Empréstimo pessoal: quando faz sentido e quando é armadilha

 

 

Empréstimo pessoal é uma das ferramentas mais rápidas para conseguir dinheiro no Brasil. Em 5 minutos cai na conta. Justamente por isso, é também uma das que mais machuca o bolso quando usado no momento errado.

Não existe empréstimo bom ou ruim. Existe contexto. O mesmo empréstimo que pode salvar uma empresa pode destruir um orçamento familiar. Vamos separar os dois lados.

Quando FAZ SENTIDO pegar empréstimo pessoal

Esqueça a ideia de que todo empréstimo é sinal de descontrole. Em 3 cenários ele é uma ferramenta inteligente:

1. Para trocar uma dívida cara por uma barata
Esse é o melhor uso de todos. Se você tem R$ 8.000 no cartão de crédito pagando 15% ao mês e consegue um empréstimo pessoal a 3% ao mês para quitar tudo, você acabou de reduzir seus juros em 80%. Você não criou uma dívida nova, você trocou uma dívida de agiota por uma dívida civilizada.

2. Para um investimento que vai te dar retorno maior que os juros
Pega empréstimo para fazer um curso que vai aumentar seu salário em R$ 1.500? Faz sentido. Pega para comprar uma máquina que vai fazer sua empresa faturar mais R$ 3.000 por mês? Faz sentido. A conta é simples: o retorno tem que ser maior que o custo dos juros.
Exemplo: empréstimo de R$ 10.000 em 24x de R$ 550 (total R$ 13.200). Se esse dinheiro te gera R$ 1.000 a mais por mês, em 10 meses já pagou o empréstimo e ainda lucra.

3. Para uma emergência real e inevitável
Geladeira queimou, problema de saúde, carro que você usa para trabalhar quebrou. Emergência não é “apareceu uma promoção de passagem”. Emergência é aquilo que se você não resolver agora, vai te custar mais caro depois.

Se for para esses 3 motivos, faça com regra: pegue apenas o valor que precisa, nunca o máximo que o banco oferece, e escolha o menor prazo que sua parcela aguenta.

Quando é ARMADILHA

Aqui é onde 70% das pessoas caem. Fique atento a esses sinais de alerta:

1. Para pagar conta do dia a dia
Se você precisa de empréstimo para pagar mercado, luz ou aluguel, o problema não é falta de empréstimo. É falta de orçamento. O empréstimo vai tapar o buraco de um mês e criar um buraco maior nos próximos 12, 24 meses. É a receita da bola de neve.

2. Quando a parcela cabe, mas o total é um absurdo
O banco adora te mostrar a parcela: “Só R$ 299 por mês!”. Mas esconde o total. Um empréstimo de R$ 10.000 em 48x de R$ 399 = R$ 19.152 no final. Você pagou quase dois empréstimos. Sempre pergunte: “Quanto vou pagar no total?” e calcule o Custo Efetivo Total (CET), não só os juros.

3. Para realizar desejo por impulso
iPhone novo, festa, roupa de marca, viagem que você não se planejou. O banco libera na hora porque ele quer que você compre por emoção. Se você pode esperar 3 meses e se planejar, não é motivo para empréstimo. É motivo para juntar.

4. Empréstimo para nome sujo com promessa fácil demais
“Sem consulta ao SPC, dinheiro na hora mesmo negativado!” 99% das vezes é golpe. Ou te cobram uma taxa adiantada para liberar e somem, ou os juros são de mais de 20% ao mês. Nenhum banco sério libera dinheiro sem analisar risco.

Checklist de 4 perguntas antes de assinar

Antes de clicar em “contratar”, responda com sinceridade:

1. Eu preciso mesmo ou eu quero? Se for “quero”, pare.
2. Eu já pesquisei em 3 lugares diferentes? Nunca pegue na primeira oferta. Simule no seu banco, em uma fintech e em uma cooperativa. A diferença pode ser de 50% nos juros.
3. A parcela cabe se eu tiver um imprevisto de R$ 500 no mês? Se a resposta for não, o prazo está muito curto ou o valor muito alto.
4. Qual o CET e qual o valor total? Se o atendente não te informar claramente, não assine.

Empréstimo pessoal é como um remédio forte: na dose certa e na hora certa, cura. Usado todo dia para qualquer dor, vicia e intoxica.

A melhor hora para contratar um empréstimo é quando você não está desesperado por ele. Quando você está calmo, consegue negociar juros, comparar e escolher. Quando está desesperado, aceita qualquer coisa.

Fonte: Empréstimo pessoal: quando faz sentido e quando é armadilha

Cartão de crédito: aliado ou vilão? Como usar a seu favor

 

 

O cartão de crédito é uma das ferramentas financeiras mais amadas e mais odiadas do Brasil. Para alguns, ele é sinônimo de praticidade, milhas e cashback. Para outros, é o começo de uma bola de neve de dívidas.

A verdade é que o cartão em si não é nem vilão, nem mocinho. Ele é uma ferramenta. O que define o resultado é como você usa.

Quando o cartão vira vilão

O problema nunca é o limite, é a ilusão que ele cria. O vilão aparece em 3 situações muito comuns:

1. Quando você confunde limite com renda. Ter R$ 5.000 de limite não significa que você pode gastar R$ 5.000. Se sua renda é de R$ 3.000, o limite é só um empréstimo caro que o banco está te oferecendo.

2. Quando você paga só o mínimo. Esse é o erro mais caro do país. Hoje, os juros rotativos do cartão passam de 400% ao ano. Pagar o mínimo de R$ 300 de uma fatura de R$ 2.000 pode transformar essa dívida em mais de R$ 4.000 em poucos meses.

3. Quando você parcela tudo sem controle. 10x de R$ 50 aqui, 12x de R$ 80 ali. Quando você vê, tem R$ 1.200 de parcelas fixas todo mês pelos próximos 12 meses, e qualquer imprevisto te tira do eixo.

Quando o cartão vira aliado

Usado com estratégia, o cartão pode te fazer ganhar dinheiro e organizar sua vida.

1. Concentre gastos e organize o mês: Use o cartão para tudo que você JÁ iria pagar no débito – mercado, gasolina, farmácia. Assim você tem uma fatura única, sabe exatamente para onde foi o dinheiro e ainda ganha até 40 dias para pagar, deixando seu dinheiro rendendo na conta.

2. Faça o dinheiro voltar: Milhas, cashback e pontos só valem a pena se você não paga juros. Um cartão com 1,5% de cashback te devolve R$ 45 a cada R$ 3.000 gastos. Em um ano, são R$ 540 de volta. Se você pagar juros, esse benefício desaparece na hora.

3. Tenha um seguro gratuito: Quase todo cartão oferece proteção de compra, seguro viagem, garantia estendida e proteção contra roubo/furto. Muita gente paga por esses serviços sem saber que já tem de graça.

4. Construa seu score: Pagar a fatura integral e em dia é uma das formas mais rápidas de aumentar seu score de crédito, o que te ajuda a conseguir juros menores em financiamentos futuros.

As 5 regras de ouro para usar a seu favor

Se você quer ficar do lado do aliado, cole essas regras na geladeira:

Regra 1: A do limite de 30%. Nunca comprometa mais de 30% da sua renda líquida com a fatura do cartão. Se você ganha R$ 4.000, sua fatura ideal não deve passar de R$ 1.200. Isso mantém respiro para imprevistos.

Regra 2: A do pagamento integral. Trate a fatura como uma conta de luz: tem que ser paga 100% todo mês. Se você não tem o dinheiro total para pagar na data, você não tinha dinheiro para comprar.

Regra 3: A da data inteligente. Ajuste o vencimento da sua fatura para 2 ou 3 dias depois do dia que você recebe seu salário. Você recebe, paga e o que sobra é o que pode gastar. Sem sustos.

Regra 4: A do check-up semanal. Não espere a fatura fechar. Uma vez por semana, abra o app e veja quanto você já gastou. Leva 30 segundos e evita aquela surpresa de R$ 2.500 no fim do mês.

Regra 5: A do propósito. Tenha no máximo 2 cartões: um principal para tudo e um reserva. E defina um propósito para o cartão: “esse cartão vai me pagar uma passagem com milhas em 12 meses” ou “esse cartão vai me dar R$ 600 de cashback no ano”. Quando tem propósito, você não gasta à toa.

Um truque final que pouca gente usa:

Crie um “fundo da fatura”. Toda vez que passar o cartão, faça um PIX do mesmo valor para uma caixinha separada na sua conta digital. Comprou algo de R$ 120? Transfira R$ 120 para a caixinha. Quando a fatura chegar, o dinheiro já está lá. Você nunca entra no rotativo e ainda vê o dinheiro render um pouquinho.

No fim das contas, o cartão de crédito não compra nada. Quem compra é você. Ele só antecipa uma decisão que você já tomou. Se a decisão foi consciente, ele é o melhor aliado. Se foi impulsiva, ele cobra caro por isso.

Fonte: Cartão de crédito: aliado ou vilão? Como usar a seu favor

Smartphone Motorola G56 256GB Verde 5G 8GB de RAM 6,7″ Full HD+ Câm. Dupla + Selfie 32MP

 

 

 

Informações do Produto

Smartphone Motorola G56 256GB Verde 5G 8GB de RAM 6,7″ Full HD+ Câm. Dupla + Selfie 32MP

Explore o Motorola G56 na cor Verde, um smartphone que redefine performance e imersão. Com impressionantes 256GB de armazenamento interno e 16GB de RAM (8GB físicos + 8GB RAM Boost), você terá espaço e velocidade de sobra para tudo. Sua tela superimersiva de 6,7″ com HDR10+ e Gorilla Glass 7i, oferece cores vibrantes e resistência para o dia a dia. Capture momentos inesquecíveis com a câmera traseira dupla Sony LYTIA 600 de 50MP (principal) e 8MP (ultra-wide e macro), além de selfies perfeitas com a frontal de 32MP. Experimente a velocidade do 5G em um aparelho completo e elegante. Conta com ultrarresistência militar MIL-STD 810H e certificações IP68 e IP69 com proteção contra água, poeira, areia e jatos em alta pressão. A bateria de 5200mAh oferece até 40 horas de uso.

Link do produto: https://www.magazinevoce.com.br/magazinelucioborges/smartphone-motorola-g56-256gb-verde-5g-8gb-de-ram-67-full-hd-cam-dupla-selfie-32mp/p/240247900/te/mg56/?seller_id=magazineluiza

Fonte: Smartphone Motorola G56 256GB Verde 5G 8GB de RAM 6,7″ Full HD+ Câm. Dupla + Selfie 32MP

Albrecht Dürer – O gênio do Renascimento alemão que dominou a gravura, a pintura e a teoria da arte

 

 

Albrecht Dürer (Nuremberga, 21 de maio de 1471 – Nuremberga, 6 de abril de 1528) foi gravurista, pintor, ilustrador, matemático e teórico de arte alemão, provavelmente o mais famoso artista do Renascimento nórdico. Influenciou artistas do século XVI na Alemanha e nos Países Baixos. Se sua maestria como pintor foi resultado de trabalho árduo, no campo das artes gráficas não teve rival. Suas xilogravuras, consideradas revolucionárias, ainda são marcadas pelo estilo gótico. É considerado o primeiro grande mestre da aquarela, sobretudo em paisagens. No espírito humanista do Renascimento, seus interesses abrangiam geografia, arquitetura, geometria e fortificação.

Conseguiu chamar a atenção do imperador Maximiliano I, que o nomeou pintor da corte em 1512. Viveu provavelmente duas vezes na Itália. Em 1520, após a morte do imperador, partiu para os Países Baixos, visitou cidades do norte e conheceu pintores e letrados como Erasmo de Roterdão. Nos últimos anos, em Nuremberga, dedicou-se a tratados sobre medida e proporções humanas, perspectiva e geometria como elementos estruturantes da obra de arte.

Chegou até nós grande quantidade de documentos pessoais – cartas, textos e desenhos com anotações minuciosas – que permitem compreender sua obra, enriquecida pela fama conquistada ainda jovem.

Biografia – Primeiros anos

Dürer nasceu em Nuremberga, cidade a que esteve intimamente ligado. Seu pai, Albrecht Dürer, o Velho, era ourives de origem húngara, vindo de Ajtós, perto de Gyula, em 1455. Apelidado de “Ajtósi” (fabricante de portas), mudou o nome para Thürer e depois Dürer. O brasão da família contém uma porta aberta. Em 1467, tornou-se mestre ourives e casou-se com Bárbara Hallerin, filha de seu mestre, com quem teve dezoito filhos. Albrecht foi o terceiro.

Como era costume, Albrecht entrou para o ateliê do pai como aprendiz de ourivesaria, onde usou pela primeira vez o cinzel. Foi aí que teve contato com a técnica da gravura, semelhante à de ourives – os melhores gravadores do século XV começaram como ourives.

Aos 15 anos, em 1486, começou como aprendiz de Michael Wolgemut, o artista mais conceituado de Nuremberga, dono de grande ateliê de xilogravuras para livros. Trabalhou lá por três anos. Nuremberga vivia grande prosperidade como centro de publicações.

Nessa etapa formativa, herdou a arte alemã do século XV, com presença da pintura flamenga do gótico tardio de Robert Campin, Jan van Eyck e Rogier van der Weyden. O conceito era empírico, fundamentado na observação. No século XVI, o comércio com a Itália e as ideias humanistas trouxeram novos ideais clássicos. A tarefa que Dürer prosseguiu foi combinar o interesse empírico pelos detalhes naturalistas com os aspectos teóricos da arte italiana. Em cartas ao amigo humanista Willibald Pirckheimer, defendeu que geometria e medidas eram a chave para compreender a arte renascentista.

Seu padrinho, Anton Koberger, abandonou a ourivesaria para se tornar importante editor e impressor. Sua publicação mais famosa foram as Crônicas de Nuremberga, de Hartmann Schedel, em 1493, com 1.809 xilogravuras executadas no ateliê de Wolgemut quando Dürer era aprendiz.

Anos de aprendizagem

Como era costume, Dürer empreendeu os Wanderjahre, anos de viagem de estudo. Partiu em 1490, após a Páscoa, pela Alemanha, Países Baixos, Alsácia, Basileia e Estrasburgo, durante quatro anos. Em 1492 chegou a Colmar para trabalhar com Martin Schongauer, o mais importante gravador do Norte, que já havia morrido em 1491, mas estudou sua obra com os irmãos do artista.

Estes o aconselharam a ir a Basileia, centro de publicações. Lá, em 1492, o editor de Nicolaus Kessler publicou Cartas de São Jerônimo com retrato do santo feito por Dürer. O sucesso lhe rendeu trabalho. Em Basileia e Estrasburgo ilustrou Das Narrenschiff (A Nave dos Loucos), de Sebastian Brant, em 1494.

Dessa fase destacam-se desenhos de grande facilidade no traço, como o autorretrato a ponta de prata aos 13 anos (1484, Galeria Albertina, Viena), um retrato de 1491 (Erlangen) e o autorretrato de 1493 (Louvre), enviado à sua noiva.

Casamento e primeira viagem à Itália

Em 7 de julho de 1494 casou-se com Agnes Frey, filha de rico burguês de Nuremberga, por arranjo familiar. O casamento não teve filhos e foi descrito por contemporâneos como infeliz, embora isso seja contestado.

Em setembro de 1494, com um surto de peste em Nuremberga, viajou a Veneza, deixando a esposa em casa. A passagem pela Itália é atestada por influências de Mantegna, Pollaiuolo e Lorenzo di Credi. Alguns autores citam ainda Mântua e Pádua. Na primavera de 1495 voltou a Nuremberga.

Durante a viagem fez aquarelas de paisagens com rigor de detalhe, como Vista do Castelo de Trento (National Gallery, Londres). São os primeiros estudos puros de paisagem conhecidos na arte ocidental. Também fez estudos naturalistas que originaram a famosa Lebre jovem (1502).

Retorno a Nuremberga

De volta, abriu seu ateliê em 1495 – só permitido a homens casados. Entre 1495 e 1505 produziu grande número de xilogravuras que estabeleceram sua reputação: a série do Apocalipse (1498), com destaque para Os Quatro Cavaleiros, a Grande Fortuna (1501-1502), com proporções vitruvianas, e A Queda do Homem (1504), única onde inscreveu o nome completo.

Embora frequentemente se diga que ele mesmo executava os blocos, nos trabalhos posteriores a escavação era feita por especialistas, os formschneiders, sob sua supervisão.

Teve Frederico III da Saxônia como primeiro cliente de retratos e, em 1496, o Políptico das Sete Dores. Trabalhou nas gravuras da Grande Paixão, Vida da Virgem, Madonas e nus mitológicos. Em 1502 morreu seu pai; a mãe faleceria em 1513.

Segunda viagem à Itália

O veneziano Jacopo de Barbari, conhecido em Nuremberga por volta de 1500, influenciou Dürer com conhecimentos de perspectiva e anatomia, que resultaram em estudos de proporção e na gravura Adão e Eva (1504).

Em 1505 regressou à Itália, a única viagem documentada sem dúvidas. Mudou sua técnica, produzindo têmpera sobre tela, incluindo o Paumgartner e a Adoração dos Magos. Em Veneza, de 1506 a 1507, recebeu encomenda da comunidade germânica para a Igreja de São Bartolomeu: A Adoração da Virgem, ou Festa das Grinaldas de Rosas, depois adquirida por Rodolfo II. Fez também A Virgem com o Menino e um pintassilgo e Cristo entre os Doutores. Conviveu com Giovanni Bellini e visitou Bolonha.

Nuremberga e as obras-primas

Apesar do reconhecimento veneziano, voltou a Nuremberga em meados de 1507, onde permaneceu até 1520. Em 1509 comprou a casa hoje conhecida como Albrecht-Dürer-Haus. Sua reputação espalhou-se pela Europa; Rafael trocava desenhos com ele. Em 1512, Maximiliano I o nomeou pintor da corte.

De 1507 a 1511 pintou intensamente: Adão e Eva (1507), Virgem com a Íris (1508), Ascensão da Virgem (1509) e Adoração da Santíssima Trindade (1511). Completou xilogravuras da Grande Paixão e Vida da Virgem (1511) e segunda edição do Apocalipse.

De 1511 a 1514 concentrou-se em gravuras: Pequena Paixão (37 xilogravuras, 1511) e suas obras-primas em cobre: O Cavaleiro, a Morte e o Diabo (1513), Melancolia I (1514) – que traz o primeiro quadrado mágico na arte europeia – e São Jerônimo em seu estúdio (1514). Para Maximiliano, trabalhou no Arco Triunfal e no livro de orações.

Viagem aos Países Baixos

No verão de 1520, após a morte de Maximiliano e com doenças em Nuremberga, viajou com a esposa aos Países Baixos para buscar novo mecenas. Carlos V o recebeu com honras e o convidou para sua coroação em Aquisgrano. Passou por Colônia, Antuérpia, Bruxelas, Malines, Bruges, Gante e Zelândia. Em Antuérpia produziu São Jerônimo (1521), hoje no Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa, feito para o comerciante português Rodrigo Fernandes. Contraiu doença indeterminada que o afligiu até o fim da vida.

Últimos anos

De volta, começou série de figuras religiosas, mas a saúde e o foco em tratados teóricos reduziram a produção. Poucas pinturas: retrato de Hieronymus Holtzschuher, Madona com o Menino e os dois painéis dos Quatro Apóstolos (1526) – São João com São Pedro e São Paulo com São Marcos. Em cobre, retratos de Frederico, o Sábio, Pirckheimer, Melanchthon e Erasmo de Roterdão.

Publicou em vida Instrução para medições à régua e ao compasso (1525) e Tratado sobre fortificações (1527). Sobre proporção do corpo humano foi publicado postumamente em 1528. Morreu aos 56 anos em 6 de abril de 1528, sepultado no Johannisfriedhof, em Nuremberga.

Dürer gravurista, pintor e arquiteto

Críticos consideram que a força de Dürer reside mais no desenho e na gravura que na pintura, embora pinturas como Adoração dos Magos (1504) e Quatro Apóstolos mostrem monumentalidade e riqueza psicológica. Destacam-se seus desenhos, aquarelas e guaches: Lebre jovem, Pequena Coruja, O Grande Tufo de Ervas, Asa de uma rola e o estudo Mãos em oração (c. 1508).

Como teórico da cidade renascentista, foi o primeiro fora da Itália. Em 1527 publicou Tratado sobre fortificação de cidades, vilas e castelos, com esquema de cidade ideal quadrada, opondo-se a tratadistas italianos como Filarete e Vitrúvio.

Obras de destaque

Gravuras: Apocalipse (1498), Os Quatro Cavaleiros do Apocalipse, Adão e Eva (1504), Vida da Virgem (1511), Pequena Paixão (1511), O Cavaleiro, a Morte e o Diabo (1513), Melancolia I (1514), Rinoceronte (1515).

Suas obras estão na Antiga Pinacoteca de Munique, Galeria Albertina de Viena, Uffizi de Florença, Museu Metropolitano de Arte, Germanisches Nationalmuseum de Nuremberga, Kunsthistorisches Museum de Viena, Museu do Prado e Museu Nacional de Arte Antiga de Lisboa.

Fonte: Albrecht Dürer – O gênio do Renascimento alemão que dominou a gravura, a pintura e a teoria da arte

Panela de Arroz Elétrica Britânia BPA5BI 400W 5 Xícaras

 

 

 

Informações do Produto

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Fonte: Panela de Arroz Elétrica Britânia BPA5BI 400W 5 Xícaras