O governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), acirrou o debate eleitoral ao defender mudanças estruturais nas leis trabalhistas e nos programas de assistência social do país. Em declarações recentes, o político sugeriu a flexibilização da legislação para permitir que adolescentes menores de 16 anos exerçam atividades profissionais formais, citando o modelo norte-americano de tarefas simples, como a entrega de jornais, como exemplo a ser seguido. Embora a Constituição Brasileira proíba o trabalho de menores de 16 anos — exceto na condição de aprendiz a partir dos 14 —, Zema argumentou que o contato precoce com o trabalho, de forma compatível com a idade, auxilia na formação do indivíduo, rebatendo críticas de que estaria incentivando o trabalho infantil predatório.
Paralelamente à pauta trabalhista, o pré-candidato apresentou propostas rígidas para o programa Bolsa Família, focadas em um processo que denominou como “desmame”. Zema defende uma auditoria profunda para combater fraudes e a implementação de mecanismos que incentivem a transição dos beneficiários para o mercado de trabalho formal, visando evitar a dependência de longo prazo do Estado por pessoas aptas ao emprego. Essas diretrizes consolidam sua plataforma liberal para o pleito de 2026, priorizando o incentivo à empregabilidade e a redução do assistencialismo, o que tem gerado intensa repercussão entre especialistas e opositores políticos.
