A DITADURA PERFEITA

A DITADURA PERFEITA

O texto -A DITADURA PERFEITA -AS ELEIÇÕES ACONTECIAM NA DATA MARCADA, OS VOTOS ERAM CONTADOS E A CONSTITUIÇÃO ERA CITADA COM REVERÊNCIA-, escrito pelo ex-presidente da Federação Interamericana de Advogados, André de Almeida, publicado no jornal O Globo de ontem, 20/9,  precisa ser lido, relido e compartilhado. Eis:

FERRAMENTA JURÍDICA ELÁSTICA

Houve um país em que ninguém precisou fechar o Congresso. As eleições aconteciam na data marcada, os votos eram contados, e a Constituição era citada com reverência em cada discurso oficial. Havia oposição, jornais, sindicatos e uma Suprema Corte. Visto de fora, era uma democracia. Visto de dentro, era outra coisa.

Um escritor estrangeiro, num debate transmitido pela televisão desse país, disse em voz alta o que muitos sussurravam: aquilo era uma “ditadura perfeita”. Perfeita porque não parecia ditadura. Não precisava de tanques nas ruas; bastava controlar as instituições que deveriam controlá-la.

Toda DITADURA PERFEITA precisa de uma ferramenta jurídica elástica. Nesse país, ela chamava de criminoso quem difundisse ideias que, a juízo das autoridades, perturbassem a ordem pública. Ninguém sabia onde terminava a opinião e começava o delito, e essa era a virtude da norma. Com base nela, um grande líder da oposição foi preso. Questionada, a Suprema Corte declarou a lei constitucional. O governo não perseguia opositores: protegia a ordem.

O tipo penal vago não precisa ser aplicado a todos. Basta que todos saibam que pode ser.

FALEI DO MÉXICO

A comissão que organizava as eleições era presidida por um ministro do governo, e os resultados eram validados pelos próprios eleitos. O partido governante disputava a eleição, apitava o jogo e homologava o placar. Quando alguém reclamava, a resposta vinha pronta: as instituições estavam funcionando normalmente. E estavam, exatamente como haviam sido desenhadas.

Não havia censura declarada. As verbas de publicidade oficial irrigavam as redações amigas. Partidos de oposição existiam, mas viviam do que o governo lhes concedia: registro, cadeiras e dinheiro público. A oposição não era ameaça. Era álibi. A Suprema Corte tinha ministros togados e sessões solenes, mas, nas questões que importavam ao poder, não decidia contra o governo.

Havia jantares de bilionários, em que o presidente e seus ministros pediam aos banqueiros o financiamento da campanha do partido. Um deles esvaziou os bancos que comprou na privatização para financiar o partido, e o rombo foi pago com dinheiro público.

Sindicatos, pessoas humildes e servidores foram organizados em setores ligados ao partido, em troca de cargos, verbas e benefícios. Um líder sindical ficou décadas no comando do país. Tudo se fazia em nome da democracia, palavra inscrita no lema oficial do partido. Quem criticava a Justiça e o governo atacava a democracia, suas conquistas e a própria nação.

Havia eleições, que o partido não podia perder. Havia imprensa, e havia o custo de exercê-la. Havia juízes, e havia a previsibilidade de suas sentenças. Havia leis, elásticas quando o alvo era o adversário. E havia a palavra democracia, pronunciada mais do que em qualquer outro lugar. Se o leitor pensou no Brasil, enganou-se. Falei do México.

QUALQUER SEMELHANÇA É MERA COINCIDÊNCIA

O país foi governado pelo mesmo partido de 1929 a 2000, o PRI a partir de 1946. A expressão “DITADURA PERFEITA” é de Mario Vargas Llosa, em 1990. O crime de dissolução social vigorou de 1941 a 1970, e o líder preso foi o dirigente ferroviário Demetrio Vallejo. A Comissão Federal Eleitoral era presidida pelo secretário de Governo. Em 1976, José López Portillo foi o único candidato presidencial registrado. A Suprema Corte validou o artigo 145 em 1960, no caso do muralista Siqueiros. O banqueiro é Carlos Cabal Peniche. O lema do PRI é “Democracia e justiça social”.

O regime caiu em 2000, quando o PRI perdeu, pela primeira vez, uma eleição presidencial, para Vicente Fox. Qualquer semelhança é mera coincidência. E, se não for, talvez valha perguntar por quê.

Pontocritico.com

Fonte: A DITADURA PERFEITA

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Informações do Produto

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Fonte: Celular Samsung Galaxy A57 256GB 5G 8GB RAM Azul Escuro 6,7″ Câm Tripla + Selfie 12MP

A IMPRENSA QUIMIOTERÁPICA

 

 

Finalmente parece que O Estadão, mesmo a destempo, decidiu retomar seu famoso Manual de Redação e Estilo (tenho dois exemplares) e localizar os adjetivos corretos para nomear a cena política nacional.

Pena que o faz com enorme atraso histórico, inócuo para estagnar os danos que o Brasil veio acumulando pela sua conivência obtusa.
À guisa de silenciar os apoiadores e o próprio
líder da direita – ao invés de apontar com justeza os vários erros e excessos – a imprensa destruiu o único bastião então capaz de equilibrar o fiel da balança da nossa suposta democracia.
Grito bem alto: não sou bolsonarista! Jair careceu de vários atributos, mas não deveria/poderia ter sido massacrado. Era parte necessária e indispensável no equilíbrio do jogo.
O que a imprensa lacaia e míope conseguiu com seus folhetins difamatórios e discursos de golpismo foi transformar o palco político numa gangorra fincada num lado só.
Objetivo atingido, o resultado aí está: o poder total exercido sem pudor algum, encharcado de corrupção (dos dois lados, diga-se), num envoltório de deslealdade para com o povo e danos de difícil reparação ao país inteiro.
Este STF é parte do sistema e sempre esteve aí, com seu saiote rosa choque bem à vista. Só Carolina não viu…
O que temos hoje é a Hydra gigantesca da corrupção descarada, que cresceu sob os apupos servis dos jornalistas que, presunçosos por natureza, creem firmemente que são detentores da Verdade Absoluta, nada obstante serem incapazes de um MÍNIMO exercício mental projetivo.
E nem adentrarei a seara dos interesses escusos que possam ter, limitando-me a abordar só a incompetência mesmo.
A imprensa destruiu a saúde do sistema quando se empenhou em devastar qualquer anticorpo (e nem ouso dizer que o existente fosse eficaz, sozinho) encharcando as manchetes com seus “achadinhos da Shopee” contra o lider da oposição. E tão obnubilados estavam que só UMA jornalista – Malu Gaspar – conseguiu puxar
um fiozinho da gigante fábrica tecelã de desvios de dinheiro e causar um grande e sonoro “Ohh!!
Será mesmo que só ela viu, após o final da Lava Jato? O que puderam os “espertos jornalistas” imaginar desde o funesto enterro da Operação? Que todo o emaranhado de criminosos foi convertido para alguma seita budista e abandonaram o crime?
Em suma, essas pomposas criaturas cheias de arrogância e presunçosa sabedoria conseguiram transformar o corpo do país num paraíso impune para as células cancerígenas ao destruirem o contrapeso à farsa Lulista e sua rede de envolvidos. Parabéns pelas crenças cegas, pelo olhar curto e pela vaidade que nutrem e tanto criticam.
Imprensa burra, que não entendeu sequer que a diferença entre o remédio e o veneno é a dose.

Post de Renata Di Pierro

Fonte: https://www.facebook.com/100000277508224/posts/29041423505450181/?rdid=pFukhQwD758TXXb7#

Fonte: A IMPRENSA QUIMIOTERÁPICA

Festas de Vorcaro, a crise do STF e a pulverização de pesquisas marcam eleições 2026

Direto ao Ponto | Podcast

Mauren Xavier e Flavia Bemfica analisam os bastidores e os principais fatores que impactam a reta final do processo eleitoral de 2026. A discussão aborda a centralização do noticiário na crise do STF, escândalos e desdobramentos sobre ministros, as controvérsias das festas de Vorcaro, a proliferação e disparidades metodológicas nas pesquisas eleitorais, a abstenção do eleitorado, estratégias e desafios nas campanhas proporcionais e para o Senado no Rio Grande do Sul. Será que teremos uma reviravolta nas urnas? O que você acha que vai definir essa eleição? Deixe sua opinião nos comentários! 👇 Não esqueça de deixar o seu like, inscrever-se no Correio do Povo Play e ativar o sininho para acompanhar as análises mais afiadas das Eleições 2026! 🔔 ⏱️ Capítulos 00:00 🚨 A Cortina de Fumaça: Por que as Eleições Ficaram em Segundo Plano? 01:31 ⚖️ O STF no Centro das Atenções: O Caso Banco Master e Festas de Vorcaro 05:32 🤷‍♂️ O Risco da Desinformação e o Eleitor Afastado do Processo 08:29 📊 A “Guerra” das Pesquisas Eleitorais e a Manipulação de Cenários 12:50 🗳️ O Jogo Estratégico: Voto Útil e a Aposta de Decisão no 1º Turno 18:22 🏛️ O Poder Oculto do Legislativo: Como a Câmara “Sequestrou” o Orçamento 21:30 🤝 A Estratégia de “Venda Casada” no Senado (PL/Novo vs. MDB e PDT) 25:52 📱 O Perigo dos Cortes de 30 Segundos e Fakes no WhatsApp antes da Votação 29:21 📚 Dica de Leitura de Flávia Benfica: Ensaio Sobre a Cegueira 31:18 👋 Encerramento do Podcast In Off #Eleicoes2026 #EleicoesRS #Politica #PoliticaBrasileira #STF #CorreioDoPovo #PesquisasEleitorais #Senado #SenadoFederal #RioGrandeDoSul #BastidoresDaPolitica #CenárioPolitico Inscreva-se ► https://bit.ly/38pSA0M Leia mais notícias ► http://correiodopovo.com.br Clique e siga nossas redes sociais: Facebook ►   / correiodopovo   Twitter ►   / correio_dopovo   Instagram ►   / correiodopovo   Linkedin ► https://bit.ly/2XGxAQq

Fonte: Festas de Vorcaro, a crise do STF e a pulverização de pesquisas marcam eleições 2026