O pré-candidato à Presidência da República e atual governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), propôs mudanças rigorosas nos critérios de manutenção de benefícios sociais, sugerindo que o pagamento seja condicionado à aceitação de vagas de trabalho formais. Em entrevista ao programa Canal Livre, Zema criticou a atual dependência dos auxílios governamentais, afirmando que o modelo vigente estaria gerando uma “geração de imprestáveis” ao desestimular a busca por emprego com carteira assinada. O político assegurou que não pretende extinguir os programas, mas focar o combate a fraudes e impedir que o recurso público seja destinado a pessoas que, segundo ele, preferem o benefício à ocupação profissional.
A proposta de Zema prevê a utilização do Sistema Nacional de Emprego (Sine) para monitorar as ofertas de trabalho enviadas aos beneficiários. Pelo modelo apresentado, o cidadão que recusar uma oportunidade formal sem justificativa plausível poderia perder o auxílio. O pré-candidato citou exemplos de países europeus para sugerir que a obrigatoriedade de aceitação ocorresse a partir da segunda oferta recebida. Segundo Zema, o objetivo central da reforma é garantir que a assistência social funcione como uma rede de proteção temporária para quem realmente necessita, evitando que os programas se tornem um obstáculo para o crescimento do mercado de trabalho formal no Brasil.
