Bleona: a diva albanesa que trocou os palcos de 70 mil pessoas por Hollywood

 

O nome completo é Bleona Qereti, nascida em 14 de maio de 1979 em Korçë, na Albânia. Mas no mundo da música, ela é só Bleona — e lá, “diva” é pouco para ela. 

A carreira começou absurdamente cedo. Aos 5 anos, ela já era elenco fixo da “Casa dos Pioneiros”, a versão albanesa do Clube do Mickey. Cantora, violinista, apresentadora e atriz, ela se tornou a primeira verdadeira popstar do país, lotando shows para 70 mil pessoas e estampando mais de 40 capas de revistas. São mais de 7 milhões de discos vendidos no mundo.

Em 2009, com tudo dominado em casa, Bleona fez o que poucos artistas do Leste Europeu ousavam: largou tudo e foi tentar a América sozinha, sem gravadora grande, sem time, sem padrinho. Na raça. E deu certo. Multi-língue, com voz potente e uma persona brash e sem filtro, ela estourou na parada da Billboard Dance Club com hits como “I Don’t Need Your Love” (#1) e “Take You Over” (#3), trabalhando com nomes como Timbaland, Rodney Jerkins e David Foster.

A música abriu a porta para o que ela sempre quis: o cinema.

Bleona sempre foi uma “triple-threat” — canta, atua e produz. Nos EUA, começou a aparecer em séries e filmes de ação ao lado dos ícones do gênero:

  • True Justice (2012) – ao lado de Steven Seagal
  • 211 (2018) – o thriller de assalto a banco com Nicolas Cage
  • Dead Trigger (2017) – com Dolph Lundgren
  • Paper Empire (2024) – série com Wesley Snipes e Denise Richards

E agora, o papel que está fazendo o Brasil procurar o nome dela: Missão Suicida (Chief of Station, 2024). Dirigido por Jesse V. Johnson, o thriller de espionagem traz Aaron Eckhart como Ben, um ex-chefe da CIA que descobre que a morte da esposa pode não ter sido um acidente. Bleona vive Bianca, uma personagem chave nessa conspiração que junta ainda Olga Kurylenko, Alex Pettyfer e Chris Petrovski.

Longe de ser só uma participação, é o ponto alto de uma transição que ela vem construindo há mais de uma década: da menina prodígio da Albânia que quebrou tabus e foi pioneira do movimento de empoderamento feminino e apoio à comunidade LGBTQ+ no país, para uma atriz independente que faz suas próprias regras em Hollywood.

Hoje, baseada em Los Angeles, ela segue entre dois mundos: solta álbuns produzidos por Timbaland, faz shows com ingressos esgotados e, ao mesmo tempo, escolhe papéis de mulheres fortes, perigosas e sofisticadas em filmes de ação — exatamente como ela é na vida real.

Fonte: Bleona: a diva albanesa que trocou os palcos de 70 mil pessoas por Hollywood

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