Dólar fecha em leve alta a R$ 5,12 com queda do petróleo e cautela antes do Fed

 

 

A queda de 4% do petróleo e a cautela antes da decisão de juros do Federal Reserve (Fed) nos Estados Unidos explicam a leve alta do dólar ante o real nesta terça-feira, 28.

Embora a moeda americana tenha recuado contra a maioria das divisas fortes e emergentes, o Brasil, como exportador líquido de petróleo, teve os termos de troca deteriorados. O dólar à vista chegou a tocar a mínima de R$ 5,1097 (-0,05%) no início da tarde, mas voltou a subir e fechou a R$ 5,1223, alta de 0,20%, após máxima de R$ 5,1301 pela manhã. O contrato futuro para agosto subia 0,14%, a R$ 5,1260, enquanto o índice DXY, que mede o dólar contra seis moedas fortes, recuava 0,11%.

“Amanhã tem decisão de juros nos EUA, e há um movimento de certa cautela. O pessoal prefere ficar mais tomado em dólar do que exposto em real, naturalmente dá uma puxadinha no câmbio”, resume o operador Fernando Cesar, da corretora AGK.

Para o CEO da Gravus Capital, Ricardo Trevisan, o câmbio vive um “compasso de espera clássico numa véspera de Fed”. O cenário-base é de manutenção dos juros americanos entre 3,5% e 3,75%, mas o presidente do Fed, Kevin Warsh, tem adotado discurso mais duro contra a inflação. Banco of America e Citi avaliam que dois membros votantes do Fomc podem votar por alta de juros, embora o FedWatch aponte 70% de chance de manutenção.

O IPCA-15 de julho, que desacelerou de 0,41% para 0,06%, abaixo do piso de 0,17% projetado, também foi monitorado. O dado reforça apostas de mais cortes da Selic. O diferencial de juros entre Brasil e EUA ainda sustenta o carry trade, mas vem diminuindo.

A conta corrente de junho, com déficit de US$ 2,23 bilhões, abaixo da mediana de US$ 2,3 bilhões, ajudou a sustentar o real.

Bolsa e juros

O Ibovespa fechou em alta de 0,70%, a 176.564,75 pontos, pela segunda sessão seguida, chegando a romper os 178 mil pontos pela manhã. O movimento foi puxado pelo IPCA-15 fraco, queda do petróleo Brent para outubro (-4,41%, a US$ 82,08) e expectativa de acordo entre EUA e Irã.

Petrobras ON subiu 0,80% e PN 0,49%, mesmo com o petróleo em queda. Itaú PN avançou 0,40% e Santander units 1,13%. Vamos (+5,05%) e Hapvida (+4,02%) lideraram os ganhos, enquanto Telefônica Brasil (-5,98%) e Tim (-5,81%) caíram após balanços.

Nos juros futuros, as taxas caíram em toda a curva. O DI para janeiro de 2027 recuou de 13,908% para 13,865%, e o para janeiro de 2031, de 14,585% para 14,465%. O mercado precifica cerca de 90% de chance de corte de 0,25 ponto da Selic em agosto e 40% para setembro.

Fonte: Dólar fecha em leve alta a R$ 5,12 com queda do petróleo e cautela antes do Fed

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