TRE-RS multa Manuela d’Ávila em R$ 5 mil por fake news contra Marcel van Hattem e confirma remoção de posts

 

 

A Justiça Eleitoral do Rio Grande do Sul confirmou a decisão que determinou a remoção imediata de publicações veiculadas nas redes sociais pela candidata Manuela d’Ávila (PSol) e aplicou uma multa de R$ 5 mil à sua campanha por divulgação de fato sabidamente inverídico contra o candidato ao Senado Marcel van Hattem (Novo).

A controvérsia teve origem quando Manuela associou uma doação eleitoral de R$ 100 mil realizada pelo empresário Rui Denardin a Van Hattem ao crime organizado. Nas publicações veiculadas no Instagram, Facebook e X, o doador foi acusado de ser acionista de uma instituição financeira investigada e de ter lavado dinheiro para o PCC.

Contudo, a relatora do processo no TRE-RS, desembargadora federal Vânia Hack de Almeida, explicou que as investigações relativas ao banco ocorreram em 2015, cerca de sete anos antes de a holding de Denardin adquirir participação na instituição. O tribunal destacou que apurações direcionadas a uma pessoa jurídica não autorizam, sem elementos concretos e individualizados, a imputação pessoal do crime de lavagem de dinheiro ao doador.

Assim, por se tratar de “uma grave descontextualização com capacidade de induzir os eleitores em erro”, a decisão do processo nº 0602002-89.2026.6.21.0000 confirmou a remoção definitiva do conteúdo, condenou a representada ao pagamento da multa e determinou a preservação dos metadados pelas plataformas digitais.

Nota da assessoria de Manuela D’Ávila:

É fato que Van Hattem recebeu uma doação de R$ 100 mil de Rui Denardin, empresário que possui participação em grupo com vínculo com o Banco Luso Brasileiro, instituição que foi alvo de apurações no contexto da Operação Fim da Linha. Isso você pode conferir no site de divulgação de contas e em matérias jornalísticas sobre a investigação do banco.

A decisão da Justiça Eleitoral determinou a retirada do conteúdo porque a publicação atribuía pessoalmente a Rui Denardin a prática de lavagem de dinheiro para o PCC, afirmação que, segundo a magistrada, não tinha respaldo documental nos autos.

Expedição brasileira vai explorar abismos do Atlântico a 4,5 mil metros de profundidade entre Brasil e África

Uma expedição científica brasileira partirá neste domingo, 20, de Fortaleza (CE) para mapear e explorar a Zona de Fratura Romanche, uma formação submarina de aproximadamente 1 mil quilômetros de extensão, composta por uma sequência de montanhas e vales, localizada a meio caminho entre a Costa Nordeste do Brasil e Oeste do Continente Africano.

Batizada de The Gap, a iniciativa usará um rover e um submarino autônomo, pilotados a partir do navio de pesquisa Falkor (too). Os equipamentos serão usados para mapear duas áreas e coletar amostras de rochas e de vida marinha em paredes submarinas que chegam a 4,5 mil metros de profundidade.

A região é marcada pela ocorrência da chamada ressurgência equatorial, fenômeno em que águas mais frias e ricas em nutrientes chegam à superfície. O processo é provocado principalmente pelos ventos alísios e contribui para o aumento da população de organismos microscópicos que estão na base da cadeia alimentar marinha.

Segundo o professor José Angel Perez, da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), que lidera a expedição, o objetivo principal é entender a relação entre a ressurgência e as comunidades que vivem em grandes profundidades. “Nosso principal foco é identificar e mapear a relação da ressurgência com as comunidades profundas, além de estudar a dinâmica das correntes e a morfologia dos habitats de fundo.”

Desvendando os Mecanismos do Oceano Profundo

A equipe deve chegar à região da Zona de Fratura Romanche por volta de 25 de setembro. Nos primeiros dois dias, os pesquisadores vão utilizar uma sonda acústica instalada no navio para fazer o mapeamento da área. Depois, será utilizado o SuBastian, um robô operado remotamente capaz de chegar a 4,5 mil metros de profundidade. O equipamento será responsável pela coleta de amostras e poderá ser acompanhado em transmissões ao vivo com narração pelo canal do Schmidt Ocean Institute, responsável pelo patrocínio da expedição e pelo fornecimento dos equipamentos.

Nas áreas consideradas mais promissoras, os pesquisadores também utilizarão um submarino autônomo, capaz de se aproximar do fundo e produzir mapas com precisão de centímetros. O procedimento será repetido em uma segunda área, mais próxima da costa africana.

“É uma coisa nova pra mim também, mas acho muito gratificante a gente poder trabalhar e mostrar para todo mundo, para o mundo inteiro, cada momento disso”, conta Perez. O grupo também fará algumas chamadas, em tempo real, com instituições de ensino já selecionadas.

Resultados e Colaborações Internacionais

O grupo liderado por Perez é composto por outros 5 professores universitários brasileiros (2 da Univali, 1 da USP, 1 da UFRGS e 1 da UFES), 7 estudantes, 1 pesquisador e a tripulação. No total, 25 especialistas de cinco nacionalidades farão parte da equipe, que deve desembarcar em Gana em 26 de outubro.

Eles utilizam o navio de pesquisas Falkor (Too), cedido pelo Schmidt Ocean Institute (SOI), instituição que fomenta pesquisas sobre os oceanos. Em 2026 o SOI promove outras oito expedições no Atlântico Sul e Caribe, todas sem fins lucrativos e com o compromisso, por parte das equipes científicas, de disponibilização pública dos resultados das pesquisas. A expectativa da equipe é que os primeiros resultados sejam sistematizados em cerca de dois anos.

A Univali integra o Programa de Mar Profundo, do Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas (Inpo), tendo participado, desde 2009, de expedições desta natureza, com outras expedições nos anos de 2013, 2018, 2019, 2022 e 2025.

 Com Moinhos de Vento e Mãe de Deus, Brasil tem 33 hospitais entre os melhores do mundo em ranking da Newsweek

O Brasil tem 33 hospitais listados entre os mais especializados do mundo conforme ranking internacional World’s Best Specialized Hospitals 2027, divulgado nesta quinta-feira, 17, e elaborado pela revista americana Newsweek em parceria com a consultoria Statista.

A Newsweek avalia 13 especialidades médicas com base em reputação, acreditação e dados obtidos por meio de uma pesquisa anual sobre a implementação de Medidas de Resultados Relatados pelo Paciente (PROMs). O levantamento reúne até 300 hospitais em cardiologia e oncologia; 250 em pediatria; 175 em gastroenterologia; 150 em cirurgia cardíaca, endocrinologia, neurologia, ortopedia e pneumologia; 125 em neurocirurgia, urologia e obstetrícia e ginecologia; e 100 em nefrologia.

Destaques entre os hospitais brasileiros

Entre os hospitais brasileiros, o Einstein Hospital Israelita é o que mais se destaca no ranking, com a liderança em oito das 13 especialidades que têm representantes do País: cardiologia, endocrinologia, gastroenterologia, neurologia, neurocirurgia, obstetrícia e ginecologia, ortopedia e pneumologia.

O Hospital Sírio-Libanês aparece em primeiro lugar entre as instituições brasileiras em urologia e oncologia. Em cirurgia cardíaca, a liderança nacional é do InCor (Instituto do Coração). O A.C.Camargo Cancer Center ocupa a primeira posição brasileira em pediatria, enquanto o Hospital do Rim e Hipertensão se destaca em nefrologia.

A cidade de São Paulo reúne 21 das 33 instituições brasileiras incluídas no levantamento. O Rio de Janeiro aparece na sequência, com sete hospitais, enquanto Porto Alegre tem dois: Hospital Moinhos de Vento e Hospital Mãe de Deus. Belo Horizonte, Campinas e Curitiba contam com uma instituição cada. No ranking de 2026, o Brasil tinha 22 instituições listadas.

Concentração regional de excelência

No ranking global da Newsweek, os Estados Unidos concentram a liderança em dez especialidades. A Alemanha aparece em primeiro lugar em duas áreas, neurologia e nefrologia, enquanto o Canadá lidera em pediatria.

Lista completa dos hospitais brasileiros

Belo Horizonte

  • Mater Dei Hospital Santo Agostinho

Campinas

  • Hospital das Clinicas da Unicamp de Campinas

Curitiba

  • Hospital Pequeno Príncipe

Porto Alegre

  • Hospital Mãe de Deus
  • Hospital Moinhos de Vento

Rio de Janeiro

  • Clinica São Vicente
  • Hospital Américas
  • Hospital Barra D’Or
  • Hospital Copa D’Or
  • Hospital Copa Star
  • Hospital Pró-Cardíaco
  • Hospital Quinta D’Or

São Paulo

  • A.C. Camargo Câncer Center São Paulo
  • BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo
  • Einstein Hospital Israelita
  • GRAACC – Instituto de Oncologia Pediátrica (IOP)
  • HCOR (Hospital do Coração)
  • Hospital Alemão Oswaldo Cruz
  • Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo
  • Hospital do Rim e Hipertensão
  • Hospital e Maternidade Santa Joana
  • Hospital e Maternidade Sepaco
  • Hospital Infantil Sabará
  • Hospital Municipal Infantil Menino Jesus
  • Hospital Samaritano Higienópolis
  • Hospital Santa Catarina Paulista
  • Hospital São Luiz Itaim
  • Hospital São Paulo – UNIFESP
  • Hospital Sírio-Libanês
  • Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia
  • Instituto do Câncer do Estado de São Paulo
  • Instituto do Coração (InCor)

Trump anuncia acordo com Dinamarca para controle permanente de segurança na Groenlândia

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira ter fechado com a Dinamarca um acordo que concede aos Estados Unidos um “controle permanente” da segurança na Groenlândia, o que impediria Rússia e China de instalar bases nesse território autônomo, controlado por Copenhague.

Trump insistia em que Washington precisava controlar a Groenlândia por razões estratégicas, o que alarmou a Dinamarca, aliada da Otan, e provocou uma reação dura da aliança. Tanto a Dinamarca quanto a Groenlândia comemoraram o acordo anunciado hoje pelo presidente americano, e disseram que ele será assinado durante a Assembleia Geral da ONU, na próxima semana.

Controle militar e bases no Ártico

“A partir de agora, nenhum adversário dos Estados Unidos poderá ter uma base na Groenlândia, presença militar na Groenlândia ou realizar investimentos sensíveis na Groenlândia sem a nossa aprovação expressa por escrito”, afirmou Trump, acrescentando que Washington começará a construir imediatamente uma presença militar importante no território, localizado no Ártico.

Durante o fórum econômico de Davos, em janeiro, Trump fechou um suposto acordo com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, cujos termos permanecem vagos. A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, saudou “a perspectiva de um bom acordo para a Groenlândia, o reino da Dinamarca e os Estados Unidos”. Segundo ela, isso seria “bom para a Otan e a Europa”. Já o chefe de governo da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, ressaltou que o pacto “fortalece” a segurança no território.

Trump não deu detalhes sobre o acordo, e não se sabe se ele tem relação com o que foi negociado com Rutte. Segundo vários veículos, os Estados Unidos querem abrir três novas bases militares no sul da Groenlândia, além da base de Pituffik, que possuem no norte do território. Um acordo de defesa de 1951, atualizado em 2004, já permite a Washington aumentar o envio de tropas e as instalações militares na ilha, desde que informe previamente a Dinamarca e a Groenlândia.

Tensões diminuem na região

No auge da crise, Trump não descartou o uso da força para tomar o território, que tem uma população de 57.000 habitantes, o que preocupou a União Europeia e a Otan. Desde então, a tensão diminuiu, e, em uma aparente tentativa de apaziguar Trump, a Otan lançou uma nova missão para reforçar a segurança no Ártico.

Polícia encontra passagem secreta e R$ 765 mil na casa do ex-vereador Milton Leite, preso por ligação com o PCC

A Polícia Civil e o MP-SP encontraram uma passagem secreta e R$ 765 mil em dinheiro na casa do ex-vereador Milton Leite em Sorocaba, no interior de São Paulo. Leite era procurado desde a manhã de quinta-feira, 17, após ser alvo de um mandado de prisão temporária no âmbito da Operação Vectura Corrupta, deflagrada pela Polícia Civil e pelo MP-SP para apurar a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no sistema de transporte público da capital paulista.

Leite foi vereador por sete mandatos consecutivos e presidiu a Câmara Municipal por seis anos. Ele deixou a Câmara ao final de 2024, após 28 anos no Legislativo. Mesmo sem mandato, continuou atuando e tendo influência na política. A polícia apura a possibilidade de ter ocorrido um vazamento da operação, uma vez que Leite ficou mais de 24 horas foragido. Dos 16 mandados de prisão temporária autorizados pela Justiça, 11 foram cumpridos até o momento.

Outras cinco pessoas, incluindo o presidente do Água Santa, Paulo Sirqueira Korek Farias, ainda estão foragidas. A ação de quinta-feira é um desdobramento da Operação Dercúrio, deflagrada em agosto de 2024 contra um esquema de lavagem de dinheiro do tráfico de drogas operado pelo PCC.

Na época, a investigação revelou uma complexa rede de comunicação usada pela facção para manter contato entre integrantes da “Sintonia Restrita” e da “Sintonia dos Gravatas”, além de projetos para lançar faccionados como candidatos nas eleições municipais.

A Justiça autorizou o mandado de prisão temporária contra Leite sob a justificativa de que ele é “citado nominalmente por diversas vezes como responsável direto pela operação de algumas das empresas controladas pelo PCC”. “Somado a isso, há declarações de policiais militares, em procedimento que tramita no Tribunal de Justiça Militar, de que ele seria o dono de fato da empresa Transwolff”, disse o desembargador Sergio Ribas em sua decisão.

A Transwolff é uma empresa de ônibus que foi alvo da Operação Fim da Linha, do MP-SP, em 2024. A companhia foi investigada sob suspeita de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC e teve o contrato com a Prefeitura de São Paulo cancelado.

A empresa nega ligação com a facção. A defesa da Transwolff afirmou que Leite nunca teve participação societária na empresa, nem atuou na gestão ou deu ordens a funcionários. Segundo os advogados, qualquer afirmação nesse sentido é equivocada e não corresponde à realidade.

Fonte: TRE-RS multa Manuela d’Ávila em R$ 5 mil por fake news contra Marcel van Hattem e confirma remoção de posts

Deixe um comentário