados por Harris e Smith, opondo-se às guitarras sintetizadas do lançamento anterior.[23][24] Após suas contribuições não serem usadas para o Somewhere in Time, Dickinson estava entusiasmado com novas ideias que encaixaram-se neste álbum.[24] Seventh Son of a Seventh Son tornou-se muito popular a ponto de chegar novamente ao topo das paradas musicais inglesas, obteve certificado de ouro nos Estados Unidos, e todos os quatro singles do disco – “Can I Play with Madness“, “The Evil That Men Do” (ambas compostas pelo trio Smith/Dickinson/Harris), “The Clairvoyant” e “Infinite Dreams“(ambas escritas por Harris) – chegaram ao top 10 no UK singles chart.[25]

Durante a tour de divulgação, o Iron Maiden encabeçou o festival Monsters of Rock em Donington Park pela primeira vez em 20 de agosto de 1988, tocando para o maior público da história do festival, 107 mil pessoas.[26] Os shows também tiveram a presença de KissDavid Lee RothMegadethGuns N’ Roses e Helloween. A turnê chamada Seventh Tour of a Seventh Tour durou de abril a dezembro de 1988 e teve Guns N’ RosesMegadeth e Metallica como bandas de apoio, contabilizando 101 shows pela América do Norte e Europa. Os shows realizados em NEC Arena, Birmingham, foram filmados e gravados como vídeo ao vivo nomeado Maiden England, publicado no ano seguinte como VHS e alguns anos depois em formato de CD.[27] Michael Kenney, técnico de baixo de Harris, tocou teclado no decorrer desta e de todas as digressões da banda a partir de então, além de gravar nos discos de estúdio dos anos 90.[28] Ao final da tour, o guitarrista Adrian Smith deixou a banda com propósito de formar sua própria banda, encerrando assim a “era de ouro” do Iron Maiden.

Nova fase (1990-1993)

Janick Gers, que tocaria na carreira solo de Dickinson, se uniu à banda em 1990.

Pela primeira vez em sete anos a banda teve de fazer uma mudança, e para o lugar de Adrian Smith foi chamado Janick Gers, que tinha participado no primeiro disco solo de Dickinson, Tattooed Millionaire. Em 1990 o Iron Maiden lançou No Prayer for the Dying, gravado no Barnyard Studios, no sítio de Steve Harris, e no estúdio móvel Rolling Stones Mobile Studio. Esse álbum voltou com um Maiden mais pesado e cru que os do “tempo de ouro”, mas as letras foram consideradas mais fracas e simples, e a música não parecia tão desafiadora como nos álbuns passados.[29] O vocalista Bruce Dickinson também começou com algumas mudanças no timbre de voz. Mesmo com todos esses imprevistos, o álbum fez sucesso e teve diversos compactos bastante tocados como “Holy Smoke (canção)” e “Bring Your Daughter… to the Slaughter“, canção composta por Bruce para o filme A Nightmare on Elm Street 5: The Dream Child que se tornou o único single do Maiden a encabeçar as paradas britânicas.

A turnê do disco durou um ano, de setembro de 1990 a setembro de 1991, e teve 118 shows pela América do Norte, Europa (inclusive Portugal) e Japão, antes da banda retornar a estúdio para gravar Fear of the Dark.

Lançado em 1992Fear of the Dark teve uma recepção melhor que No Prayer for the Dying, indo bem nas paradas britânicas, chegando ao 1º lugar nos charts. Os singles “Be Quick or Be Dead“, “Wasting Love“, e “From Here to Eternity” foram bem-sucedidos, a canção “Fear of the Dark” se tornou uma das mais conhecidas da banda e a canção anti-guerra “Afraid to Shoot Strangers” permaneceu na set list por sete anos e voltou surpreendentemente em 2012, na Maiden England World Tour.[30] Fear of the Dark foi o último álbum produzido por Martin Birch, que se aposentou em seguida.

O ápice da turnê de Fear of the Dark foi em agosto de 1992, quando a banda foi convidada novamente para ser headliner do famoso festival Monsters of Rock, realizado em Donington, na Inglaterra. No final da apresentação do evento, o guitarrista Adrian Smith, que havia saído da banda em 1989, subiu ao palco para execução de Running Free. Mais tarde (1993) o concerto em Donington seria lançado no vídeo e EP triplo Live at Donington, e em CD duplo (1998).

Mesmo com o metal perdendo espaço para o grunge em 1992, os Maiden continuavam a encher estádios em todo o mundo. A turnê do disco durou de junho a novembro de 1992, com 68 shows que passaram novamente pelo Brasil.

Em 1993, após uma nova turnê para promover o álbum ao vivo A Real Live One, Bruce Dickinson saiu do grupo para seguir sua carreira solo, querendo explorar outras vertentes do rock. Sua despedida da banda foi em 28 de agosto de 1993, sendo filmada pela BBC, transmitido para todo o mundo ao vivo e lançado em vídeo com o nome de Raising Hell. Após sua saída, foi lançado o álbum ao vivo A Real Dead One.

Era-Blaze Bayley (1994-1998)

Blaze Bayley, ex-Wolfsbane, gravou dois álbuns com o Iron Maiden.

Para substituir Bruce, em 1994, houve testes para escolher o novo vocalista do Iron Maiden. O vencedor da disputa foi o até então desconhecido vocalista da banda Wolfsbane (que chegou a abrir shows para o Maiden), Blaze Bayley.[31] Blaze mostrava um vocal semelhante ao de Bruce, porém um pouco mais grave, e por isso algumas canções na banda seguiram um aspecto sombrio para combinar com seu timbre de voz. A decisão não agradou os fãs do Maiden, que já estavam acostumados com o vocal marcante de Dickinson.[32]

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“Sign of the Cross” é a faixa de abertura de The X Factor, o primeiro álbum gravado com Blaze Bayley.

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Após uma parada, a banda retornou em 1995 com o álbum The X Factor.[33] Ainda que tenha recebido algumas críticas, o disco continuou bem nas paradas musicais, e foi eleito como “álbum do ano” por revistas na França e Alemanha.[34] O baixista Steve Harris passava por sérios problemas pessoais com seu divórcio e a morte de seu pai, o que resultou em canções obscuras, depressivas e lentas (o álbum ainda contém quatro faixas sobre guerras).[34] O disco teve dois singles – “Man on the Edge” (que chegou ao topo das paradas finlandesas) e “Lord of the Flies” – e a faixa de abertura “Sign of the Cross”; esta tinha onze minutos de duração, cantos gregorianos, alterações bruscas de andamento, e permaneceu no setlist da banda pelas próximas três turnês.[35] A turnê passou por locais nunca visitados pelo Maiden antes como África do SulIsrael e outros países asiáticos, e passou novamente por Brasil e Portugal.[36]

Em 1996 lançaram sua primeira coletânea, Best of the Beast, que incluía um novo single, “Virus“, cujas letras atacavam as críticas que a banda havia recebido recentemente.[37]

O Iron Maiden voltou ao estúdio e gravou o álbum Virtual XI, lançado em 1998. O álbum, que trazia uma temática mais moderna falando sobre a evolução da tecnologia e seu impacto na sociedade, chegou ao posto 16 nas paradas do Reino Unido. Os singles gerados desta gravação foram “Futureal” e “The Angel and the Gambler“. Na mesma época, Steve Harris ajudou no processo de remasterização de toda a discografia da banda até a data, incluindo Live at Donington, que recebeu lançamento mundial.[38]

A fase de Bayley com o Iron Maiden terminou em janeiro de 1999 quando ele foi convidado a retirar-se num encontro da banda.[39] A demissão teve como motivo o mal desempenho vocal de Blaze durante a Virtual XI World Tour, ainda que Janick Gers tenha afirmado que a decisão foi, em parte, porque a banda não queria forçá-lo a cantar canções que estavam além de sua capacidade vocal.[40]

Retorno de Dickinson e Smith, e Brave New World (1999–2002)

Bruce Dickinson em 1999.

Enquanto a banda procurava um substituto para Bayley, Rod Smallwood convenceu Steve Harris a chamar Bruce Dickinson de volta para a banda.[41] Embora Harris tenha admitido que “não estava muito convencido disto” no início, acabou pensando, “‘Bem, se a mudança ocorrer, a quem devemos recorrer?’ A coisa é, conhecemos Bruce, sabemos de sua capacidade, e você pensa, ‘Bem, é o melhor sujeito que você tem conhecimento.’ Quero dizer, nós nos demos bem profissionalmente por, tipo, onze anos, então… depois de pensar sobre isto, eu realmente não vi problema algum.”[41]

A banda entrou em contato com Dickinson, que concordou em voltar durante um encontro em Brighton, em janeiro de 1999, junto ao guitarrista Adrian Smith, que foi contatado por telefone algumas horas depois.[42][43] Com a permanência de Gers, substituto de Smith, o Iron Maiden agora era um sexteto com três guitarristas que embarcou em uma bem-sucedida tour de reunião.[44] Apelidada de The Ed Hunter Tour, ocorreu simultaneamente ao lançamento de uma nova coletânea de sucessos da banda, Ed Hunter, cujo repertório foi escolhido com uma votação no site oficial do grupo, e também vinha acompanhado de um jogo de computador homônimo estrelando o mascote da banda.[45]

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Brave New World marcou a volta de Bruce Dickinson e Adrian Smith.

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Uma das principais preocupações de Dickinson ao reunir-se com o grupo era se fariam um “álbum de verdade e não apenas um disco de retorno”.[41][46] Após ter desgostado do resultado das gravações no estúdio pessoal de Harris em sua propriedade em Essex, o Barnyard Studios, o qual fora usado nos últimos quatro discos de estúdio do Iron Maiden, a banda gravou o novo lançamento no Guillaume Tell Studios em Paris novembro de 1999, com o produtor Kevin Shirley.[46]

O disco nomeado Brave New World chegou às lojas em maio de 2000, e teve influências de “The Wicker Man” – filme cult britanico de 1973 – e Admirável Mundo Novo – romance escrito por Aldous Huxley, cujo título rendeu o nome do disco e da faixa-título.[47] O álbum apresenta um som mais progressivo e melódico que remete ao início da carreira do grupo, elaboradas estruturas nas canções e efeitos orquestrais criados por teclado.[47] Brave New World foi aclamado tanto pela crítica quanto pelos fãs e fez o Iron Maiden voltar novamente ao topo do mainstream do heavy metal, alcançando altas posições nas paradas musicais mundiais e recebendo vários certificados de vendas.[47]

turnê mundial de suporte ao disco consistiu em mais de 100 apresentações que terminou em 19 de janeiro de 2001 em um show no festival Rock in Rio, onde o Iron Maiden tocou para uma público de 250 mil pessoas. Enquanto a performance era produzida para um lançamento em CD e DVD em março de 2002, sob o nome Rock in Rio, a banda tomou um ano de descanso de turnês, durante o qual eles apenas tocaram três shows consecutivos no Brixton Academy para arrecadar fundos para ajudar o antigo baterista Clive Burr, que tinha recentemente anunciado que fora diagnosticado com esclerosa múltipla.[48][49] A banda ainda fez outros concertos para a instituição de caridade MS Trust Fund em 2005 e 2007; o músico acabou falecendo em 2013.[50]

Dance of Death e A Matter of Life and Death (2003–2007)

Após a turnê Give Me Ed… ‘Til I’m Dead Tour em meados de 2003, a banda lança o disco Dance of Death, seu décimo terceiro álbum de estúdio, que obteve sucesso crítico e comercial.[51][52][53][54][55][56] Produzido por Kevin Shirley, agora produtor regular da banda, muitos críticos também sentiram que esse lançamento assemelhava-se a álbuns antigos como KillersPiece of Mind e The Number of the Beast.[57] Tanto Brave New World quanto Dance of Death foram considerados pelo site Metal-Rules.com como os melhores álbuns de Metal de 2000 e 2003, respectivamente.[58] Como sempre, referências históricas e literárias marcaram presença, com “Montségur” falando particularmente da conquista da fortaleza dos Cátaros em 1244, e “Paschendale” relatando a significante batalha que ocorreu durante a Primeira Guerra.[59][60] Durante a turnê de promoção, a performance da banda em Westfalenhalle, em DortmundAlemanha, foi gravada e lançada em agosto de 2005 como CD e DVD ao vivo intitulado Death on the Road.[61]

Nicko McBrain escreveu sua primeira canção para o Maiden no álbum Dance of Death (2003).

Em 2005, o Maiden anunciou a tour Eddie Rips Up the World, baseando-se em seu DVD de 2004 intitulado The History of Iron Maiden – Part 1: The Early Days, que contém apenas material de seus quatro primeiros álbuns.[62] Como parte dessa celebração dos primeiros anos de carreira, “The Number of the Beast” foi novamente lançada como single e chegou ao terceiro lugar do UK Chart.[63][64] A tour incluiu muitos shows como atração principal em estádios, valendo destaque para a performance do Ullevi Stadium na Suécia para uma audiência de aproximadamente 60 mil pessoas.[65] Esse concerto também foi transmitido ao vivo para TVs via satélite para toda a Europa para cerca de 60 milhões de espectadores.[66] Após essa leva de shows europeus, a banda co-estrelou o festival americano Ozzfest, juntamente ao Black Sabbath. A banda completou a digressão encabeçando o Reading and Leeds Festival entre 26 e 28 de agosto, e o RDS Stadium na Irlanda em 31 de agosto. Pela segunda vez, eles fizeram um show de caridade para o The Clive Burr MS Trust Fund, desta vez no Hammersmith Apollo.[67] No mesmo ano, a banda foi introduzida a Hollywood RockWalk em Sunset Boulevard, Los Angeles.

No fim de 2005, o Iron Maiden começou a trabalhar em A Matter of Life and Death, seu décimo quarto disco de estúdio, lançado em agosto de 2006. O álbum reforça intensamente o som mais progressivo do grupo e, apesar de não ser um álbum conceitual, tem guerra e religião como temas recorrentes em quase todas as letras, bem como na arte de capa. O lançamento foi outro sucesso crítico e comercial da banda, levando-a ao top 10 da Billboard 200 pela primeira vez e recebendo o título de Álbum do Ano pela revista Classic Rock.[68] A Kerrang! deu cinco estrelas em sua avaliação para o disco e elegeu o Iron Maiden como banda mais importante nos 25 anos de existência da revista.[69] Na turnê de divulgação em 2006, a banda tocou todas as canções disco, fato inédito em sua carreira.

A segunda parte da “A Matter of Life and Death Tour“, realizada em 2007, foi apelidada de “A Matter of the Beast” para celebrar o 25º aniversário do álbum The Number of the Beast, e incluiu performance em vários dos maiores festivais de música do mundo.[70] A tour iniciou-se no Oriente Médio com o primeiro show da banda em Dubai no Dubai Desert Rock Festival, e depois tocaram para mais de 30 mil presentes no Bangalore Palace Grounds, marcando o primeiro concerto de uma grande banda de heavy metal no subcontinente indiano.[71] Em junho, o grupo tocou em um punhado de países europeus, valendo destaque apara o show no Download Festival, quarta vez em que encabeçaram um festival em Donington Park, para aproximadamente 80 mil pessoas. Em 24 de junho, a turne teve fim em uma apresentação no Brixton Academy em Londres, novamente arrecadando fundos para o The Clive Burr MS Trust fund.

Somewhere Back in Time World Tour e Flight 666 (2007–2009)

Em 5 de setembro de 2007 a banda anuncia a próxima turnê chamada Somewhere Back In Time World Tour, coincidindo com o lançamento em DVD do Live After Death.[72] A tour representava uma volta ao passado onde o repertório consistia apenas em canções dos anos 1980 (além de “Fear of the Dark”), dando ênfase ao álbum Powerslave, inclusive no cenário dos palcos.[72] Esta seria a primeira vez que a banda tocaria a canção “Rime of the Ancient Mariner” desde 1985.

Em fevereiro de 2008 inicia-se a primeira parte da Somewhere Back in Time World Tour que começou na Índia, consistindo em 24 concertos em 21 cidades, atravessando aproximadamente 80000 km a bordo do avião “Ed Force One” (um Boeing 757 customizado pilotado por Bruce Dickinson).[73] Eles marcaram presença pela primeira vez na Costa Rica e na Colômbia, e voltaram à Austrália e Porto Rico, onde já não tocavam desde 1992.

A turnê levou ao lançamento de uma nova coletânea, intitulada Somewhere Back in Time, que incluiu uma seleção de faixas que variavam desde seu álbum de estreia de 1980 até o Seventh Son of a Seventh Son de 1988, bem como várias versões ao vivo retiradas do Live After Death.[74] Após alguns meses, a banda executou numerosos shows no Canadá e Estados Unidos durante maio e junho.[75]

A segunda parte da digressão ocorreu entre fevereiro e março de 2009, com a banda, novamente, usando o “Ed Force One”.[76] Nesta fase eles estrearam no Peru e no Equador e retornaram à Venezuela e Nova Zelândia após 17 anos.[77] O Maiden fez outro show na Índia (o terceiro no país num período de 2 anos) no festival Rock in India para uma plateia de 20 mil pessoas. No concerto realizado em 15 de março no Autódromo de Interlagos em São Paulo, Dickinson anunciou no palco que era o maior concerto fora de um festival realizado em toda a carreira deles, com um público estimado em 63 mil espectadores.[78][79] A tour teve seu fim na Flórida em 2 de abril após a banda fazer uma pausa. Ao todo, foi informado que o Iron Maiden havia tocado para mais de 2 milhões de pessoas pelo mundo durante os dois anos.[80]

No BRIT Awards de 2009, o Iron Maiden recebeu um prêmio na categoria “Melhor banda britânica ao vivo”.[81] Com votação do público, dizem que a banda venceu com ampla vantagem de votos.[82]

Em 20 de janeiro de 2009, a banda anunciou que eles iriam lançar um filme-documentário completo em alguns cinemas em 21 de abril de 2009. Intitulado Iron Maiden: Flight 666, foi filmado durante a primeira parte da Somewhere Back in Time World Tour entre fevereiro e março de 2008.[83] Flight 666 foi co-produzido pela Banger Productions e foi distribuído nos cinemas pela Arts Alliance Media e EMI, com sub-distribuição da D&E Entertainment nos Estados Unidos.[84] O filme foi lançado nos formatos Blu-rayDVD e CD em maio e junho, encabeçando as paradas musicais de DVD em 22 países e recebendo inúmeros certificados de vendas.[80][85]

The Final Frontier e Maiden England World Tour (2010–2014)

Em 5 de junho de 2010, o site oficial da banda revelou capa, data de lançamento e faixas do álbum The Final Frontier, bem como disponibilizou a faixa “El Dorado” para download.[86] 4 dias depois, iniciaram uma turnê mundial para promoção do álbum, The Final Frontier World Tour em DallasEstados Unidos. A turnê passou em 2011 pelo Brasil e por Portugal.

The Final Frontier foi lançado em agosto de 2010, e estreou no topo das paradas de 28 países.[87][88] O álbum marcou um retorno da banda ao Compass Point Studios para as gravações.

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Amostra de “El Dorado“, música escolhida como único single do álbum The Final Frontier. A canção ganhou um Grammy Award, por Melhor Performance Metal de 2011.[7]

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Após concluída a turnê, a banda lançou um DVD com a apresentação no Estadio Nacional de Chile em 10 de Abril de 2011, em Santiago, com o título En Vivo!, em 26 de Março de 2012. Além do show, o DVD conta também com um documentário contando os bastidores da tour, o clipe promocional e o making of de “Satellite 15…The Final Frontier” e um vídeo da introdução dos shows.

Em 2012 a banda iniciou a Maiden England World Tour, pela qual fizeram uma digressão com nome e repertório baseados no vídeo Maiden England, de 1989. Inicialmente a turnê passou somente pela América do Norte, mas no ano seguinte eles foram à Europa e América do Sul.

No início de 2013, Steve Harris fez uma pequena tour europeia com sua banda solo para divulgar seu álbum British Lion. Em setembro de 2013 o Iron Maiden apresentou-se no Rock in Rio V como atração principal na última noite do evento,marcando sua terceira participação na história do festival. Ainda como parte da Maiden England World Tour, a banda fez a última parte da digressão em meados de 2014 pela Europa, totalizando exatos 100 shows pelo mundo.

Atividade recente (2014-presente)

Em setembro de 2014, Nicko McBrain e Adrian Smith foram filmados enquanto assistiam a Copa Davis de tênis em Paris, o que levava a crerem que a banda estava na França compondo um novo disco, já que este tem sido um costume deles em seus últimos lançamentos.[89]

Logo do início de 2015, foi divulgada a notícia que Bruce Dickinson tinha sido acometido por um câncer na língua, mas que já havia iniciado o tratamento, com fortes expectativas de cura pelos médicos. Em fevereiro de 2015, Nicko McBrain, em entrevista à rádio 98.7 The Gater, revelou que a banda já havia composto e gravado o novo álbum e que ele “já está pronto para sair”, mas que seguraram o seu lançamento devido à doença de Bruce Dickinson.[90] Em maio, o vocalista foi declarado totalmente livre da doença pelos especialistas.[91]

Em 18 de junho de 2015, o Iron Maiden anunciou oficialmente seu décimo sexto disco de estúdio, chamado The Book of Souls.[92] O álbum, que conta com onze composições distribuídas em disco duplo, foi lançado em 4 de setembro de 2015 via Parlophone Records, gravadora com a qual a banda assinou após o fim da EMI Music em 2013. Desta vez a capa do CD foi desenhada por Mark Wilkinson, que já havia contribuído anteriormente com as capas do Live at Donington e do Best of the ‘B’ Sides.

The Book of Souls obteve maior sucesso crítico e comercial que seu antecessor, The Final Frontier, vendendo cerca de 60 mil cópias na Inglaterra na primeira semana e tornando-se o quinto álbum da banda a chegar ao topo das paradas musicais britânicas. Uma turnê mundial de promoção ao disco foi iniciada em fevereiro de 2016 com datas marcadas para todos os continentes, na qual realizaram seus primeiros shows na China, em El Salvador e Lituânia. A digressão conta novamente com Dickinson pilotando o avião de viagens da banda, que agora é um Boeing 747-400. Em setembro de 2016 foam anunciados novos shows para 2017 como parte da mesmo tour.

Estilo musical

O Iron Maiden quase nunca aborda temáticas como drogassexobebida ou mulheres. As letras das músicas da banda são baseadas geralmente em literatura (“Brave New World” é baseada em Admirável Mundo Novo, “Flight of Icarus” no mito de Ícaro, “Rime of the Ancient Mariner” no poema homônimo, “Phantom of the Opera” no romance homônimo, ‘Sign of the Cross” é baseada no romance O Nome da Rosa), cinema (“Where Eagles Dare” vem de Desafio das Águias, “The Wicker Man” de O Homem de Palha e “Out of the Silent Planet” de O Planeta Proibido) e em fatos históricos (“Powerslave” é baseada nos Faraós, “Alexander the Great” na vida de “Alexandre, o Grande“), principalmente batalhas (“Run to the Hills” na guerra dos colonos americanos com os Sioux, “The Trooper” na Batalha de Balaclava, “2 Minutes to Midnight” na Guerra do Vietnã, “Afraid to Shoot Strangers” na Guerra do Golfo, “Paschendale” na Primeira Guerra Mundial, “Aces High” e “The Longest Day” na Segunda Guerra Mundial).

Steve Harris, baixista do Iron Maiden e principal compositor,[93] afirmou que suas influências vem de Black SabbathDeep PurpleLed ZeppelinUriah HeepPink FloydGenesisYesJethro TullThin LizzyUFO e Wishbone Ash.[94] Em 2010, Harris disse: “Eu acho que se qualquer um quiser entender o que significa a base do som do Maiden, especialmente as harmonias de guitarra, deve conhecer bandas como Genesis e Jethro Tull. Depois você combina tudo com riffs pesados e velocidade, e então você chega lá”.[95] Em 2004, ele explicou que o “peso” da banda foi inspirado por “Black Sabbath e Deep Purple com uma pitada de Zeppelin.”[94] E, acima de tudo, Harris desenvolveu seu próprio estilo de tocar, o qual o guitarrista Janick Gers descreve que “é como com uma guitarra base”,[96] citando que é responsável pelo estilo galopante do ritmo das músicas, evidenciado em canções como “The Trooper” e “Run to the Hills“.[97]

Cada um dos guitarristas da banda, Dave MurrayAdrian Smith e Janick Gers, tem suas próprias influências individuais e um estilo de tocar. Dave Murray é conhecido por sua técnica legato, a qual ele alega ter desenvolvido naturalmente: “Eu ouvia Jimi Hendrix usando legato quando eu era jovem, e eu gostei daquele som.”[98] Afirmando que fora “mais inspirado pelo blues do que pelo metal”, Adrian Smith foi influenciado por Johnny Winter e Pat Travers, levando-o a ser um guitarrista “mais melódico”.[99] Janick Gers, por outro lado, prefere um estilo mais improvisado, fortemente inspirado por Ritchie Blackmore, o qual ele afirma contrastar com o som “rítmico” de Smith.[100]

O cantor Bruce Dickinson, que tipicamente colabora com o guitarrista Adrian Smith,[22] tem um estilo vocal operístico, inspirado por Arthur BrownPeter HammillIan Anderson e Ian Gillan,[101] e é usualmente considerado um dos melhores vocalistas de heavy metal de todos os tempos.[102] Embora Nicko McBrain tenha recebido apenas créditos por apenas uma música, no álbum Dance of Death,[103] Harris frequentemente consulta-o enquanto está desenvolvendo novas canções. Adrian smith comentou: “Steve adora tocar com ele. [Eles] costumam trabalhar por horas com suas bases de baixo e bateria.[104]

No decorrer de sua carreira, o estilo da banda permaneceu praticamente intacto, com exceção das guitarras sintetizadas inseridas em Somewhere in Time (1986),[105] o teclado usado em Seventh Son of a Seventh Son (1988),[24] e a tentativa de retorno a uma produção mais “crua” com o disco No Prayer for the Dying em 1990.[106] Nos anos recentes, entretanto, a banda começou a abordar elementos mais progressivos em suas canções,[107] o que Steve Harris descreve como “não tão progressivo no sentido moderno, como Dream Theater, mas parecido como era nos anos 1970″.[108] De acordo com Harris, Seventh Son of a Seventh Son foi o primeiro álbum da banda “mais progressivo”,[109] enquanto eles apenas entrariam de cabeça no estilo com The X Factor (1995), o qual ele afirma que é “uma extensão do ‘Seventh Son’, no sentido dos elementos progressivos criados nele”.[34] O desenvolvimento contrasta com o som cru e pouco polido do início da carreira do Iron Maiden,[95] que o Allmusic afirma que “era claramente uma reinterpretação dos elementos de punk rock“,[110] embora Harris negue isso.[111]

Imagem e legado

O Iron Maiden ficou na posição 24 no ranking dos “100 Melhores Artistas de Hard Rock” do canal VH1,[112] na 4ª posição das “10 Maiores Bandas de Heavy Metal de Todos os Tempos”, segundo a MTV,[113] e em nº3 na lista “Top 20 Bandas de Metal” do VH1 Classic. A banda também recebeu em 2002 um Prêmio Ivor Novello por seu sucesso internacional[114] e foi adicionada à Calçada da Fama de Hollywood quando estavam em turnê pelos EUA em 2005.[6]

A banda frequentemente usa o slogan “Up the Irons” nos encartes de seus discos e vende vários conteúdos oficiais, como camisetas, contendo a frase que fora inspirada no lema “Up the Hammers”, usado pelos fãs do clube inglês West Ham United, do qual o baixista Steve Harris é torcedor fanático (possui, há décadas, um adesivo do clube em um de seus baixos).[115]

O mascote Eddie the Head é uma figura fixa nas capas de ficção e terror criadas pela banda, bem como em cenários de shows.[22] Originalmente era uma máscara incorporada nos equipamentos dos palcos, a qual expelia sangue falso durante os shows, que acabaria sendo transformada em um personagem presente na capa do disco de estreia dos britânicos, desenhada por Derek Riggs.[22] Eddie foi desenhado exclusivamente por Riggs até 1992, época na qual a banda começou a contratar vários artistas diferentes, incluindo Melvyn Grant.[22] Eddie também faz-se presente no jogo eletrônico de tiro da banda chamado Ed Hunter, bem como em numerosas camisas, pôsteres e outros produtos oficiais do grupo.[22] Em 2008, ele foi premiado com o “Icon Award” no Metal Hammer Golden Gods, enquanto o Gibson.com descreve-o como “o ícone de metal mais reconhecível no mundo e também um dos mais versáteis”.[116]

O distinto logotipo do Iron Maiden está presente em todas as capas de lançamentos da banda desde o EP The Soundhouse Tapes de 1979. A fonte tem origem no pôster de Vic Fair desenhado para o filme de ficção científica The Man Who Fell to Earth de 1976,[117] também usada por Gordon Giltrap, embora Steve Harris afirme que ele próprio desenhou-o, utilizando suas habilidades como desenhista arquitetônico.[118]

Influência em outros artistas

De acordo com a Guitar World, a música do Iron Maiden “influenciou gerações de novas bandas de metal, desde antigas como o Metallica até atuais como o Avenged Sevenfold“, com o baterista Lars Ulrich do Metallica comentando que ele “sempre teve um grande respeito e admiração por eles”.[95][119] Kerry King, do Slayer, afirmou que “eles significavam muito para mim no meu início de carreira” e Scott Ian do Anthrax disse que “eles causaram um grande impacto na minha vida”.[120]

M. Shadows do Avenged Sevenfold declarou que o Iron Maiden “é de longe a melhor banda ao vivo no mundo e sua música é atemporal”, enquanto o cantor Matt Heafy do Trivium comentou que “sem o Iron Maiden, o Trivium não existiria”.[119] O frontman do SlipknotCorey Taylor, disse que “Steve Harris faz mais com quatro dedos do que qualquer um que eu tenha visto. E Bruce Dickinson? Cara! Para mim, ele é um cantor quintessencial do heavy metal old-school. Ele pode atingir notas que são absurdas, além de ser um grande showman. Tudo neles me fez ser um fã. E não tem um cara que eu conheci que não tenha tentando desenhar o Eddie em seus livros escolares”.[121] Ademais, sua música também ajudou Jesper Strömblad do In Flames a formar o gênero melodic death metal, o qual declarou que queria combinar death metal com os sons melódicos de guitarras do Iron Maiden.[122]

Outros artistas de heavy metal também citam a banda como influência, incluindo Chris Jericho, cantor do Fozzy,[123] Cam Pipes, vocalista do 3 Inches of Blood,[124] Vitaly Dubinin, baixista do Aria,[125] e Mikael Åkerfeldt, guitarrista e cantor do Opeth.[97] Os antigos e atuais membros do Dream TheaterJohn PetrucciJohn Myung e Mike Portnoy, também já disseram ter o Iron Maiden como uma de suas maiores influências quando a banda foi formada.[126]

Menções na mídia

O nome da banda já foi mencionado em muitas canções, como nos singles “Teenage Dirtbag” do Wheatus, “Back to the 80’s” do grupo de dance-pop dinamarquês Aqua e em “Fat Lip” do Sum 41.[127][128][129] O Iron Maiden também foi citado nas músicas “Heart Songs” do Weezer (do álbum auto-intitulado, de 2008),[130] “Psycho Joe” do Blues Traveler (do álbum Straight on till Morning, de 1997)[131] e em “Eddie, Bruce and Paul” do NOFX (do álbum Coaster, de 2009), a qual o Sputnikmusic descreve como “uma explicação bem-humorada da saída de Paul Di’Anno“.[132] A banda sueca de power metal Sabaton também fez referência ao grupo britânico em suas canções “Metal Machine”, “Metal Crue” e “Metal Ripper”, com as primeiras mencionando várias canções do Iron Maiden (“Fear of the Dark” e “Afraid to Shoot Strangers“),[133] e a última incluindo letras de “The Number of the Beast“.[134]

Em 2008, a Kerrang! lançou um álbum intitulado Maiden Heaven: A Tribute to Iron Maiden, composto por covers de músicas do Iron Maiden tocadas por artistas como Metallica, Machine Head, Dream Theater, Trivium, Coheed and Cambria, Avenged Sevenfold e outros que foram influenciados diretamente pelo Iron Maiden durante suas carreiras.[119] Em 2010, o Maiden uniteD, uma banda-tributo acústico que consiste nos membros de AyreonThreshold e Within Temptation, lançaram Mind the Acoustic Pieces, uma reinterpretação do álbum Piece of Mind completo.[135] Existem ainda vários outros discos cover do Iron Maiden (com participação de vários artistas), incluindo homenagens de piano, electro, quartetos de violinistas e hip-hop.[136]

As canções da banda já foram utilizadas na trilha sonora de diversos videogames, incluindo Carmageddon 2Grand Theft Auto: Vice CityGrand Theft Auto IV: The Lost and DamnedTony Hawk’s Pro Skater 4SSX on Tour e Madden NFL 10.[137][138] Elas também aparecem nas séries de jogos musicaisRock Band,Guitar Hero e Guitar Flash. As música do Iron Maiden também já apareceram em filmes, como Phenomena e Murder by Numbers;[139][140] por sua vez, o desenho animado Beavis and Butt-head da MTV já comentou positivamente vários clipes da banda.[141]

Bill Forster, autor dos brinquedos Transformers, é um fã confesso do Iron Maiden e fez diversas referencias à banda, incluindo letras de músicas e a frase “Up the Irons” em seus livros, como nas séries The Ark e The AllSpark Almanac.[142]

Acusações de referências satânicas

Em 1982, a banda lançou um de seus mais populares, controversos e aclamados álbuns, The Number of the Beast. A capa e a faixa-título levaram grupos cristãos dos Estados Unidos a acusarem a banda de ser satanista, encorajando as pessoas a destruir cópias do lançamento.[143] O empresário da banda, Rod Smallwood, comentou posteriormente que os cristãos inicialmente queimavam as gravações, mas depois decidiram destruir eles próprios usando martelos com medo de inalar a fumaça dos vinis em chamas.[144] Porém, as acusações não restringiram-se apenas aos EUA; organizações religiosas esforçaram-se para impedir que a banda se apresentasse no Chile em 1992.[145]

Em contramão das acusações, a banda sempre negou a ideia de serem satanistas, com o vocalista Bruce Dickinson afirmando isso em pleno palco, como pode ser visto no vídeo Live After Death.[146] Desde então, Steve Harris comentou que “Foi uma coisa maluca. Eles perderam a noção completamente. Eles obviamente não leram as letras. Apenas queriam que todos acreditassem que fôssemos satanistas.”[22] Harris também já afirmou que a canção “The Number of the Beast” foi inspirada em um pesadelo que ele teve após assistir o filme Damien: Omen II, e também foi influenciado por Tam o’ Shanter de Robert Burns.[22][144] Para além disto, o baterista Nicko McBrain é batizado como cristão desde 1999.[147]

Ed Force One

Fotografia da cauda do Ed Force One.

Para a turnê Somewhere Back in Time World Tour em 2008 e 2009, o Iron Maiden contratou o Boeing 757 da Astraeus Airlines como transporte. O avião foi convertido em uma combinação mista, a qual possibilitava carregar a banda, sua equipe e os equipamentos de palco, e também permitindo ao grupo tocar em países os quais anteriormente eram considerados logisticamente inacessíveis. O avião foi repintado com uma temática do Iron Maiden, o qual a companhia decidiu manter depois de receber feedback positivo de clientes. A aeronave, nomeada “Ed Force One” após uma enquete no site oficial da banda, foi pilotada por Bruce Dickinson, visto que o cantor também é piloto em voos comerciais da Astraeus, e ganhou bastante destaque no premiado documentário Iron Maiden: Flight 666, o qual foi lançado em cinema de 42 países em abril de 2009.

Um avião diferente foi usado na The Final Frontier World Tour em 2011 com uma pintura alterada, adotando a arte do álbum The Final Frontier, e aparece várias vezes no documentário “Behind the Beast” de 2012. Para a turnê The Book of Souls World Tour de 2016, o grupo resolveu usar um Boeing 747-400 que era da Air France, fornecido pela Air Atlanta Icelandic e customizado pela Volga-Dnepr Gulf, o qual disponibilizava mais espaço sem precisar converter tanto a aeronave para carregar os equipamentos.

Integrantes

Ver artigo principal: Lista de membros de Iron Maiden

Discografia

Ver artigo principal: Discografia de Iron Maiden
Álbuns de estúdio

Turnês

Ver artigo principal: Turnês de Iron Maiden

Prêmios

Ver também

Referências

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Ligações externas

Wikipédia

Fonte: RS Notícias: Iron Maiden – História virtual