O diário do doutor Anthony Fauci abriu-se como uma Caixa de Pandora. E ali começaram a aparecer parte dos males pelos quais ele foi perdoado de forma preventiva, ampla e incondicional, por tudo o que fez desde 2014 à frente do National Institute of Allergy and Infectious Diseases e como conselheiro médico do presidente Biden.
O início das revelações e a recusa em responder ao Comitê de Segurança Nacional do Senado dos Estados Unidos já explicam por que Biden, no dia 19 de janeiro do ano passado, véspera de deixar a Casa Branca, assinou aquele perdão sem que o país soubesse, à época, de quais crimes exatamente Fauci estava sendo perdoado.
Quando a pandemia passou, foi instalada uma CPI no Congresso. O objetivo de atingir Bolsonaro não havia sido alcançado, e a comissão virou um circo. Senadores como Otto Alencar, médico, Omar Aziz, Eliziane Gama e Renan Calheiros hostilizavam a ponto de quase agredir fisicamente quem era chamado a depor e defendia o tratamento precoce.
Protegidos pelo artigo 53 da Constituição, que lhes garante inviolabilidade civil e penal por quaisquer palavras e opiniões, os senadores falaram à vontade. Mas quem foi contra o tratamento – principalmente a mídia – tem responsabilidade pelas milhares de mortes.
A mesma imprensa que faz extensas reportagens sobre curandeirismo e sobre supostas curas do câncer com raízes, folhas e chás, continua negando a eficácia evidente do tratamento que curou tanta gente e evitou tantas mortes.
Os diários do doutor Fauci mostram que ele sabia dos resultados e se calou. O projeto já havia sido descrito por seu conterrâneo Thomas Sowell, três décadas antes.
A História cobrará a conta de todos eles, se é que a consciência já não está cobrando.
Fonte: O perdão a Fauci e a Caixa de Pandora de seus diários
