O guia completo para negociar dívidas e limpar seu nome

Ter o nome sujo não é o fim do mundo, mas viver com ele é caro. Você paga mais juros, não consegue financiar, perde oportunidades e vive apagando incêndio. A boa notícia: no Brasil de hoje, nunca foi tão possível negociar com desconto real e limpar o nome em até 3 dias úteis.

Este é o passo a passo prático, sem conversa de banco, para você sair do vermelho.

1. Primeiro, faça o raio-X da sua dívida

Antes de ligar para qualquer credor, você precisa saber exatamente onde está pisando.

Onde consultar de graça:

  • Serasa: app Serasa ou serasa.com.br
  • SPC Brasil: spcbrasil.org.br
  • Boa Vista SCPC: consumidorpositivo.com.br
  • Registrato (Banco Central): mostra TODOS os seus empréstimos, financiamentos e dívidas bancárias ativas.

Anote em uma planilha simples:

  • Quem você deve (banco, loja, financeira)
  • Valor original / Valor atualizado
  • Há quanto tempo está atrasado
  • Se já foi para cartório ou processo

Ponto crucial: Dívida com mais de 5 anos não pode mais te negativar. Ela continua existindo, mas o credor não pode manter seu CPF no Serasa/SPC por causa dela. Isso é seu poder de negociação.

2. Entenda as 3 regras que os credores não te contam

  1. Desconto maior não é no começo do mês. Os melhores descontos acontecem nos últimos 10 dias do mês, quando o cobrador precisa bater meta, e em mutirões oficiais como o Desenrola e o Feirão Limpa Nome da Serasa (geralmente em novembro e março).
  2. Quem deve muito paga menos, proporcionalmente. Se você deve R$ 10 mil em cartão, é comum conseguir 70% a 90% de desconto para pagamento à vista. A empresa já deu a dívida como prejuízo. Qualquer coisa que entrar é lucro para ela.
  3. Nunca negocie sem ter o dinheiro. Promessa sem pagamento não limpa nome e ainda reinicia o prazo de cobrança. Só feche acordo quando tiver o valor da entrada ou o valor total à vista na mão.

3. A ordem certa para negociar

Não comece pela dívida que mais te envergonha. Comece pela que mais te atrapalha.

Prioridade 1: Contas essenciais com risco de corte
Luz, água, condomínio. Essas não sujam seu nome no Serasa, mas viram ação judicial rápido.

Prioridade 2: Bancos e cartão de crédito
São os que mais negativam e cobram os juros mais altos. Negocie primeiro com quem te negativou.

Prioridade 3: Varejo e financeiras pequenas
Geralmente são as que dão os maiores descontos.

Como abordar:

“Olá, meu CPF é XXX, tenho uma pendência de R$ X. Hoje eu tenho R$ Y à vista para quitar. Qual o máximo de desconto que você consegue fazer para pagamento agora via PIX?”

Nunca diga: “Quanto fica parcelado?” logo de cara. Sempre comece pelo à vista. Se não tiver, aí sim pergunte parcelado.

4. Onde negociar com segurança (e sem cair em golpe)

  • Serasa Limpa Nome: concentra 90% dos grandes credores. Negocia, gera boleto/PIX e já dá a carta de baixa.
  • Acordo Certo / Boa Vista: bom para Casas Bahia, Ponto, Renner, Riachuelo.
  • Direto com o credor: ligue no 0800 oficial da empresa, nunca em número que te ligou.
  • Procon da sua cidade: se a empresa não quer dar desconto ou está te cobrando algo abusivo, o Procon de Porto Alegre e do RS tem feito mutirões presenciais com até 95% de desconto.

Golpe clássico: Nunca pague boleto ou PIX enviado por WhatsApp sem conferir dentro do app oficial da Serasa ou do banco. Golpistas mandam “comprovante de baixa” falso.

5. Paguei. E agora? Como garantir que o nome limpa?

Por lei, após o pagamento da primeira parcela ou do valor à vista, a empresa tem até 5 dias úteis para tirar seu nome dos birôs de crédito.

Faça isso:

  1. Guarde o comprovante de pagamento e o número do acordo (print).
  2. Peça a “carta de quitação” ou “termo de acordo”.
  3. Se em 5 dias úteis não limpar, abra uma reclamação no consumidor.gov.br e anexe os comprovantes. 99% dos casos resolvem em 48h depois disso.
  4. Volte a consultar seu CPF no Serasa 7 dias depois.

6. O plano anti-reincidência (para não sujar de novo)

Limpar o nome sem mudar o sistema é só adiar o próximo sujo.

  • Troque o cheque especial e o rotativo por um parcelado fixo. É o que o Banco Central obriga os bancos a oferecer depois de 30 dias no rotativo. É 5x mais barato.
  • Regra 24h: Toda compra acima de R$ 200, espere 24h para fazer. A maioria das compras por impulso some.
  • Tenha duas contas: Uma onde cai o salário e pagam-se as contas fixas. Outra (digital, sem cartão de crédito) para o dia a dia. O que não está visível, você não gasta.
  • Comece um score novo: Depois de limpo, pegue um cartão de crédito com limite baixo (R$ 300), use 30% dele e pague integralmente. Em 6 meses seu score sobe 150 a 200 pontos.

Limpar o nome não é sobre ter dinheiro sobrando. É sobre usar o pouco que você tem com estratégia: pagar à vista com super desconto, garantir a baixa em 5 dias e fechar as torneiras que te fizeram se endividar.

Fonte: O guia completo para negociar dívidas e limpar seu nome

Charge de Thiago Lucas (@thiagochargista), para o Jornal do Commercio.

#charge de Thiago Lucas (@thiagochargista), para o Jornal do Commercio.

*Thiago Lucas

Post de Jornal do Commercio

Fonte: https://web.facebook.com/story.php?story_fbid=1578506720984269&id=100064748674308&post_id=100064748674308_1578506720984269&rdid=JnyRDzXQl5ILbCot#

Fonte: Charge de Thiago Lucas (@thiagochargista), para o Jornal do Commercio.

Grill Britânia Press 180 1400W – Coletor de Gordura

 

Informações do Produto

Grill Britânia Press 180 1400W

Fazer grelhados incríveis e super saborosos pode ser muito mais simples com o Grill Britânia Press 180! Com dois coletores de gordura, um para cada chapa, nunca foi tão fácil preparar alimentos saudáveis para toda a sua família. Para que você possa preparar desde filés de frango, a sanduíches generosos, conta com placas com ajuste de altura. Além disso, tem abertura de 180º, permitindo que você abra o grill e tenha mais espaço para grelhar seus alimentos. Suas placas são revestidas com antiaderente, assim os alimentos não grudem. Com seletor de temperatura que ajusta a temperatura ideal para cada alimento. Na hora de armazenar, o porta-cordão vai deixar tudo mais organizado e fácil de guardar. Tenha refeições saudáveis e deliciosas com o Grill Britânia Press 180!

Link do produto: https://www.magazinevoce.com.br/magazinelucioborges/grill-britania-press-180-1400w-coletor-de-gordura/p/218917800/ep/epgr/?seller_id=magazineluiza

Fonte: Grill Britânia Press 180 1400W – Coletor de Gordura

O que faz um deputado federal? Entenda as atribuições do cargo em jogo nas eleições de 2026

Câmara tem 513 parlamentares responsáveis por criar leis, fiscalizar o Executivo e discutir o Orçamento da União

As eleições de 2026 vão definir, entre outros cargos, os deputados federais que irão representar os estados na Câmara dos Deputados pelos quatro anos seguintes. Em meio à campanha eleitoral, é comum que candidatos apresentem propostas relacionadas a obras, investimentos e melhorias para determinadas regiões. Mas parte dessas promessas depende de atribuições que não pertencem diretamente ao Legislativo.

A Câmara dos Deputados tem 513 parlamentares. Os deputados federais participam da elaboração das leis, fiscalizam as ações do governo federal e também têm participação no processo de elaboração e execução do Orçamento da União. São funções que envolvem decisões sobre políticas públicas e recursos que alcançam todo o país.

Deputados podem apresentar projetos de lei e analisar propostas encaminhadas por outros parlamentares, pelo governo federal e por outras instituições autorizadas a iniciar o processo legislativo. Os projetos passam, em muitos casos, pelas comissões da Câmara antes de serem levados ao plenário.

Nas comissões, as propostas são discutidas e podem receber alterações. Dependendo do assunto, são realizadas audiências públicas com especialistas, representantes de entidades e outros setores interessados no tema. Depois dessa etapa, os projetos seguem para votação quando necessário.

Os deputados também participam da análise de propostas de alteração da Constituição. Nesse caso, o processo é diferente do utilizado para projetos de lei e exige um número maior de votos para aprovação. As decisões tomadas pelo Congresso alcançam áreas como saúde, educação, segurança, economia, trabalho e direitos sociais.

Fiscalização do Poder Executivo

A Constituição estabelece ao Legislativo a função de fiscalizar o Poder Executivo. Na prática, os parlamentares acompanham as ações do governo federal e podem cobrar informações sobre programas, gastos e decisões administrativas.

A Câmara pode convocar ministros e outras autoridades para prestar esclarecimentos. Os deputados também podem solicitar informações a órgãos públicos e participar de investigações realizadas por meio das Comissões Parlamentares de Inquérito, conhecidas como CPIs.

O Congresso exerce o controle externo da administração federal com o auxílio do Tribunal de Contas da União (TCU), que analisa a aplicação dos recursos e a atuação dos órgãos públicos dentro de suas competências.

Esse papel de fiscalização é uma das razões pelas quais a escolha dos deputados tem impacto sobre o funcionamento do governo federal. Os parlamentares podem apoiar ou fazer oposição às medidas propostas pelo Executivo e também cobrar explicações sobre a condução das políticas públicas.

Emendas parlamentares

A destinação de recursos para estados e municípios é outro tema que costuma aparecer com frequência durante as campanhas eleitorais. Os deputados federais podem apresentar emendas ao Orçamento da União para indicar recursos para determinadas ações e investimentos.

Esses recursos podem ser direcionados para diferentes áreas, de acordo com as regras orçamentárias. Municípios podem receber verbas para projetos e serviços, por exemplo, nas áreas de saúde, infraestrutura e educação.

As emendas podem ser individuais ou coletivas. No caso das emendas individuais, cada parlamentar possui uma parcela do orçamento que pode indicar conforme as regras estabelecidas. Também existem emendas apresentadas conjuntamente por grupos de parlamentares. A indicação de recursos, porém, não significa que o deputado seja responsável pela execução de uma obra.

Se uma prefeitura recebe recursos federais por meio de uma emenda parlamentar para realizar uma obra, cabe ao município executar o projeto, seguindo as regras e procedimentos previstos. O deputado participa da indicação do recurso e pode acompanhar sua aplicação, mas não administra diretamente a obra.

Por isso, o deputado federal não substitui o prefeito ou o governador. Cada cargo possui responsabilidades diferentes. A prefeitura administra os serviços e obras municipais, enquanto o governo estadual cuida das atribuições que pertencem ao Estado. O deputado federal atua no Congresso e tem suas funções voltadas principalmente à legislação, fiscalização e orçamento federal.

Fonte: O que faz um deputado federal? Entenda as atribuições do cargo em jogo nas eleições de 2026

Como escapar do ciclo do cheque especial de uma vez por todas

O cheque especial não é vilão por acaso. Ele é desenhado para ser fácil de entrar e difícil de sair. Você usa R$ 200 para cobrir uma conta, no mês seguinte entram os juros, seu salário já cai menor, você precisa usar de novo. E o ciclo recomeça.

Sair dele exige uma estratégia de choque, não apenas “tentar gastar menos”. Aqui está o plano em 5 etapas que funciona na prática.

1. Pare de normalizar: entenda o tamanho real do problema

O cheque especial hoje tem juros limitados a 8% ao mês por determinação do Banco Central, mas isso ainda significa mais de 150% ao ano. É um dos créditos mais caros do país.

Faça agora:

  • Abra seu app e anote 3 números: quanto você deve hoje no cheque especial, qual a taxa mensal que seu banco cobra, e há quantos meses você está no negativo.
  • Calcule quanto você pagou só de juros nos últimos 3 meses. Esse número costuma ser o gatilho que faz a pessoa mudar de verdade.

Enquanto você estiver vendo o limite como parte do seu salário, você nunca vai sair dele.

2. Corte o oxigênio do ciclo por 30 dias

A regra de ouro: por 30 dias, seu limite não existe.

  1. Ligue para o banco e peça a redução do limite para R$ 0 ou o mínimo possível. Se não quiser fazer por telefone, vá no app > Cheque Especial > Limite. Você continua devendo o que já deve, mas impede que a dívida cresça.
  2. Desvincule o cheque especial do débito automático. Muita gente entra no negativo porque a conta de luz ou o cartão estouram e o banco cobre automaticamente com o cheque. Tire essa autorização.
  3. Mude a data das contas. Concentre vencimentos para 2 dias depois do seu pagamento, não antes.

Esses 30 dias vão doer. É para doer. É o desmame.

3. Troque uma dívida cara por uma barata

Ficar tentando pagar o cheque especial com o próprio salário é enxugar gelo. Você precisa trocar de dívida.

Ordem de prioridade, da melhor para a pior:

a) Portabilidade e renegociação: Ligue para o seu banco e diga literalmente: “Quero encerrar meu cheque especial e trocar por um crédito parcelado. Qual a proposta de vocês?” Bancos preferem perder um pouco de juros do que te perder para outro banco.

b) Empréstimo consignado ou com garantia: Se você é CLT, servidor ou aposentado, o consignado tem juros de 1,5% a 2,5% ao mês. É 4x mais barato que o cheque especial.

c) Parcelamento em até 6x sem juros no cartão ou empréstimo pessoal do seu banco digital: Muitos bancos oferecem crédito parcelado com juros de 3% a 5% para quitar o cheque. Ainda é caro, mas te dá parcelas fixas e previsíveis, que é o que quebra o ciclo.

Regra inegociável: Ao trocar, o dinheiro do empréstimo novo tem que ir direto para zerar o cheque. Não pode cair na conta corrente para você “usar se precisar”.

4. Crie um colchão de R$ 500 antes de querer quitar tudo

Parece contraditório, mas quem tenta pagar toda a dívida e fica com zero na conta volta para o cheque especial na primeira emergência.

O método funciona assim:

  • Separe uma conta digital diferente (PicPay, Nubank, Inter, caixinha)
  • Meta 1: R$ 500 de reserva de emergência. Venda algo, faça um extra, cancele 2 assinaturas por um mês. Só isso.
  • Só depois que tiver os R$ 500, jogue todo o extra para amortizar a dívida trocada do passo 3.

Esse colchão evita 80% das recaídas. O pneu furou? Você usa os R$ 500, não o cheque.

5. O sistema anti-recaída

Sair é difícil. Não voltar é mais difícil ainda. Monte isso de uma vez:

– Orçamento de 3 contas: Divida seu salário assim que cair:

  1. Contas fixas (moradia, luz, internet, transporte)
  2. Contas variáveis (mercado, lazer, filhos)
  3. Dívida / Reserva

Se o 1 + 2 for maior que 70% do salário, você não tem problema de cheque especial, tem problema de renda. E aí precisa cortar ou aumentar receita.

– Gatilho de alerta: Configure alerta no app para quando o saldo ficar abaixo de R$ 100. Não quando já estiver negativo.

– Dia do extrato: Todo domingo à noite, 10 minutos. Olhe apenas 3 coisas: quanto entrou, quanto saiu e quanto vai sair nos próximos 7 dias. Isso evita surpresas.

O erro mais comum é achar que vai sair do cheque especial “quando sobrar”. Nunca sobra. Você precisa criar a sobra trocando a dívida, bloqueando o limite e criando um mini colchão primeiro.

Se você está há mais de 6 meses no cheque especial, vale conversar com o gerente e pedir formalmente a migração para o “parcelamento do cheque especial” – todo banco grande é obrigado a oferecer uma alternativa mais barata após 30 dias de uso contínuo.

Quer que eu transforme isso em uma planilha de 30 dias com seu valor atual de dívida? Me diga quanto está hoje no cheque especial e qual seu salário líquido que eu monto o plano com datas e valores.

Fonte: Como escapar do ciclo do cheque especial de uma vez por todas