Reforma ou venda: como decidir o melhor para seu patrimônio

 

Se você tem um imóvel parado, herdado ou está pensando em investir, essa dúvida sempre aparece: vendo do jeito que está, reformo para vender mais caro, ou compro um imóvel velho justamente para reformar e lucrar?

A resposta não é uma só. Ela depende de três fatores: localização, custo da obra e seu objetivo – morar, alugar ou girar capital.

1. Reforma ou venda direta?

Venda como está quando:

  • O imóvel está em bairro de alta demanda e o comprador já procura para reformar
  • A reforma necessária é estrutural (troca de telhado, elétrica e hidráulica completas, infiltração grave) – o custo pode passar de 40% do valor do imóvel
  • Você precisa de liquidez rápida

Reforme para vender quando:

  • O imóvel tem boa estrutura, mas está desatualizado – piso antigo, cozinha fechada, banheiro dos anos 90
  • A diferença entre o valor atual e o valor do metro quadrado reformado no mesmo bairro é maior que 25%
  • Você consegue fazer uma reforma inteligente, não uma reforma completa de gosto pessoal

Regra de ouro do mercado: nunca gaste mais de 30% do valor de venda estimado com a reforma. Se o imóvel reformado vale R$ 500 mil, seu teto de obra é R$ 150 mil, incluindo material, mão de obra e taxas.

2. Vale a pena comprar um imóvel para reformar e vender?

Sim, e é uma das estratégias mais lucrativas hoje no Brasil, conhecida como flip imobiliário. Mas só funciona com conta na ponta do lápis.

Onde está o lucro:

  • Imóveis com mais de 20 anos, de inventário, ou com proprietários com pressa de vender costumam sair 15% a 30% abaixo do mercado
  • Uma reforma pontual bem feita pode valorizar de 20% a 50% em bairros de classe média em Porto Alegre, São Paulo e Curitiba

O que mais valoriza e custa pouco:

  1. Planta: Integrar sala e cozinha (conceito aberto) é o que mais paga
  2. Iluminação e elétrica: trocar pontos de luz amarelada por luz neutra e sanca
  3. Banheiros: trocar louças, metais e revestimento – retorno quase garantido
  4. Piso: porcelanato claro de grande formato unifica e moderniza
  5. Fachada e porta de entrada: primeira impressão vende

O que NÃO fazer: reforma com muito gosto pessoal – porcelanato estampado, cozinha toda preta, nichos de gesso em excesso. O comprador quer base neutra para colocar a personalidade dele.

Faça sempre 3 orçamentos e tenha 15% de reserva para imprevistos. O maior erro de quem começa é achar que vai gastar R$ 50 mil e gastar R$ 90 mil.

3. Quanto uma reforma pode valorizar um imóvel?

Na média nacional:

  • Reforma leve (pintura, iluminação, marcenaria básica, paisagismo): investimento de R$ 10 mil a R$ 30 mil – valorização de 10% a 15%
  • Reforma média (cozinha, banheiros, pisos, esquadrias): investimento de R$ 40 mil a R$ 120 mil – valorização de 20% a 35%
  • Reforma completa + melhoria de planta: valorização pode chegar a 50%, mas risco e prazo dobram

Estudo do Secovi-SP mostra que cozinha e banheiro reformados são os itens que mais aceleram a venda – imóvel reformado vende em média 60% mais rápido que o imóvel original.

4. O que vale mais a pena: construir ou reformar?

Construir vale a pena quando:

  • Você já tem o terreno em localização valorizada
  • Quer uma casa 100% do seu jeito e planeja morar mais de 7 anos
  • O custo do metro quadrado para construir na sua cidade (hoje entre R$ 2.500 e R$ 4.500/m² no padrão médio) ainda é menor que comprar pronto

Reformar vale a pena quando:

  • Você quer morar em bairro consolidado, onde não há mais terrenos
  • O imóvel tem boa estrutura e recuos – reformar é até 40% mais rápido que construir
  • Seu objetivo é investimento de curto prazo (12 a 18 meses)

Para patrimônio, construir dá mais lucro a longo prazo. Para giro de capital, reformar é mais rápido e exige menos dinheiro inicial.

5. Quais andares são mais valorizados?

Em prédios, o andar influencia diretamente no preço do m²:

Mais valorizados:

  • Cobertura: pode valer 30% a 50% a mais que o andar padrão
  • Andares altos (acima do 10º em prédios com mais de 15 andares): vista livre, menos barulho, mais privacidade – prêmio de 10% a 20%
  • 1º e 2º andar com pátio/jardim privativo: muito procurado por famílias com pets e crianças

Menos valorizados:

  • Térreo sem pátio: desvaloriza 10% a 15% por questão de segurança e barulho
  • Andares muito baixos voltados para rua barulhenta (1º ao 3º): perdem valor
  • Andar logo abaixo da cobertura: risco de infiltração e calor se a laje não for bem isolada

Em Porto Alegre, a lógica se mantém: na região do Moinhos, Bela Vista e Petrópolis, andar alto com vista para o Guaíba ou para o parque é o que mais valoriza. Já em bairros mais familiares, o andar baixo com jardim vende mais rápido.

Decisão final em 3 perguntas:

  1. Se eu reformar, consigo vender por pelo menos 1,3x (valor de compra + reforma)?
  2. Tenho tempo e equipe para acompanhar a obra ou vou terceirizar tudo?
  3. Esse bairro paga por imóvel reformado ou o comprador prefere preço baixo?

Se a resposta da 1 for SIM e você tem equipe, vá de reforma. Se precisa de dinheiro rápido ou a obra é estrutural, venda como está e parta para o próximo.

Quer que eu monte uma planilha rápida de viabilidade? Me diga um exemplo: valor do imóvel hoje, bairro e quanto você estima gastar na reforma que eu calculo o lucro potencial.

Fonte: Reforma ou venda: como decidir o melhor para seu patrimônio

SURUBA INSTITUCIONAL E A INDÚSTRIA DO PODER

SURUBA INSTITUCIONAL E A INDÚSTRIA DO PODER

Dando seguimento ao compartilhamento de textos produzidos por pensadores que analisam, comentam e emitem opinião, sobre as PRECÁRIAS CONDIÇÕES DO NOSSO EMPOBRECIDO BRASIL, cujo progresso não é obra do acaso e/ou fruto de mera incompetência, mas de algo MUITO BEM PLANEJADO pelo PT e partidos aliados, quem assina o editorial de hoje é o pensador Alex Pipkin, autor do oportuno conteúdo que leva o título -SURUBA INSTITUCIONAL E A INDÚSTRIA DO PODER-. Eis:

BEM-VINDO À SURUBA

– Existe no Brasil uma indústria que não produz um único parafuso e, ainda assim, movimenta fortunas. Sua matéria-prima é o ESTADO. Seu produto é a proximidade da caneta.

Você quer evidências? Abra os jornais. Banqueiros, escritórios de advocacia, ministros, relatórios secretos, suspeitas de blindagens e autoridades discutindo quem pode investigar quem. Tragicômico.

O cidadão comum tenta atravessar esse labirinto de lama e, no terceiro parágrafo, já perdeu a conta de quem investiga, quem é investigado, quem julga, quem contrata e quem conhece quem.

Bem-vindo à suruba institucional.

ESCÁRNIO

Não se trata de condenar o investigado da semana antes das provas. Minha pergunta é anterior e mais indecente. Por que construímos um Estado no qual estar perto de quem manda pode valer mais do que produzir?

James Buchanan ganhou o Nobel ajudando a desmontar uma farsa providencial. O homem não atravessa a porta do Estado e deixa seus interesses no cabide. Continua sendo a mesma criatura, sensível a dinheiro, prestígio, amizade, influência e poder. A posse altera o cargo; jamais altera a espécie.

O problema do Estado hipertrofiado não é apenas seu custo escorchante. É quanto passa a valer sua captura. Quanto mais o poder pode conceder, proibir, tributar, subsidiar, investigar, perdoar, interpretar e excepcionar, mais valiosa se torna a proximidade da caneta. Criamos o mercado e depois simulamos espanto com os compradores. Escárnio.

PERGUNTA INDECENTE

Corrupção também é caráter. O corrupto escolhe ser corrupto e deve responder por isso. Mas uma sociedade adulta não desenha suas instituições esperando que homens poderosos sejam santos. Faz o contrário, limitando o poder porque conhece o homem. Por aqui, preferimos procurar o canalha da semana. A cada novo escândalo, exigimos sua cabeça e preservamos a máquina que tornou tão lucrativo chegar perto dele. Trocamos os homens. Mantemos o prêmio. A grande sacanagem é outra. Não é haver gente disposta a comprar influência, mas termos construído um Estado no qual a influência pode valer uma fortuna. O escândalo muda de nome. A mercadoria continua a mesma. Enquanto autoridades pronunciam democracia, Estado de Direito e, naturalmente, povo, permanece uma pergunta indecente. Depois de tanto tempo disputando, protegendo e investigando o poder, quando sobra tempo para o povo?

Eu não quero um Estado menor porque acredito na bondade dos homens. Quero um Estado menor exatamente porque conheço o bicho. Estado necessário, sim. Mastodonte, não. A caneta, sempre menor que o ego de quem a segura.

Pontocritico.com

Fonte: SURUBA INSTITUCIONAL E A INDÚSTRIA DO PODER

Após TSE impedir associação de Lula a ditadores em 2022, presidente volta a defender Maduro e cita Saddam Hussein

 

E pensar que o TSE de Alexandre de Moraes impediu a campanha de Jair Bolsonaro em 2022 de fazer qualquer ligação de Lula com ditadores.

Pois bem, hoje fica demonstrado que essas ligações são umbilicais.

Lula (PT) voltou a criticar a operação dos Estados Unidos, em janeiro, que culminou na captura do ditador Nicolás Maduro.

E, desta vez, fez algo muito pior. Evocou outro ditador, Saddam Hussein.

“Sabe, mataram o Saddam Hussein. Até agora não acharam nenhuma arma química. Eu fico me perguntando até quando o mundo vai ficar subordinado a mentiras”, disse Lula.

É injustificável, sob qualquer argumento, sair em defesa de ditadores.

Povo nenhum merece viver escravizado por ditadores, sem paz e sem liberdade.

Fonte: Após TSE impedir associação de Lula a ditadores em 2022, presidente volta a defender Maduro e cita Saddam Hussein